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O seminarista de Bernardo Guimarães

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O seminarista de Bernardo Guimarães

Mensagem por Jéehh Caroliine em Sex 24 Abr 2009 - 17:37

Antes de ler o livro

1. Identificação do Livro
1.1 Título- O seminarista
1.2 Autor- Bernardo Guimarães
1.3 Editora- Ática S.A
1.4 Data de Edição- 1989

2. Escolha do livro
2.1 Motivos que levaram à escolha do livro

Escolhi esse livro, pois é uma obra que sou apaixonada, e já havia lido. O livro em si é fascinante, o amor proibido de Margarida e Eugênio, e o trágico desfecho me emociona.


http://img412.imageshack.us/img412/5048/seminarista.jpg


Última edição por Jéehh Caroliine em Sex 24 Abr 2009 - 18:29, editado 4 vez(es)
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Re: O seminarista de Bernardo Guimarães

Mensagem por Jéehh Caroliine em Sex 24 Abr 2009 - 17:44

Após a leitura do livro

3. Contextualização do Autor

3.1 Alguns dados biográficos
Bernardo Joaquim da Silva Guimarães, nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 15 de Agosto de 1825. Viveu em Uberaba, onde iniciou os primeiros estudos. Em 1847, matriculou-se na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. Tornou-se amigo de Álvares de Azevedo e com ele participa da “Sociedade Epicuréia”. Em 1852 bacharela-se em Direito. Publica seu primeiro livro Cantos da Solidão, de poesias. É nomeado Juiz Municipal de Catalão, em Goiás. Em 1872 publica o Seminarista. Faleceu em 10 de Março de 1884 em Ouro Preto.

3.2 Outras Obras do Autor
Romance- O Ermitão de Muquém- 1869; O Garimpeiro- 1872; O Seminarista- 1872; Jupira-1872; O Índio Afonso- 1873; A Escrava Isaura-, 1875; Maurício- 1877; A Ilha Maldita; O pão de Outro- 1879; Rousaura a Enjeitada- 1883;O Bandido do Rio das Mortes- 1904.

Poesia- Cantos da Solidão-1852; Poesias- 1865; Novas Poesias- 1876; Folhas de Outono- 1883.

Outros Lendas e Romances- 1871; História e Tradições da Província de Minas Gerais- 1872; A Voz do Pajé (drama)- 1914.

4. Conteúdo do Livro

4.1 Gênero Literário

Romance

4.2 Assunto (breve síntese)

O livro conta a história de Eugênio que desde criança tinha duas paixões a por Margarida e por Deus. Na sua infância seu entretenimento além da companhia de Margarida, era também um pequeno oratório no qual zelava por ele. Em vista desse amor quando criança pela vida religiosa, seus pais entenderam que ele tinha nascido para ser padre, e que não deviam desprezar tão bela vocação. Naquela época ter um filho Padre era um glória, não havia carreira mais bonita, e honrosa.
Margarida, depois que seu pai morreu, ela e sua mãe foram acolhidas nas terras de Antunes (pai de Eugênio). Sendo assim ela e Eugênio cresceram juntos.
Eugênio foi mandado depois ao seminário de Congonhas, lá era um exemplo de boa conduta e aplicação. Sentia saudades de Margarida e de seus pais. Os padres estimavam as qualidades de Eugênio, e a vocação para Padre.
Ao fato de alguns acontecimentos, descobriram a paixão que Eugênio tinha por Margarida. Os Padres junto com o pai de Eugênio, até mentiram que Margarida tinha se casado, para causar nele uma enorme decepção. E foi isso que aconteceu quando Eugênio recebeu a notícia entrou em desespero.
Enquanto na fazenda o pai de Eugênio expulsou Margarida e sua mãe Umbelina, das terras dele. As duas estavam na pobreza, vão morar na casa da tia de Margarida. A mãe de Margarida um tempo depois morre.
Anos depois Eugênio tomou os votos, e volta para sua terra, a Vila de Tamanduá. Foi feita uma reunião para receberem ele. Porém no decorrer da reunião, apareceu um rapaz e pediu a Eugênio visitar uma pobre mulher que estava à beira da morte e queria se confessar. Ao chegar na casa, Eugênio viu deitada na cama Margarida. Os dois conversaram, contaram os ocorridos, e a mentira que mudou o destino dos dois. No dia seguinte Eugênio foi de novo na casa de Margarida, ela se estava muito melhor.
No domingo dessa semana, Eugênio ira fazer sua primeira missa. Estava no oratório, e uma pobre velha aparece e pede-lhe para ir rezar pela morte de uma mulher, em que o cadáver se encontrava ali na Igreja. Ao levantar o lenço que cobria o rosto da mulher, viu que era Margarida, ficou chocado, chorou e rezou por ela.
Na hora de celebrar a missa, Eugênio chegou a escada e começou a arrancar com fúria do corpo todos os paramentos sacerdotais, isso aos pés do altar, e depois sai correndo. Eugênio enlouqueceu de dor efetiva e moral.


