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Senhora: José de Alencar

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Leitor Senhora: José de Alencar

Mensagem por Danielle em Seg 16 Mar 2009 - 18:24

nomes: Danielle e Claudineia

Antes de ler
Ficha de leitura
1. Identificação do Livro

1.1.Título
Senhora

1.2.Autor
José de Alencar

1.3.Editora
Avenida Gráfica e Editora Ltda.

1.4.Data de Edição
Ano: 2005

2.Escolha do Livro

2.1.Motivos que levaram à escolha do livro
José de Alencar é um ótimo autor. Eu já sei mais ou menos do que a história se trata, e pelo o que sei fiquei muito interessada.
É uma história que já está chamando minha atenção desde o começo.
Pretendo ler outras obras desse autor.

Danielle
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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

Mensagem por Danielle em Sex 24 Abr 2009 - 20:56

Após a leitura do livro


3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos

José Martiniano de Alencar, nasceu em 1º de maio de 1829, Messejana – Ceará. Foi jornalista, político, advogado, orador, crítico, polemista, romancista e dramaturgo brasileiro. Iniciou-se na carreira literária através dos jornais Correio Mercantil e Diário do Rio de Janeiro. Foi casado com Ana Cochrane.
Aos onze anos estudou no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844 matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começou o curso dois anos depois. Fundou na época, a revista Ensaios Literários e em 1850, formou-se em direito. Seis anos depois publicou seu primeiro romance, Cinco Minutos. Conquistou a notoriedade em sua terceira obra, O Guarani (1857).
Dois anos depois, em 1859, se tornou Chefe da Secretaria do Ministério da Justiça.Ingressou na política, como deputado, em 1860.
Em 1877, viajou para a Europa para tentar tratamento para sua doença, a tuberculose, mas não conseguiu, portanto, faleceu nesse mesmo ano, no Rio de Janeiro. Uma grande característica, era o nacionalismo, tanto nos temas quanto nas inovações no uso da língua.Em um momento de consolidação da Independência, Alencar representou um dos mais sinceros esforços patrióticos em povoar o Brasil com conhecimento e cultura próprios, em construir novos caminhos para a literatura no país. Em sua homenagem foi erigida uma estátua no Rio de Janeiro.

3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)

A Viuvinha (1857)
Iracema (1865)
Sonhos d’Ouro (1872)
Autobiografia: Como e Porque sou Romancista (1874)
Encarnação (escrito no ano de sua morte, em 1877)

