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O Império do Medo - Brian Stableford

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O Império do Medo - Brian Stableford

Mensagem por Judite Silva em Qui 12 Mar 2009 - 8:21

O Império do Medo




1. Identificação do Livro:
1.1. Título; Autor; Editora e Data da Edição:

O autor do livro: ''O Império do Medo'' é Brian Stableford, tendo sido o livro original lançado a 1988, em Inglaterra por Simon e Schuster. O seu nome original é The Empire of Fear. Cá em Portugal foi lançado em Fevereiro de 2008 pelas Edições Saída de Emergência.





2. Escolha do livro:
2.1. Motivos que levaram à escolha do livro:

Escolhi este livro porque como me ofereceram nos meus anos e até engraçei bastante com ele, decidi lê-lo agora, pois na altura não pude porque estava a ler outro livro e não gosto de misturar leituras pois cada uma é especial. Além disso esta história é bastante interessante e tem uma capa bastante apelativa.





3. Contextualização do Autor:
3.1. Alguns dados biográficos:

Brian Michael Stableford nasceu em Inglaterra a 25 de Julho de 1948, tendo já publicado mais de 50 romances. Brian graduou-se em Biologia pela Universidade de Yorkshire em 1969 e pós-graduou-se em Biologia e Sociologia. Cerca de dez anos depois ele quis fazer um doutoramento e apresentou uma tese bastante inovadora intitulada de "A Sociologia da Ficção Científica". Foi aí que se lançou na escrita pois desde então tem sido escritor a tempo inteiro principalmente de ficção cintífica. É também professor de escrita criativa em diversas universidades. Brian casou-se por duas vezes e tem um filho e uma filha do primeiro casamento.
Os seus primeiros livros foram publicados com o nome de Brian M. Stableford, mas os mais recentes já não incluiam a inicial do meio e aparecem apenas sob o nome de Brian Stableford. Também usou o pseudônimo Brian Craig em duas das suas primeiras obras, e depois umas poucas vezes em obras mais recentes. O pseudônimo originou-se dos prenomes dele e de um amigo de escola na década de 1960, Craig A. Mackintosh, com o qual publicou conjuntamente alguns de seus primeiros trabalhos.




3.2. Outras Obras do Autor:

As suas obras são muitas mesmo, por isso aqui apenas deixo as categorias das obras e alguns exemplos:


Ficção:

Séries:


  • Dies Irae - (1971)
  • Hooded Swan (Grainger) - (1972 -1975)
  • Daedalus Mission - (1976 - 1979)
  • Asgard - (1982 - 1990)
  • Orfeo (como Brian Craig) - (1989 - 1991)
  • David Lydyard (Werewolves) - (1990 - 1994)
  • Genesys - (1995 - 1997)
  • Emortality (escrito fora da ordem de leitura) - (1998 - 2002)



Outros romances:
  • Cradle of the Sun (1969)
  • The Blind Worm (1970)
  • To Challenge Chaos (1972)
  • The Realms of Tartarus

  • The Face of Heaven (1976)

  • A Vision of Hell (1979)

  • A Glimpse of Infinity (1979)
  • Man in a Cage (1975)
  • The Mind-Riders (1976)
  • The Last Days of the Edge of the World (1978)
  • The Walking Shadow (1979)
  • The Castaways of Tanagar (1981)
  • The Gates of Eden (1983)
  • The Empire of Fear (1988)
  • Ghost Dancers (1991) (como Brian Craig)
  • Slumming in Voodooland (1991)
  • Young Blood (1992)
  • The Innsmouth Heritage (1992) [antologia de contos]
  • Firefly: A Novel of the Far Future (1994)
  • Year Zero (2000)
  • The Wine Of Dreams (2000) (como "Brian Craig")
  • Pawns of Chaos (2001) (como "Brian Craig")
  • The Eleventh Hour (2001)
  • Curse of the Coral Bride (2004) com Donna Scot
  • Kiss the Goat (2005)
  • The Stones of Camelot (2006)
    The New Faust at the Tragicomique (2007)


    Ele tem também coletâneas, fez vários trabalhos como tradutor e editor, tendo séries de antologias, antologias, não-ficção e obras teóricas, todas eles muito variadas.





