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O Dia em que te esqueci - Margarida Rebelo Pinto

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O Dia em que te esqueci - Margarida Rebelo Pinto

Mensagem por martinha em Sex 15 Jan 2010 - 11:45

Antes de ler o livro


1. Identificação do Livro

1.1. Título

“O Dia em que te esqueci”

1.2. Autor(a)

Margarida Rebelo Pinto

1.3. Editora

Oficina do Livro

1.4. Data da Edição

Novembro de 2009


2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro

A escolha deste livro surgiu através das apresentações publicitarias na Televisão.
O título do livro deu-me logo de inicio uma enorme curiosidade, e causou-me elevadas expectativas, penso que não exista ninguém que nunca tenha passado pelo momento de esquecer alguém.



Após a leitura do livro

3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos

Nascida a 7 de Junho de 1965 Margarida, mostrou desde muito cedo o gosto pela escrita. Formou-se em Línguas e literaturas na Universidade Clássica de Lisboa. No início da sua carreira colaborou com vários órgãos de comunicação social entre eles a RTP 1. Escreveu guiões para televisão e cinema e trabalhou como copywriter.
Em 1999 edita o seu primeiro Romance, e também nesse ano é vencedora do prémio Literário Fnac1999. A sua obra é constituída por sete romances, cinco livros de minificções, e dois livros para crianças. Algumas das suas obras estão publicadas em várias línguas. Recentemente a escritora lançou “O Dia em que te esqueci”.


3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)

Sei lá;
Não há coincidências;
Pessoas como nós;
Diário da tua ausência;
Vou contar-te um segredo;
Português Suave;
Onde reside o amor;
Entre outras obras.


4. Conteúdo do Livro

4.1. Género Literário

Romance

4.2. Assunto

Este livro é escrito por Margarida em forma de carta, é dirigida a um homem que amou profundamente e pelo qual sofreu bastante.
É escrito como que a informar aquele antigo amor, do que tinha acontecido na sua vida, descrevendo-a em inúmeras paragens que faz no livro. Descreve vários momentos de plena amargura, causada por aquele amor antigo. Ao longo do livro margarida fala sem pudores de si mesma, das dúvidas que sentia, o que pensava, da falta que lhe fazia aquele antigo amor e tudo o que com ele podia viver, tendo sempre a consciência e deixando bem claro durante o livro que este amor antigo tinha sido a sua maior aposta e a sua maior decepção.
Fala também de amores fracassados que viveu depois deste antigo amor. Acabando sempre por acabar as relações percebendo que enquanto amar outra pessoa nunca vai conseguir amar outra. Mais tarde, o seu irmão é internado ficando em estado grave e derivado a isso Margarida faz uma amizade com um homem que passava o mesmo sofrimento que ela. E os dois acabam por apaixonar-se, é ai que margarida percebe que o dia em que esqueceu aquele antigo amor, foi exactamente o dia em que começou a amar outra pessoa, e voltou a reencontrar o amor noutra pessoa. Escreve este livro para encerrar um capítulo da sua vida, do qual apenas ficam as saudades… Como ela própria refere no livro saudade é uma coisa que vão sempre sentir.
No final diz ao antigo amor que um dia encontrará a chave para sair do seu próprio labirinto tal como ela o fez.


4.3. Citações favoritas

“ (…) É exactamente daqueles que mais nos amam que saltam as criticas mais duras. São eles que nos conhecem, que esperam sempre o melhor de nós, quanto mais não seja pelo amor que nos têm (…). ”

“ (…) Nunca tive medo da luz, nem tão-pouco me assustei com a minha sombra, mas aprendi a ver nas trevas dos outros a grandeza da minha própria escuridão, e demorei demasiados anos aceitar que, se há coisas que nunca se agarram, o amor é uma delas (…). ”

“ (…) O amor não é o que idealizamos, mas antes o que construímos. E a magia de um amor construído reside nos mais pequenos gestos; está em tudo o que fazemos e dizemos. É muito mais fácil de encontrar do que as pessoas imaginam. Para que isso aconteça é preciso que os dois queiram, que os dois acreditem, que os dois consigam olhar para o amor de mesma maneira e para o futuro com os mesmos olhos. E é preciso que tanto um como outro percebam o quanto o amor é importante na existência. É preciso dar espaço ao amor, encontrar-lhe um lugar na nossa vida. E tu nunca soubeste dar esse espaço, encontrar o tal lugar (…).”

“ (…) Apaixonamo-nos por aquilo que não conhecemos e amamos aquilo que conhecemos. Eu amei-te na medida em que te conheci, provavelmente melhor do que ninguém – isso nunca te cansaste de repetir –, enquanto tu apenas te apaixonaste por mim (…). ”

“ (…) Amar alguém é querer o melhor para essa pessoa. Amar é sonhar, é proteger, é dar a mão quando é preciso e soltá-la quando assim tem de ser. Por mais que nos custe. É assim que devemos amar os nossos filhos, foi assim que eu aprendi amar os homens (…). ”

“ (…) É quando não esperamos nada das pessoas que elas morrem no nosso coração (…). ”


4.4. Opinião sobre o livro

Para mim este é um dos melhores livros que li até agora.
Penso que retrata bem a realidade que é muitas vezes sentida por todos nós mesmo que muitas das vezes ninguém o assuma. Adorei a frontalidade com que Margarida abordou os seus sentimentos, foi clara e objectiva e soube meter um fim aquela história. A simplicidade transmitida em cada desabafo fazem-nos imaginar o que esta mulher passou por este amor. Na minha sincera opinião é um excelente livro para quem ainda vive na sombra de um amor antigo, que deixa as suas marcas, e que talvez só o tempo, e um novo amor o conseguiram apagar ou somente atenuar a dor.


Referencias Biográficas:

No ponto 3.1
- http://www.wook.pt/authors/detail/id/10074
- http://www.oficinadolivro.pt/site/frames.aspx

No ponto 3.2
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Margarida_Rebelo_Pinto


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Re: O Dia em que te esqueci - Margarida Rebelo Pinto

Mensagem por Filipe Azevedo em Qui 25 Fev 2010 - 4:13

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