4. Conteúdo do Livro

4.1. Género Literário
Romance.

4.2. Assunto (breve síntese)

D. Emília Camargo vivia com seu irmão mais velho, sr. Manuel José Correia Lemos, esses, eram pobres.
D. Emília se apaixonou por um estudante chamado Pedro de Sousa Camargo, filho de um fazendeiro, Lorenço de Sousa Camargo. Os dois apaixonados, se casaram, mas sem Lorenço saber. E quando o pai de Pedro ficou sabendo que o filho estava morando com ela, mandou o filho voltar para casa o mais rápido possível. Mas o rapaz, sempre mandava cartas para a mulher e dinheiro para poder se manter.
Os dois se viam pouco, E depois de muito tempo sem se verem, Pedro encontrou seu primeiro filho com dois meses, chamado Emílio. Passado mais algum tempo, nasceu Aurélia. Os dois filhos cresceram, tiveram uma ótima educação. Doze anos se passaram desde o casamento de Pedro D. Emília, e Lorenço dizia que seu filho tinha que se casar,então arranjou uma noiva para ele e o ordenou que fosse visitar a moça, mas Pedro não foi, simplismente pegou sua mala e saiu a cavalo. Num ranjo, onde procurava abrigo, foi acometido de uma febre cerebral, longe dos socorros. Pouco antes de morrer, entregou o dinheiro que carregava consigo a um tropeiro que ali passava e pediu-lhe que entregasse D. Emília, mas que não contasse como o viu, naquela situação. Com a morte do marido, ela cobriu-se de luto e passou a sair cada vez menos. Também ficou preocupada com Aurélia, pois já era moça, com dezesseis anos e não teria amparo da família por parte da mãe. Escreveu uma carta a Lorenço, revelando-lhe o segredo do casamento e pedindo sua proteção aos filhos, Emílio e Aurélia. Mas o velho, como a família de Emília, não acreditou nessa história. Mas mandou-lhe uma certa quantia de dinheiro, somente. E vendo que Emílio não tinha condições de receber o encargo de chefe da família caso a mãe morrece, D. Emília começou a preocupar-se em casar a filha. Falava a mesma, que deveria aparecer a sociedade para conhecer rapazes, para assim poder casar-se.
Para atender o pedido da mãe, Aurélia passou a ficar na janela todos os dias, com isso, a movimentação da rua aumentou, muitos homens passaram a frequentar a rua onde a moça morava para vê-la. Um desses homens chamava-se Fernando Seixas, um rapaz que morava com a mãe e duas irmãs. Com o passar do tempo, os dois começaram a se conhecer e a namorar, diziam-se dois apaixonados. Mas depois de um certo tempo, em que a promessa de casamento o afligia, Fernando se separou de Aurélia, pois havia firmado compromisso com Amaral, em casar-se com sua filha Adelaide.
Numa manhã, aparecera na casa de D. Emília, Lorenço Camargo, que foi conhecer sua neta. Depois de uma boa conversa com a moça e sua mãe, Lorenço ficou a “disposição” das duas, disse-lhs que tudo que precisassem poderiam pedir a ele.
O velho voltou para sua casa. Passado algum tempo, Aurélia encontrava-se sem sua mãe e sem seu avô, herdando toda a fortuna do mesmo. Assim, passando a morar com uma velha parenta viúva e tendo como tutor, um tio chamado Lemos.
Já com dezoito anos de idade, Aurélia frequentava os bailes e deixava todos os homens deslumbrados com tanta beleza. Mas nenhum homem ali chamava a atenção da bela moça. Somente sua antiga paixão, Seixas, que chegara do Rio de Janeiro no mesmo dia do baile. Poucos dias depois desse baile, urélia disse a seu tutor que já estava na hora de se casar e que já tinha decidido quem seria seu marido, Seixas, sendo assim, Lemos fora ao encontro de Fernando para negociar o casamento, porém, o mesmo encontrava-se comprometido com Adelaide. Então, Lemos teve que contar com sua “lábia” para convencer o rapaz de que o casamento com sua afilhada, que até então não foi falado quem era, seria a melhor escolha a se fazer. Conseguindo isso, Seixas teve que cancelar seu compromisso com Adelaide.
Depois de alguns dias, Seixas finalmente conheceu sua futura esposa, Aurélia, numa festa que a moça deu em sua casa. Semanas depois, chegara o dia do casamento e no final da festa, quando Fernando já tinha ido trocar de roupa para finalmente ficar a sós com a esposa, Aurélia, Lemos e alguns senhores se reuniram numa saleta para resolver algumas coisas. Logo que terminou essa pequena reunião, Aurélia também foi trocar de roupa e ir de encontro ao marido. Lá, eles conversaram um pouco, e quando houve a oportunidade, Aurélia logo deu um jeito de humilhar Fernando, assim, o mesmo foi para seu quarto, enquanto a mulher permaneceu onde estava.
No dia seguinte, os dois se cumprimentaram normalmente como se nada tivesse acontecido, para que ninguém desconfiasse de seu desentendimento na noite anterior.
Cerca de um mê depois do casamento, o casal saiu de casa para visitar os amigos e mostrar-lhes que estavam muito felizes, o que era mentira, pois aquele casamento não passava de um caprocho da moça. E dessa forma o casal foi vivendo, um sempre dando um jeito de alfinetar o outro, seja dentro de casa ou em seus passeios.
Com o tempo isso foi perdendo a força, e Aurélia até ofereceu o divórcio a Seixas, mas ele recusou, pois dizia que tinha que cumprir seu papél de marido e de estar ao lado de sua esposa, não poderia voltar atráz com sua palavra.
Numa manhã, quando Seixas estava a caminho de seu trabalho, encontrou um “antigo” negociante, que lembrou-lhe de uma assossiação feita entres eles e um outro senhor, negócio esse que envolvia a venda de alguns minérios. E essa venda estava para lucrar cada um desses senhores com uma quantia até que considerável, 15 contos de réis. Sabendo disso, Fernando voltou para casa e procurou um papel que dava o direito dele de receber sua parte. Acahdo esse documento, Seixas foi logo receber seus 15 contos. Esse encontro com o ex-negociante ocorreu depois de onze meses de casado, quando já estava com muita saudade de sua liberdade e muito machucado pelas humilhações de sua mulher. Depois de poucos dias, Aurélia escutara seu marido levantar e ir almoãr às oito horas da manha, assim, foi correndo até a janela de seu quarto para vê-lo. Já às cinco horas da tarde, na hora do jantar, uma criada foi avisar Aurélia que o jantar já estar sendo servido, então a moça perguntou a criada onde estava seu marido, mas ele ainda não havia chegado e poderia não voltar para casa naquele dia. Depois dessa resposta, a moça foi jantar com a companhia de D.Firmina, quando Seixas chega, deixando sua esposa feliz em vê-lo. Logo, Fernando diz a mulher que precisa ter uma conversa séria com ela.
Mais tarde, às dez horas da noite, os dois sobem ao aposento da moça, onde Fernando diz que conseguira, através de negócios dele e não por meio do nome que recebera ao casar-se com Aurélia, o dinheiro que a mesma teria dado como adiantamento de seu dote para que ele pudesse comprar o exoval para o casamento e sua irmã na época, e que ainda estava com o cheque, que era o restante do dinheiro que lhe fora oferecido junto com o adiantamento, assim, deixou bem claro que queria a separação e em troca, devolveria todo o dinheiro que recebera com o casamento. Aurélia aceitou esse pedido, mas por dentrosentia um aperto, pois po mais que quisesse se vingar de Seixas, fazendo-o sofrer por ter deixado ela quandoe ra pobre, ainda o amava.
Logo após receber e contar o dinheiro que o marido devolvera, a moça entregou-lhe o papel de venda,ou seja, o papel que comprovava a compra do marido. Seixas então cumprimentou-a e virou-se para ie embora. Quando já estava na porta do aposento, Aurélia chamor pelo nome de Seixas, esse, virou-se para ver o que a moça queria, logo a viu ajoelhada a seus pés pedindo-lhe perdão por tudo e pedindo também que seus amor fosse retribuido, já que a pertir daquela separação, os dois passaram a ser dois estranhos, Seixas então levantou-a e a beijou, mas disse que o amor entre os dois foi atrapalhado pelo dinheiro da moça, foi ai que ela lhe mostrou seu testamento, feito no dia do casamento (estava com receio de morrer naquele mesmo dia), onde ela declarava todo o seu amor ao marido e o instituía seu universal herdeiro. Fernando então se emocionou.
O casal, agora realmente felizes, então se amaram verdadeiramente.