    4. Conteúdo do Livro:
    4.1. Género Literário:

    Este género literário é de romance, apesar de haver um pouco de suspense e mistério. Assim passo a apresentar um excerto do livro, espero que gostem:



    4.2. Assunto:

    "Esta é a história de uma cruzada pelo maior de todos os segredos: a imortalidade.
    O Império do Medo é um magnífico épico histórico, repleto da melhor aventura e da mais brilhante fantasia, que se desenrola ao longo de três séculos. Saltando de Inglaterra para o coração de África, e de Malta para o Novo Mundo, Brian Stableford oferece-nos a visão sublime de uma realidade que parece a nossa mas não é. Afinal, este é um mundo governado por uma poderosa aristocracia de imortais: humanos extraordinariamente belos e imunes à dor mas que precisam de beber o sangue dos mortais.
    A história começa na nebulosa Londres do século XVII. Edmund Cordery, sábio da corte de Ricardo Coração de Leão, acredita que a cerimónia supostamente mágica que transforma um mero humano num vampiro deve ter uma explicação natural. Mas descortinar o segredo da criação dos imortais também é saber como os destruir, como tal, quando as suas investigações o aproximam da verdade, a elite que governa o mundo decide-se pela sua morte.
    Mas, antes de morrer, Edmund passa os seus segredos ao filho Noell, transformando este no homem mais procurado em Inglaterra e forçando-o a fugir pela vida. Para continuar as investigações do pai, Noell viaja até ao coração de África, onde acredita que os primeiros vampiros nasceram há milhares de anos. Na companhia do fiel monge Quintus, do pirata Langoisse e da sua amante Leilah, Noell terá de enfrentar guerras, pestilências e todos os perigos de uma época violenta, na derradeira cruzada pelos segredos da imortalidade."





    4.3. Citações favoritas:

    Há citações neste livro que para mim foram mesmo apelativas, e de tal forma que não pude deixar de ler, pois os meu olhos ficaram 'colados' as letras que se seguiam. As citações são as seguintes:



    "— Matei o homem que a possuía — concordou Langoisse."
    "— Então, usam algas da costa, cortadas e apodrecidas, como estrume. Mesmo agora, com as searas já tão altas, o cheiro se faz sentir."


    "— Talvez devessem dedicar‑se a ser salteadores de estrada, como os velhos monges salteadores do vale Crucis."

    "— É demasiado aberto — protestou. — Seria melhor se houvesse baías abrigadas como as que encontramos em Gower. Se for caso de luta e perseguição, gostaria de me ver entre sebes mais altas e que houvesse bosques onde nos escondêssemos."

    "— Tenho de vos pedir que realizeis uma missão em nome da abadia - começou o abade, num tom cuja placidez não escondia uma ansiedade subjacente."

    "— Não é meu desejo ver quem quer que seja morto ou ferido, nem mesmo a vampira — respondeu‑lhe Noell."

    "— Não sei — respondeu‑lhe o rapaz. — Mas os monges não vos deixariam ser maltratada e até uma tripulação pirata tem algum respeito por uma casa de Deus. Langoisse não é um homem duro e não vos mataria apenas para acrescentar mais um crime à carga de pecados que tem na alma."

    "— Então, têm menos medo de mim agora. Deixar‑me‑ao recuperar forças porque me crêem impotente na prisão. Gostaria que tivessem persistido em atormentar‑me, pois teria podido refugiar‑me no sono profundo."

    "- Não são todos como Ricardo, é claro, do mesmo modo que todos os Turcos não são como o meu amigo Selim, pois a sua longa vida torna‑os muito frios e mata‑lhes o desejo. Criam damas vampiras, penso, não para seu divertimento, mas para que atraiam e cativem rapazes e homens apaixonados."

