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O Ateneu - Raul Pompeia

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O Ateneu - Raul Pompeia

Mensagem por Mariana Vieira em Seg 21 Jun 2010 - 14:27

Ficha de leitura


Antes de ler o livro



1. Identificação do Livro

1. Título

O Ateneu

1.2. Autor(a)

Raul Pompeia

1.3. Editora

Três Livros e Fascículos

1.4. Data da Edição

1984

2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro

Escolhemos o livro por recomendação de nossa professora Nilse.



Após a leitura do livro


3. Contextualização do Autor


3.1. Alguns dados biográficos


Raul Pompeia


Raul d'Ávila Pompeia (Angra dos Reis, 12 de abril de 1863 — Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 1895) foi um escritor brasileiro.

Ainda menino, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Matriculado no colégio Abílio, distinguiu-se como aluno estudioso, bom desenhista e caricaturista. Na época, redigia o jornalzinho "O Archote". Prosseguiu seus estudos no Colégio Pedro II e publicou em 1880 seu primeiro romance, Uma tragédia no Amazonas. Em 1881, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, participando das correntes de vanguarda, materialistas e positivistas, que visavam fundamentalmente à abolição da escravatura e à República.

Ligou-se a Luís Gama e participou intensamente das agitações estudantis. Paralelamente, iniciou a publicação, no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, dos poemas em prosa Canções sem Metro. Reprovado no terceiro ano da faculdade, terminou o curso em Recife. De volta ao Rio de Janeiro, iniciou-se no jornalismo profissional escrevendo crônicas, folhetins, contos. Integrava as rodas boêmias e intelectuais, e, aos poucos, impôs-se como escritor.

Em 1888, deu início à publicação de um folhetim na Gazeta de Notícias e no mesmo ano publicou o romance O Ateneu, uma "crônica de saudades", que lhe deu a consagração definitiva como escritor.

Após a Lei Áurea e a Proclamação da República, prosseguiu em suas atividades de jornalista político, engajando-se no grupo dos chamados "florianistas". Entregou-se a um exaltado nativismo. Tendo pronunciado um inflamado discurso junto à tumba de Floriano Peixoto (1895), foi demitido do cargo que ocupava na Biblioteca Nacional. Suicidou-se com um tiro no peito numa noite de natal, no escritório da casa onde morava com a mãe, que assistiu à sua morte


3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)


* As Jóias da Coroa

* Uma Tragédia no Amazonas


4. Conteúdo do Livro

4.1. Gênero Literário

Romance naturalista

4.2.Assunto (breve síntese)

A história é narrada pelo personagem principal, Sérgio, já adulto, em primeira pessoa. O livro começa com os primeiros contatos de Sérgio com o Ateneu, colégio interno no qual seu pai o matricula, a entrada de Sérgio no Ateneu representa para ele, a passagem para a idade adulta.

O Ateneu era uma instituição de ensino para filhos de famílias abastadas, ou seja, de famílias ricas, às vezes admitia alunos por via de caridade, recebendo alunos de diversos estados brasileiros que eram enviados à corte e ao estabelecimento de Aristarco por conta de sua boa fama como pedagogo e dos livros que enviava para todo o país, por isso, seus alunos representavam “a fina flor da mocidade brasileira”, o colégio localizava-se no bairro do Rio comprido, que teve sua urbanização iniciada em 1812 e no século XIX recebeu alguns imigrantes ingleses, depois de ter sido usada como área de cultivo da cana-de-açúcar e do café.

Sérgio e seu pai foram recebidos por Aristarco em sua residência, antes de sua matrícula no Ateneu. Nesta ocasião, Sérgio conhece D. Ema, a pessoa que lhe iria tratar com cuidado desinteressado durante seu tempo no Ateneu. Sérgio foi recebido na sala de aula e presencia as diferenças no tratamento dadas pelo professor aos alunos, de acordo com o grau de importância de sua família. Ao se despedir de seu pai, Sérgio foi recomendado por um professor a um dos melhores alunos, Rebelo, que lhe deu algumas recomendações sobre o Ateneu: as amizades que deveria evitar, o que não deveria fazer, e no que não deveria se transformar.

Na primeira aula, quando é chamado ao quadro pelo professor Mânlio, Sérgio sofre um desmaio e é levado para a rouparia, onde vê um exemplar de folheto obsceno. Depois do acontecido, começa a ser ridicularizado e assediado por Barbalho, com quem tem então, sua primeira briga.

