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Iaiá Garcia - Machado de Assis

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Iaiá Garcia - Machado de Assis

Mensagem por GUI em Sex 24 Abr 2009 - 15:36

1. Identificação do livro



1.1. Título

Iaiá Garcia.



1.2. Autor

Machado Assis.



1.3. Editora

Editora Ática.



1.4. Data da Edição

1977.



2. Escolha do livro



2.1. Motivos que levaram a escolha do livro

Por ser uma obra de Machado da Assis constatamos que seria um livro com uma história interessante, informativa e satisfatória para ampliar o nosso conhecimento sobre a Literatura brasileira.



3. Contextualização do autor



3.1. Alguns dados biográficos

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 1839. Em 1855 publicou seu primeiro trabalho, a poesia “Ela”, na Marmota Fluminense.

Publicou seu primeiro livro: Crisálidas, em 1864. Casou-se em 1869 com Carolina Augusta Xavier de Novais. No ano de 1897 foi eleito presidente da Academia Brasileira de Letras, fundada no ano anterior. 1904, foi membro correspondente da Academia das Ciências, de Lisboa. Morre sua mulher no dia 20 de Outubro. Em 1908 ganhou licença para tratamento de saúde e faleceu no Rio de Janeiro no dia 29 de Setembro.



3.2. Outras obras do autor

A Mão e a Luva, Dom Casmurro, Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, O Alienista, entre outros.



4. Conteúdo do livro



4.1. Gênero Literário

Romance



4.2. Assunto

Valéria Gomes, viúva de um desembargador honorário, queria que seu filho Jorge fosse à Guerra do Paraguai, mas ele sempre recusava o pedido de sua mãe, então ela decidiu chamar Luís Garcia para convencer Jorge a ir à guerra. Luís Garcia era funcionário público que trocava favores para o marido de Valéria. Ela disse, mentindo, que Jorge estava apaixonado por uma mulher casada. Luís Garcia acreditou e resolveu ajudá-la.

Luís Garcia teve com ele um conversa para tentar mudar sua opinião, mas Jorge continuou com a intenção de não ir para a guerra. Porém, de tanto sua mãe e Luís Garcia insistirem, ele acabou aceitando.

Jorge não queria ir para a guerra pois amava uma garota chamada Estela. Ela morava com Valéria e Jorge. Era amiga da família, principalmente de Valéria, a quem tinha um grande apego.

Tempos atrás Jorge, Valéria e Estela viajaram para a Tijuca onde Valéria ia tratar do aluguel de sua casa. Ao chegar lá, Valéria os deixou sozinhos por um instante. Estela avistou um casal de pombos na janela do quarto, se aproximou deles e começou a acariciá-los. Após isso Jorge decidiu contar que a amava e lhe deu um beijo, sem medir as consequências. Ela, por sua vez, se afastou e ficou paralisada. Nesse momento entrou Valéria no quarto e estranhou o modo como eles agiam e, por um momento, desconfiou do que estava acontecendo entre eles.

Ao voltar em Santa Teresa, onde moravam, Estela resolveu voltar a morar com seu pai, o Sr. Antunes. Em decorrência disso, Jorge visitava regularmente a casa para conversar com Sr. Antunes, como pretexto para ver Estela.

Voltando ao assunto da guerra, quando soube a data de sua partida para o Paraguai decidiu se despedir de Sr. Antunes e, principalmente, de Estela. Esta nem se abalou com a notícia e Jorge ao percebê-la ficou chateado e se despediu rapidamente. Ele partiu no dia seguinte.

Durante o tempo que passou no Paraguai foi ganhando experiência militar e a confiança de seus superiores. Foi promovido várias vezes ao decorrer da guerra. Nesse tempo mandava cartas para Luís Garcia a quem ele considerava como um confidente. Mandava cartas explicando sobre seu amor secreto, sem revelar o nome de Estela. Luís Garcia também lhe enviava cartas.

Certo dia recebeu uma carta de Luís Garcia a qual não acreditava, dizia que este se casara com Estela e que sua mãe foi a madrinha. Foi então que Jorge percebeu que sua mãe o mandou para a guerra para separá-lo de Estela. Com isso ele ficou perplexo e incomodado, porém mais ainda quando recebeu a notícia de Luís Garcia dizendo que Valéria havia falecido.

Retomando ao passado, após o acontecimento na Tijuca, Valéria já sabia do amor de Jorge pela Estela, por isso, com o intuito de separá-los, ela propôs que seu filho se casasse com Eulália, uma parente distante de sua família, mas ele, como sempre, nunca aceitou. E assim Valéria não tinha outra saída a não ser enviar seu filho para a guerra.