    "— Então não acreditais nas missas negras dos vampiros? — perguntou Langoisse, mudando à sua maneira para um tom irónico. — Não é verdade que o próprio demónio é convocado pelo príncipe Ricardo para comparecer na Torre, aparecendo sob a forma de uma imensa besta para conceder o privilégio do vampirismo àqueles que fizeram mais malefícios enquanto o serviam? Não é verdade que foi afirmado por um sábio que um homem apenas precisa de comer a carne de um recem‑nascido e ser autorizado a beijar o posterior de Satanás para ser recrutado para as fileiras dos imortais? E não há ainda outras versões das missas negras, durante as quais o demónio fabrica vampiros através da sodomia com plebeus?"

    "- Não respondeu. Talvez tivesse ciúmes além de medo, e o viesse chamar para estragar a violação ao amante. Mas o medo era real. Medo da magia terrível, do mal incarnado — um pavor supersticioso do poder do mal liberto, no qual os muçulmanos acreditavam tanto como os cristãos, embora o conhecessem por um nome diferente."

    "-Leilah levou‑o rapidamente até às celas. O homem baixo que, anteriormente, tinha encostado uma faca à garganta de Noell estava de vigia à porta exterior. Pareceu muito surpreendido por ve‑los ali e dirigiu‑se‑lhes para os fazer parar. Mas Leilah adiantou‑se a Noell e colocou a mão sobre o punhal. O homem hesitou, mas deixou‑os prosseguir."

    "Tinham atado os pulsos da vampira com cordas que haviam passado através de um anel fixo na parede, ao qual antes tinham estado presas correntes. A dama estava amarrada numa posição dolorosa, pois o anel estava colocado muito alto; só as pontas dos pés tocavam o chão e o rosto oculto estava encostado à parede fria. Um dos seus torturadores tinha‑lhe chicoteado furiosamente as costas com uma corda de nós, que lhe tinham arrancado pedaços de carne. O sangue escorria‑lhe a jorros pelas ancas. Havia duas facas equilibradas naborda da braseira, cujas lâminas aqueciam ao rubro, e o turco soprava‑as com o fole da cozinha para as aquecer mais rapidamente.
    Langoisse parara o sinistro trabalho, esperando pelas facas, com as quais tencionava queima‑la. Não pareceu surpreendido por ver Noell chegar, mas antes divertido, embora olhasse a amante com certo desagrado."

    "— Deverei oferecer‑vos o meu coração? — perguntou ela a Langoisse.— Ou talvez a minha garganta? - E atirou a cabeça para trás, embora o seu olhar fosse despreocupado."


    Estas citações (entre inúmeras outras) foram das que mais me chamaram a atenção.





    4.4. Opinião sobre o livro:

    Este livro para mim tem sido espectacular pois mostra que tudo o que pensamos estar definido, por vezes nem sempre é assim. Apesar de ser um livro grande e também com uma escrita um pouco formal (pois era assim que se falava na altura) é um livro bastante apelativo com muitos pormenores descritos desde a primeira página até à última, sempre com grandes surpresas, mesmo quando já o esperamos. É uma boa obra pois penso que corresponde a vários gostos, tanto dos jovens como dos mais velhos. De tudo o que li adorei e acho que um dia vou voltar a pegar nele e voltarei a lê-lo. Mas para que possam perceber do que estou a falar vou deixar aqui algumas opinio~es que estão presentes no livro sobre pessoas célebres que o leram e também gostaram:


    "Uma aventura fabulosa, um feito épico da imaginação."
    -San Francisco Chronicle

    "Misture um grande romance histórico com um emocionante livro de aventuras e terá O Império do Medo."
    -Kirkus Reviews

    "Uma história tremenda, maravilhosamente escrita, cuidadosamente pesquisada, um livro formidável."
    -Critical Wave

    "Original e profundamente divertido de ler."
    -Interzone

    "Tem nas mãos um romance épico em todos os sentidos. Começando pela história de amor, passando pelas batalhas em terra e mar, pelas personagens sórdidas, divertidas, compungentes... garanto-lhe que nunca leu nada assim!"
    -New York Times

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    Re: O Império do Medo - Brian Stableford

    Mensagem por Salomé Raposo em Qua 24 Jun 2009 - 19:30

    Muito bem... à próxima leitura!

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