4.3 Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)

Aqui estão presentes alguns trechos, que não são apenas minhas citações favoritas, mas que ajuda a entender mais do contexto da história.

“A pequena Margarida, apenas na idade de dois anos...encontrou-a assentada na relva junto de uma fonte a brincar...a brincar como uma formidável truculenta jararaca...A menina a afagava sorrindo...sem que o hediondo animal se irritasse e lhe fizesse a mínima ofensa.”

Esse é um ocorrido importante na infância de Margarida. Quando descobrem o amor que Eugênio sentia por ela, seus pais e os padres, comparam, Margarida com Eva( pelo fato de estar na bíblia Eva e uma serpente) que tenta seduzir Eugênio para levar ele para mal caminho, a perdição, assim como Eva fez com Adão.

“Não ainda Romeu e Julieta, mas eram inseparáveis, como Paulo e Virgínia...”
Momento que o autor compara o amor de Eugênio e Margarida, com o de Paulo e Virgínia, personagens de um romance francês de Bernardim, um romance idílio. E a Romeu e Julieta personagens da famosa tragédia inglesa de William Shakespeare (pela qual sou apaixonada), amores impossíveis.

“Longe de teus lindos olhos.
O’Margarida.
Passo a noite, passo o dia
Em cruel Melancolia;”

Este é um trecho de um dos poemas, que os padres encontram. Poemas que Eugênio escrevia para Margarida, e retratava seu amor por ela. Está é uma característica, que familiariza com Romeu, que escrevia poemas de amor.

“Nas horas de repouso estudava a morrer... Quando vinha a noite... mas em vez de entregar-se ao descanso...rezando ou estudando”
“No fim de algum tempo, Eugênio estava magro, pálido, alquebrado, que mais parecia uma múmia ambulante”

Isso é o que estava acontecendo com Eugênio, depois que os padres descobriram sua paixão por Margarida, o puniram, ela rezava, estudava, era para ocupar seus pensamentos.

“A educação claustral é triste em si e em suas conseqüências...”
O autor mostra a sua opinião em relação a vida clerical, que era contra o celibato clerical.

“ _ Um momento de suprema felicidade!... depois o inferno! Que importa!”
Essa é uma frase que Eugênio diz a Margarida, no segundo dia que ele foi visitar lá, quando estavam no quarto dela. Ai fica um momento de suspensa e grande dúvida, o que será que acontecerá depois que Eugênio disse isso, pois o autor não conta, dá aparentar que não resistiram a paixão, e se entregaram.


4.4 Opinião sobre o livro

Eu gostei do livro, desde o começo e não tive dificuldade com as palavras, pois o autor trata de forma simples, que ocasiona uma leitura prazerosa. Só o trágico final que me comove.
O romance foi publicado em 1872 baseado no problema do celibato clerical, que nos dias de hoje ainda persistem.
Naquela época ter uma pessoa da família na vida clerical, era uma grande honra, a carreira mais prestigiada. Já hoje a sociedade não acha isso, e sim como uma carreira em que a pessoa tem que fazer o “sacrifício” de não se casar, não construir uma família, não ter filhos, e não ter relações sexuais, viver só por Deus e por ele se sacrificar. Hoje é raro encontrar pessoas que queiram seguir a vida religiosa.
No livro também mostra a ardente paixão que Eugênio sentia por Margarida e por desejo de seus pais que queriam que ele se tornasse padres, e fazem de tudo. Tantas pessoas até hoje seguem carreiras que seus pais sonham, são vítimas da vontade alheira, e deixam assim de viver sua própria vida.



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Re: O seminarista de Bernardo Guimarães

Mensagem por alexandre(hiro) em Dom 26 Abr 2009 - 21:17

Parabéns pela apresentação

Obs:
-o item 4.3 (citações) está magnífico!!!
-para o próximo trabalho, tente selecionar fatos marcantes da vida do autor ao/para colocar nos dados bibliográficos

sua nota é 16 (8.0)
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alexandre(hiro)
"Best Seller"


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Re: O seminarista de Bernardo Guimarães

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