Entretanto, ele voltaria do Paraguai. Com isso, Valéria resolveu casar a Estela, mas esta não queria casamento. Porém, a viúva era insistente. Foi falar com o Sr. Antunes e este aceitou. Agora Estela tinha de escolher um marido.

No verão as duas conheceram a filha de Luís Garcia. Chamava-se Lina Garcia, mas seu apelido era Iaiá. Era uma garota travessa, alegre e adorava seu pai.

Rapidamente Estela virou amiga de Iaiá Garcia e começou a frequentar sua casa. Na casa da garota, Estela conheceu Luís Garcia. Foi aí que Iaiá começou a sonhar com a hipótese de casar seu pai com Estela.

De tanto a menina insistir, Estela cedeu e foi conversar com Valéria sobre o casamento. Disse que queria se casar com Luís Garcia, não por amor, mas sim como sendo uma troca de favores. Valéria aprovou a escolha. Depois de algumas semanas eles se casaram. E foi assim que se deu o casamento.

Depois que Guerra do Paraguai acabou, Jorge voltou para o Rio de Janeiro. Sua primeira conversa foi com Luís Garcia a quem ele se manteve sem indiferença. Após a conversa, Jorge voltou a casa da Tijuca, começo de toda essa confusão.

Lá Jorge encontrou Procópio Dias, um antigo amigo do Paraguai. Ele era velho e tinha cinquenta anos. Eles foram até o teatro, conversaram um pouco em um jantar e depois se despediram.

Jorge foi passar um tempo em Minas Gerais, mas uma notícia o trouxe de volta ao Rio. Era Luís Garcia que estava doente.

Ao chegar lá, Jorge conversou com ele um pouco sobre a guerra e sobre os conflitos que enfrentou. Em um determinado momento reencontrou Estela, depois de tanto tempo. Ele sentiu a chama do coração reacender. Mas ela não o queria de volta, mostrava-se feliz e disposta a agradar o marido. Nesse instante entrou Iaiá que percebeu que havia algo de estranho com os dois.

Depois de várias visitas de Jorge a sua casa, Iaiá supôs, pelo jeito que ele olhava para Estela, que eles tiveram alguma história pendente e que poderia acabar com a felicidade de seu pai, por isso sempre foi antipática com Jorge. Para afastar ainda mais ele de sua madrasta, Iaiá pediu para que Jorge lhe desse aulas de inglês. Ele atendeu ao pedido.

Um dia Luís Garcia convidou Jorge e Procópio Dias, que era amigo da família, para um jantar. Quando acabou o jantar, os convidados foram embora. Lá fora, Procópio Dias confessou que amava Iaiá e disse que iria viajar, então pediu a seu amigo que cuidasse de Iaiá até que ele voltasse.

Ao passar das aulas de inglês, Iaiá começou a gostar de Jorge, e ele dela, só que secretamente.

O estado de saúde de Luís Garcia era grave. O médico disse ao Jorge que ele viveria alguns meses. Passados os meses, Luís Garcia morreu, deixando a viúva e sua filha com o Sr. Antunes.

Estela descobriu que sua enteada estava namorando Jorge e este, ao saber, propôs logo a data do casamento.

Todavia, Procópio Dias retornou de viagem e ao saber do casamento foi ter uma conversa com Iaiá. Disse que Jorge amava outra mulher. Iaiá já desconfiava quem era, ou seja, concluiu que era Estela.

Iaiá, confusa, pediu para que o casório fosse adiado. Estela interveio e contou toda a verdade para a garota, que ela não amava Jorge e disse para que fosse feliz ao lado dele.

Iaiá Garcia comovida finalmente se casou com Jorge. Estela, por sua vez, após o casamento, viajou para trabalhar em uma instituição de ensino longe de Santa Teresa.



4.3. Citações

“Não importa saber quem é, disse ele; - o essencial é saber que amo a mais nobre criatura do mundo, e o triste é que não somente não sou amado, mas até estou certo de que sou aborrecido.”

“Não sei se a verei mais, porque uma bala pode pôr termo a meus dias, quando eu menos esperar. Se a vir, ignoro os sentimentos com que ela me receberá. Mas de um ou de outro modo, este amor morrerá comigo, e o seu nome será a última palavra que há de sair de meus lábios.”



4.4. Opinião sobre o livro

É um livro interessante, que aborda vários temas do cotidiano daquela época. É uma história de romance, de mistério e surpresas que mudam o enredo rapidamente, passando de sensações boas para ruins em um piscar de olhos. Acaba por ser um ótimo livro de leitura para todos que adoram romances típicos das obras literárias de Machado de Assis.

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Re: Iaiá Garcia - Machado de Assis

Mensagem por alexandre(hiro) em Ter 28 Abr 2009 - 19:29

Parabéns...

Sua nota é 13 (6.5)
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alexandre(hiro)
"Best Seller"


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