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"O Quinze" de Rachel de Queiroz

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"O Quinze" de Rachel de Queiroz

Mensagem por keller coutinho em Dom 26 Set 2010 - 20:49

Antes de ler o livro



1. Identificação do Livro

1.1. Título :

O Quinze

1.2. Autor(a) :

Rachel de Queiroz

1.3. Editora :

José Olimpio

1.4. Data da Edição :

78ª edição – Rio de Janeiro 2004

2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro

A obra “O Quinze” chamou a atenção devido á forte influencia regionalista, pois destaca no obra o tema central os “sertões” que foi o local bastante idealizado durante a época do romantismo.

Após a leitura do livro


3. Contextualização do Autor



3.1. Alguns dados biográficos
Rachel de Queiroz, nasceu em Fortaleza - CE, no dia 17 de novembro de 1910, filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, descendendo, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar (sua bisavó materna — "dona Miliquinha" — era prima José de Alencar), e, pelo lado paterno, dos Queiroz, família de raízes profundamente lançadas em Quixadá, onde residiam e seu pai era Juiz de Direito nessa época.
Em 1913, voltam a Fortaleza, face à nomeação de seu pai para o cargo de promotor. Após um ano no cargo, ele pede demissão e vai lecionar Geografia no Liceu. Dedica-se pessoalmente à educação de Rachel, ensinando-a a ler, cavalgar e a nadar. As cinco anos a escritora leu "Ubirajara", de José de Alencar, "obviamente sem entender nada", como gosta de frisar.
Fugindo dos horrores da seca de 1915, em julho de 1917 transfere-se com sua família para o Rio de Janeiro, fato esse que seria mais tarde aproveitado pela escritora como tema de seu livro de estréia, "O Quinze".


3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)
O quinze (1930)
João Miguel (1932)
Caminho de pedras (1937)
As três Marias (1939)
Dôra, Doralina (1975)
O galo de ouro (1985) - folhetim na revista " O Cruzeiro", (1950)
Obra reunida (1989)
Memorial de Maria Moura (1992)

Teatro:

Lampião (1953)
A beata Maria do Egito (1958)
Teatro (1995)
O padrezinho santo (inédita)
A sereia voadora (inédita)


4. Conteúdo do Livro

4.1. Genero Literário

Romance – regionalista

4.2. Assunto (breve síntese)

O romance se dá em dois planos, um enfocando o vaqueiro Chico Bento e sua família, o outro a relação afetiva de Vicente, rude proprietário e criador de gado, e Conceição, sua prima culta e professora.
Conceição é apresentada como uma moça que gosta de ler vários livros, inclusive de tendências feministas e socialistas o que estranha a sua avó, Mãe Nácia - representante das velhas tradições. No período de férias, Conceição passava na fazenda da família, no Logradouro, perto do Quixadá. Apesar de ter 22 anos, não dizia pensar em casar, mas sempre se "engraçava" à seu primo Vicente. Ele era o proprietário que cuidava do gado, era rude e até mesmo selvagem.
Com o advento da seca, a família de Mãe Nácia decide ir para cidade e deixar Vicente cuidando de tudo, resistindo. Trabalhava incessantemente para manter os animais vivos. Conceição, trabalhava agora no campo de concentração onde ficavam alojados os retirantes, e descobre que seu primo estava "de caso" com "uma caboclinha qualquer". Enquanto ela se revolta, Mãe Nácia à consola dizendo:
"Minha filha, a vida é assim mesmo... Desde hoje que o mundo é mundo... Eu até acho os homens de hoje melhores."
Vicente se encontra com Conceição e sem perceber confessa as temerosidades dela. Ela começa a trata-lo de modo indiferente. Vicente se ressente disso e não consegue entender a razão.
As irmã de Vicente armam um namoro entre ele e uma amiga, a Mariinha Garcia. Ele porém se espanta ao "saber" que estava namorando, dizendo que apenas era solícito para com ela e não tinha a menor intenção de comprometimento.
Conceição percebe a diferença de vida entre ela e seu primo e a quase impossibilidade de comunicação. A seca termina e eles voltam para o Logradouro.

Segundo Plano - Chico Bento e sua família

Apresenta a marcha trágica e penosa do vaqueiro Chico Bento com sua mulher e seus 5 filhos, representando os retirantes. Ele é demitido e tende abandonar a fazenda onde trabalhara. Junta algum dinheiro, compra mantimentos e uma burra para atravessar o sertão. Tinham o intuito de trabalhar no Norte, extraindo borracha.
No percurso, em momento de grande fome, Josias, o filho mais novo, come mandioca crua, envenenando-se. Agonizou até a morte.
devido a fome intensa o vaqueiro mata uma cabra e depois descobrir que tinha dono. Este o chamou de ladrão, e levou o resto da cabra para sua casa, dando-lhes apenas as tripas para saciarem. Chico Bento dá falta do seu filho mais velho Pedro. Chegando ao Aracape, lugar onde supunha que ele pudesse ser encontrado avista um compadre que era o delegado. Recebem alguns mantimentos, mas não é possível encontrar o filho. Ficam sabendo que o menino tinha fugido com comboeiros de cachaça.
Ao chegarem no campo de concentração, são reconhecidos por Conceição, sua comadre. Ela arranja um emprego para Chico Bento e passa a viver com um de seus filhos. Conseguem também uma passagem de trem e viajam para São Paulo, desistindo de trabalhar com a borracha.


4.3. Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)

"palmatória quebra dedo,chicote deixa vergão,cacete quebra costela más não quebra opnião!..."

No céu entra quem merece, no mundo vale quem tem... Eu como tenho vergonha ,não pesso nada a ninguem... Quem me parece quem pede ,ser criativo de quem tem... "

4.4. Opinião sobre o livro
A obra “O Quinze” tem forte influencia regionalista, a autora coloca na obra como tema central os sertões destacando as secas.
Apresentando influencias da ”Era euclidiana”, período em que os autores destacavam os sertões em seus livros pela visão de um lugar puro, intacto aonde o povo estrangeiro nunca tiveram contato.
A relação que a autora tem com os personagens exprime os anseios e angustias de sua região brasileira ,passa a simplicidade na escrita e nenhum sentimentalismo .Nela apresente duas ações paralelas : o sofrimento do sertanejo com a seca e as diferenças amorosas entre Conceição e Vicente .Mesmo com a simplicidade da autora no fundo o livro se torna amargo pois mostra a historia de um amor irrealizado .
O romance tem grande profundidade psicológica a analise dos personagens, existe,mas aparece poucas vezes e bem soltas no texto para não interrompem a narrativa porem ao mesmo tempo que o a autora mostra a ação do personagem deixam duvidas de seus pensamentos

keller coutinho
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Re: "O Quinze" de Rachel de Queiroz

Mensagem por alexandre(hiro) em Ter 28 Set 2010 - 4:00

Olá... a sua nota foi enviada diretamente à professora Nilse.
Qualquer dúvidas.. pode postá-la como mensage privado, que assim que possível, poderei responder, com todo prazer ^^
Enfim...

Obrigado pela compreensão ^^

alexandre(hiro)
"Best Seller"


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Re: "O Quinze" de Rachel de Queiroz

Mensagem por Marianna Espinosa em Sex 24 Ago 2012 - 14:21

Muitoo Bom! cheers

Marianna Espinosa
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Re: "O Quinze" de Rachel de Queiroz

Mensagem por Maitê Henrique de Faria em Sex 24 Ago 2012 - 14:26

Muito bom... muito bom afro

Maitê Henrique de Faria
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