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“Quem me dera ser onda” - Manuel Rui Alves Monteiro

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Leitor “Quem me dera ser onda” - Manuel Rui Alves Monteiro

Mensagem por Tati em Ter 9 Jun 2009 - 15:15

1. Identificação do Livro

1.1. Título
“Quem me dera ser onda”

1.2. Autor
Manuel Rui Alves Monteiro

1.3. Editora
Edições Cotovia

1.4. Data da Edição
1991


2. Escolha do livro
2.1. Motivos que levaram à escolha do livro

Eu escolhi este livro porque a minha mãe nasceu em Angola. Em 1975, ela tinha apenas 8 anos, por isso não se lembra de muita coisa, mas com o que ela me contou, fiquei com curiosidade relativamente à independência e as suas consequências.


Após a leitura do livro


3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos
Manuel Rui Alves Monteiro nasceu no Huambo em 1941, tendo vivido durante anos em Coimbra (Portugal), onde se licenciou em Direito. Em Portugal foi advogado.
Regressou a Angola em 1974, onde ocupou diversos cargos políticos, tendo sido ministro da Informação do Governo de transição. Foi também professor universitário, reitor da Universidade do Huambo e, posteriormente, funcionário superior da Diamang.
Pela qualidade da sua vasta bibliografia, o escritor é considerado um dos principais ficcionistas angolanos. “Quem me dera ser onda” foi publicado pela primeira vez em Angola em 1982.
Cronista, crítico e ensaísta, Manuel Rui já publicou nove livros de poesia e mais de uma dezena de volumes de prosa, incluindo "Rioseco", "Um Anel na Areia" e "O Manequim e o Piano".
O angolano Manuel Rui foi um militante do MPLA da primeira hora. Guerrilhou na mata e escreveu sempre e bem.
Pouco tempo após a independência, já profundamente desencantada, volta a fazer da palavra, uma arma da crítica e escreve o “Quem me dera ser onda”.
Este livro é um certeiro presságio do quanto rasteiro podem cair os “libertadores”. Com este livro, Manuel Rui, adivinhou-lhes as intenções.

3.2. Outras Obras do Autor
Poesia sem Notícias, 1967, Porto, e. a.;
A Onda, 1973, Coimbra, Ed. Centelha;
11 Poemas em Novembro (Ano Um), 1976, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
11 Poemas em Novembro (Ano Dois), 1977, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
11 Poemas em Novembro (Ano Três), 1978, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
Agricultura, 1978, Luanda, Ed. Conselho Nacional de Cultura / Instituto Angolano do Livro;
11 Poemas em Novembro (Ano Quatro), 1979, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
11 Poemas em Novembro (Ano Cinco), 1980, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
11 Poemas em Novembro (Ano Seis), 1981, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
11 Poemas em Novembro (Ano Sete), 1984, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
Cinco Vezes Onze Poemas em Novembro (Reúne os 5 primeiros livros da série 11 Poemas em Novembro), 1985, Lisboa, Edições 70;
11 Poemas em Novembro (Ano Oito), 1988, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
Assalto, sem data, Lisboa, Plátano Editora.

4. Conteúdo do Livro

4.1. Género Literário
Novela

4.2. Assunto (breve síntese)
Esta novela, “Quem me dera ser onda”, revela-nos a instabilidade de um país na pós-independência visto pelo olhar inocente de duas crianças que procuram compreender o porquê do seu país se reger por regras tão absurdas. É uma procura no despertar da tolerância perdida dos adultos na relação com os outros. Ruca, Zeca e Beto são os protagonistas que através da sua, ainda, forma imaculada de ver o mundo tentam salvar o seu animal de estimação do plano do pai em combate, o fim das carências alimentares: a panela.
Assistimos a correrias, brincadeiras, gargalhadas e choros de duas crianças que gostariam de entrar com a força do mar onde quisessem. “Quem me dera se onda” conta-nos a história de uma família que vive num sétimo andar no centro de Luanda e que, para resolver o problema alimentar, decide criar um porco dentro do apartamento. É claro que a chegada do animal provoca conflitos com os vizinhos, mas o chefe da família, ajudado pelos filhos, consegue vencer todos os obstáculos, desafiando por conseguinte a legalidade e o sistema oficial.


4.3. Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)“Onda ninguém amarra com corda”. Eu gosto desta frase porque transmite aquilo que, ás vezes, todos nós gostaríamos de ter: liberdade para fazermos tudo o que nos apetece, sem ter que dar justificações a ninguém.
Afinal de contas, quem não gostaria de ser onda?


4.4. Opinião sobre o livro
Eu gostei deste livro e aprendi bastante porque fiquei intrigada como cada um tinha uma forma tão distinta de tratar o porco: Os dois miúdos tratavam o porco como membro da família. Limpavam-lhe fezes, davam-lhe banho e, todos os dias, passavam nas traseiras do hotel para recolher do lixo comida com que o bicho se deliciava. O porco estava culto. Fazia vénias de obséquio com o focinho e aprendera a acenar com a pata direita. O pai, Diogo tratava o porco de maneira diferente. Para ele era tudo carne, peso, contabilidade no orçamento familiar. Os olhos dele bombardeavam o porco para um balanço da engorda: “estás-te a aburguesar mas vais ver o que te espera” e com a mão no pescoço mostrava aos filhos a forma como se corta uma goela à faca! Os miúdos não gostavam da forma de ser do pai, porque o porco já estava no seu coração.

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3.1 e 3.2 - http://betogomes.sites.uol.com.br/ManuelRui.htm

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Leitor Re: “Quem me dera ser onda” - Manuel Rui Alves Monteiro

Mensagem por Filipe Azevedo em Qua 17 Jun 2009 - 9:08

Muito bem, Tati.

Demorei, mas ainda vou a tempo de encontrar aqui 17 valores.

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Leitor Re: “Quem me dera ser onda” - Manuel Rui Alves Monteiro

Mensagem por Tati em Sex 19 Jun 2009 - 7:32

mais vale tarde doque nunca e obrigada pelos 17 valores
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