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Inocência - visconde de Taunay

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Inocência - visconde de Taunay

Mensagem por shidekai em Dom 26 Set 2010 - 20:19

Antes de ler o livro



1. Identificação do Livro

1.1. Título

Inocência

1.2. Autor(a)

Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay



1.3. Editora

Ática

1.4. Data da Edição

1984

2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro

Durante uma pesquisa que eu estava fazendo sobre alguns autores do Romantismo brasileiro, encotrei o visconde de Taunay, que eu não havia ouvido falar ainda. Vendo suas obras, encontrei uma que me chamou bastante a atenção devido o nome, era Inocência. Por ser o melhor livro do visconde e por ter um nome intereçante, resolvi lê-lo e logo depois usa-lo no meu trabalho.


Após a leitura do livro


3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos

Alfredo Maria Adriano d'Escragnolle Taunay, ou como é mais conhecido, visconde de Taunay, nasceu no Rio de Janeiro em 22 de Fevereiro de 1843. Foi um nobre, escritor, músico, artista plástico, professor, engenheiro militar, político, historiador e sociólogo brasileiro.
Estudou Humanidades no Colégio Pedro II, e em 1859 matriculou-se na Escola Militar, onde se diplomou em Ciências Físicas e Matemáticas. Foi engenheiro do Exército, tenente do Imperial Corpo de Engenheiros, participando da Guerra do Paraguai e da expedição do Mato Grosso. Largou a vida militar ainda no posto de major para se dedicar à política e às letras, às artes, ao jornalismo e à crítica. Mesmo com a influência francesa de seus pais, soube ser um escritor brasileiro. Seu primeiro romance foi ‘A Mocidade de Trajano’ (1871), publicado sob o pseudônimo de Sílvio Dinarte, um dos muitos que usaria durante sua vida literária, outros são: Anapurus, André Vidal, Carmotaigne, Eugênio De Melo, Flávio Elísio, Heitor Malheiros, Múcio Escoevola e Sebastião Corte Real. No mesmo ano, publica em francês suas impressões sobre um episódio decisivo da Guerra do Paraguai, ’A Retirada da Laguna’, e em 1872 publica sua obra-prima: ‘Inocência’, sendo considerada pelos críticos seu melhor livro. Foi senador por Santa Catarina e presidente da Província de Santa Catarina e Paraná. Afastou-se da política como senador em 1889, por fidelidade à monarquia. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Em 1889, recebe o título de Visconde. Vindo a falecer no Rio de Janeiro em 25 de Janeiro de 1889.


3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)

Mocidade de Trajano (romance - 1870)
A Retirada da Laguna (narrativa de campanha – 1872)
Inocência (romance - 1872) - resumo
Lágrimas do Coração (romance - 1873)
Ouro sobre Azul (romance - 1875)
Estudos Críticos, 2 vols. (1881 e 1883)
O Encilhamento (romance - 1894)
No Declínio (1899). teatro
Amélia Smith (1886). obras póstumas
Reminiscências (1908)
Trechos de Minha Vida (1911)
Visões do Sertão (descrições - 1923)
Dias de Guerra e do Sertão (1923)
Homens e Coisas do Império (1924)


4. Conteúdo do Livro

4.1. Género Literário

Romance regionalista brasileiro

4.2. Assunto (breve síntese)

O livro começa contando a historia de Martinho dos Santos Pereira.
Ele convive com sua filha de 18 anos chamada inocência. Seu pai havia escolhido um noivo para sua filha chamado Manecão, mas só que a inocência não gostava dele.
Inocência andava sempre doente e um certo dia seu pai andará cal vagando entrou por acaso o Cirino que por acaso era médico, e percebendo isso pediu que ele cuida-se da doença de sua filha. E olhando a inocência, Cirino se apaixonou rapidamente por ela.
Nesse mesmo momento na casa do seu Pereira chegam dois hóspedes em sua casa, um deles se chama Dr. Miguel. Um caçador de insetos.
Nesse momento Inocência também se apaixona por Cirino e então os dois começam a sair as escondidas para se encontrar quase todos os dias, e o laranjal era o lugar de encontro dos dois. Eles pensavam que ninguém podia desconfiar deles.
O Tico um rapaz surdo e mudo começou a perceber o que estava acontecendo.
E nesse momento o seu pai Sr. Pereira também começa a desconfia o que estava acontecendo por que sua filha sempre saia de sua casa e também sempre voltava tarde para a casa.
Então o seu pai começa a maltratar sua filha, e dizer coisa que ela não merecia.
E junto com Monecão combinam de matar o intruso. Sabendo o que ia acontecer Tico resolve contar a verdade para Pereira, dizia através de gestos quem saia com inocência a escondida, disse que não era o Dr. Miguel e sim era o Dr. Cirino. Sabendo isso Cirino foi embora, mas só que Manecão começa a seguir seus passos até que um dia ele encontra Cirino e Manecão tirando uma garrucha acerta Cirino.
E Cirino caindo no chão pedindo água e sussurrando o nome de Inocência dizia: “não se case com Monecão”
E após dois anos depois Inocência morre e no mesmo tempo o Dr. Miguel encontra uma nova espécie de borboleta e em homenagem a Inocência resolve colocar o nome de “PUPILA INOSCENTIA”.

4.3. Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)



4.4. Opinião sobre o livro

A história de “Inocência” representa o sertão de maneira realista e clara, más também com o uso da ficção, tornando a história bem equilibrada, o que não se era muito visto na época. Pode ser notado ao longo da obra, como o autor é fiel à linguagem coloquial do sertanejo, evidenciando sua ampla pesquisa pelo sertão antes de desenvolver seu futuro mais reconhecido livro.
Retrata a principal característica do Romantismo Europeu, ao descrever o único e idealizado amor entre Inocência e Cirino, que acabam não ficando juntos e vindo então a falecerem, Cirino pelas mãos de Manecão e Inocência de doente, devido a tristeza que remoia em seu peito.
Predomina a emoção sobre a razão, além da supervalorização do amor.
No fim a história toma um rumo meio disperso, pois acaba na Alemanha, em 18 de agosto de 1863, com a aclamação de Meyer pela Sociedade Geral Entomológica e pela Imprensa, por suas descobertas, principalmente da borboleta Papilio Innocentia, cujo nome fora dado em homenagem à beleza de uma criatura, de fascinadora formosura, segundo Meyer.
No começo não chamou atenção, mais durante o desenrolar do enredo, acabou se tornando mais interessante e no fim, tem um final já meio que esperado e não muito empolgante. Um final que já é de se esperar de uma obra do Romantismo.


Última edição por shidekai em Seg 27 Set 2010 - 20:06, editado 1 vez(es)

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Re: Inocência - visconde de Taunay

Mensagem por alexandre(hiro) em Seg 27 Set 2010 - 17:19

Uma excelente apresentação!!!
Buscou um autor brasileiro, e não tão conhecido.
Parabéns pela escolha e pelo trabalho.

Sua nota é 16 (8,0)

alexandre(hiro)
"Best Seller"


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Re: Inocência - visconde de Taunay

Mensagem por shidekai em Seg 27 Set 2010 - 20:03

Obrigado ^^v

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Re: Inocência - visconde de Taunay

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