4.3. Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)
“__ Aquela que te humilhou, aqui a tens abatida, no mesmo lugar onde se ultrajou, nas iras de sua paixão. Aqui a tens implorando teu perdão e feliz porque te adora, como o senhor de sua alma.”

Foi o onde mais me emocionou, pois foi o momento em que a personagem realmente deixou sua “indiferença” em relação ao marido de lado para finalmente dizer que o amava e que queria sim viver ao lado dele.

4.4. Opinião sobre o livro

A leitura foi interessante, mas me prendi mais a história a partir do meio. A leitura foi tranquila, pois a maneira de o autor, José de Alencar, escrever é bem clara e não houve dificuldades com as palavras. Gostei muito e pretendo ler mais obras do autor.

Danielle
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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

Mensagem por alexandre(hiro) em Ter 28 Abr 2009 - 19:01

Parabéns...

Sua nota é 14 (7.0)

alexandre(hiro)
"Best Seller"


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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

Mensagem por Danielle em Qui 30 Abr 2009 - 13:21

Brigada pelos parabéns...

Danielle
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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

Mensagem por Beatriz Massami Watanabe em Sex 11 Maio 2012 - 17:02

Parabens!

Eu ja li esse livro e a historia e muito emocionante,e que prende a atenção do leitor, porque quer saber o que vai acontecer em seguida, e no final da historia da impressão que os dois iriam realmente se separar mas acabam ficando juntos.Gostei muito desse livro.I love you

Beatriz Massami Watanabe
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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

Mensagem por Tayna Paula Almeida em Sex 25 Maio 2012 - 6:16

Já assisti uma apresentação dessa história, e gostei muito, pois prende a atenção do começo ao fim. Parabéns pela escolha!

Tayna Paula Almeida
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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

Mensagem por Renato Trajano em Dom 27 Maio 2012 - 17:41

Excelente escolha do livro ! Também já o apresentei.

Renato Trajano
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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

Mensagem por Bruna dos santos batista em Qui 21 Jun 2012 - 13:53

Parabens a história é muito interessante!!! Very Happy

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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

Mensagem por Bruno Henrique oliveira em Sex 10 Ago 2012 - 6:09

um grupo de minha sala apresentaram esse livro! muito bom! ótima escolha.

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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

Mensagem por Andressa Morais de Macedo em Sex 10 Ago 2012 - 8:22

Parabéns... Mto legal esse livro.Very Happy

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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

Mensagem por Erika Biasotti em Sex 24 Ago 2012 - 7:52

parabéns gostei muito da história.

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Leitor Re: Senhora: José de Alencar

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