A história muda então, para um episódio no qual Sérgio é salvo de um afogamento por Sanches durante uma aula de natação, um acidente que Sérgio suspeita ter sido provocado pelo próprio Sanches, talvez sua suspeita estivesse certa pela proximidade que se criou mais tarde – por conta do salvamento, Sérgio se sentiu em compromisso de gratidão com Sanches, que se tornou muito próximo. Entretanto, com o tempo, Sanches forçou uma aproximação, se insinuando para Sérgio, que o rejeitou, isso fez com que Sanches se tornasse inimigo de Sérgio, que usava de suas artimanhas como tal para prejudicar e ferir Sérgio.

O que aconteceu com Sanches fez com Sérgio se tornasse de bom aluno a um dos que frequentavam o temido “livro de notas” de Aristarco, onde os professores anotavam as supostas indisciplinas, o que rendiam humilhações públicas feitas por Aristarco na hora das refeições. Depois de uma visita ao pai, na qual lhe contou a “verdade” sobre o Ateneu, mais altivo e independente.

Chegou então, a escola um aluno novo, Nearco, filho de um família nobre pernambucana e atleta valoroso, além de excelente orador, destacado no grêmio literário do colégio. Como a agremiação possuía uma farta biblioteca, Sérgio começou a frequentá-la, construindo amizade com Bento Alves, gaúcho, mais velho que ele e que trabalhava como bibliotecário, a amizade dos dois se tornou imensamente íntima e próxima, por assim permissão de Sérgio, logo a proximidade dos dois começou a gerar comentários no Ateneu. Paralelamente a isso, ocorre um assassinato passional nas dependências da escola: um jardineiro mata, a facadas, um outro funcionário, por amor a uma mulher, Ângela, que trabalhava em casa de Aristarco e D. Ema.

O narrador fala dos passeios e jornadas programadas por Aristarco; Bento Alves que no início do ano se mostrou amoroso com Sérgio, de repente se volta contra este e o espanca sem maiores explicações, quando Sérgio reage acaba por agredir também Aristarco, que surgiu em tempo de apartar os dois.

Sérgio conquistou então um amigo verdadeiro, Egbert, de origem inglesa, com quem construiu uma amizade sem interesses e com quem compartilhou o amor ao saber. Foi também com Egbert a um jantar em casa de Aristarco, por conta de terem se destacado nos estudos, e teve a oportunidade de rever D. Ema, que o reconheceu.

Morre o amigo Franco, vítima dos maus tratos que sempre sofrera tanto em casa, quanto dos funcionários do Ateneu.

Ao término do ano letivo, os alunos cotizaram-se, ou seja, reuniram-se e cada um contribuiu com uma quantia em dinheiro e mandaram erguer um busto de bronze do diretor que, se sente lisonjeado e, posteriormente, em insensata competição com a estátua. “O Ateneu” termina com o fim da instituição, consumida por um incêndio que acreditavam ser criminoso causado por um aluno novo, Américo, que estava ali forçado pelo pai. Aristarco seu patrimônio destruído pelas chamas, enquanto Sérgio acompanhava o desmoronamento do impassível diretor.

4.3. Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)

A verdadeira arte, a arte natural não conhece moralidade. Existe para o indivíduo sem atender à existência de outro indivíduo. Pode ser obscena na opinião da moralidade: Leda; pode ser cruel: Roma em chamas, que espetáculo!
Basta que seja artística.Cruel, obscena, egoísta, imoral, indômita, eternamente selvagem, a arte é a superioridade humana – acima dos preceitos que se combatem, acima das religiões que passam, acima da ciência que se corrige; embriaga como a orgia e como o êxtase.”

4.4. Opinião sobre o livro

É um livro interessante de ler, num texto marcado por características do naturalismo que mostra o preconceito em relação a homossexualidade dos alunos do Ateneu, e mostra também a diferenciação com alunos de classes sociais diferentes.

O Ateneu é visto por pais como um lugar renomado e com ótima educação, mas na realidade é uma instituição que ao invés de formar, deforma o homem.


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Re: O Ateneu - Raul Pompeia

Mensagem por Vicky em Ter 22 Jun 2010 - 9:12

Dica: Aconselho que olhem esse site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%A1gio
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Vicky
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