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O Guardião de Memórias - Lois Lowry

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O Guardião de Memórias - Lois Lowry

Mensagem por Inês15 em Sab 5 Fev 2011 - 5:52

O Guardião de Memórias



1) Identificação do livro

1.1 Autora - Lois Lowry
1.2 Título da obra - O Guardião de Memórias (The Giver)
1.3 Editora - Texto Editora
1.4 Data da 1ª edição - Fevereiro de 2004
1.5 Tradução - Mónica Carvalho

2) Escolha do Livro

2.1 Motivos que levaram à escola do livro

O Guardião de Memórias foi um livro sugerido por um grande amigo, que mo aconselhou por se tratar do seu livro favorito.
Como não conhecia o assunto do livro, bem como qualquer outra obra da autora, resolvi confiar no seu conselho e ler o livro!

3) Contextualização da autora



3.1 Referências biográficas


Lois Lowry, escritora de literatura infanto-juvenil, nasceu a 20 de Março de 1937 no Havaí, EUA.
Frequentou a Universidade de Brown, mas acabou por desistir para se casar e formar família.
Começou a sua carreira como fotógrafa e jornalista freelancer, mas cedo se sentiu encorajada a escrever para crianças.
Depois de se divorciar, Lowry voltou a estudar, formando-se na Universidade de Southern Maine.
É autora de mais de vinte livros para jovens adultos e recebeu inúmeras honras, entre elas o Boston Globe - Prémio Literário Horn, o Prémio Dorothy Canfield Fisher, a Medalha para os Jovens Leitores da Califórnia e o Prémio Mark Twain. Recebeu ainda a Medalha Newberry pelo romance Number the Stars.

3.2 Outras obras da autora

Da mesma Trilogia:
Gathering blue (2000)
Messenger (2004)

Outras séries
Anastasia
Sam Krupnik
Gooney Bird

Outros livros
Number the Stars
The Silent Boy
Gossamer



4) Conteúdo do livro

4.1 – Género Literário – Narrativa, ficção

4.2 – Tema - Distopia

4.3 – Assunto (resumo)

O Guardião de Memórias conta-nos a história de Jonas, um rapaz que vive numa comunidade dita ideal. Uma comunidade extremamente organizada e civilizada, onde todos obedecem às mesmas regras, e não existem diferenças entre Homens. As meticulosas regras e o seu incessante cumprimento permitiram assim a criação de uma comunidade sem conflitos e dor, previsível e em Uniformidade.
Onde a vida de cada habitante é organizada pelos anciões, desde constituição de cada unidade familiar até o nome de cada criança. E onde, para evitar a dor, não tomam qualquer decisão ou têm qualquer conhecimento da História e dos actos de crueldade do passado e do presente...
Como tudo, a Tarefa que cada pessoa terá de cumprir na comunidade em adulta, é também uma decisão dos anciões, e é atribuída às crianças, quando se tornam um Doze (completam doze anos de idade), numa importante cerimónia anual para toda a comunidade.
Jonas completa agora doze anos e é a sua vez de receber a sua tarefa... E é então escolhido pelos anciões para ser o próximo Depositário de Memórias!
O Depositário é a única pessoa da comunidade que possui a Sabedoria e Conhecimento de toda a História da Humanidade. Tem a capacidade de Ver-mais-além, porque consegue ver coisas que mais ninguém vê e conhece "coisas do mundo" que mais ninguém sabe. É por isso a única pessoa em toda a comunidade que conhece a Dor.
Mas antes de ser Depositário das Memórias, Jonas terá que receber toda a Sabedoria e Conhecimento do Dador, que o fará sair da Uniformidade e conhecer o antigo mundo.
Spoiler:
Contudo, e apesar da Uniformidade parecer a melhor forma de vida, Jonas e o Dador ambos possuidores do Conhecimento e da Sabedoria, conhecem o valor dos sentimentos e das memórias, sabem que sem dor e sem amor a vida não tem sentido, e em conjunto planeiam a fuga de Jonas da comunidade e a libertação das memórias, para que todos sejam possuidores do Conhecimento e da Sabedoria.


4.4 – Algumas citações

“ – Não é nada seguro – disse Jonas com certeza. – E se as pessoas tivessem autorização para escolher o próprio parceiro? E se escolhessem mal?
– E se… - continuou ele, quase a rir-se com o absurdo – Escolhessem as suas próprias tarefas?
[…]
– Muito assustador. Nem consigo imaginar. Temos mesmo de proteger as pessoas para não tomarem decisões erradas.” Quando Jonas começa a receber as diferentes memórias, questiona-se sobre a organização da sua comunidade. O que para ele parecia ser a forma mais segura de viver, começa a tornar-se pouco adequada.


“– Mas gostei muito da memória. Compreendo por que é a sua preferida. Não consegui bem perceber a palavra para a sensação toda, a sensação era tão forte naquela sala.
– Amor – disse o Dador.” Jonas a conversar com o Dador, após o dador lhe transmitir a memória de uma noite de Natal em família, Jonas conhece a sensação do amor.


“– Amam-me?
Houve um silêncio esquisito por um instante. Depois o pai deu uma pequena risada.
– Jonas. Logo tu. Precisão da linguagem, por favor!
[…]
– O teu pai quer dizer que usaste uma palavra muito generalizada, tão sem significado que se tornou quase obsoleta – explicou a mãe com cuidado.
Jonas ficou a olhar para eles. Sem significado? Nunca antes tinha sentido algo tão significativo como na memória.
– E claro, a comunidade não funciona bem se as pessoas não usam a precisão na linguagem. Podes perguntar: «Gostas de mim?» e a resposta é «Sim» - disse a mãe” Quando Jonas recebe a memória do amor, pergunta aos seus pais se o amam. A resposta é totalmente inesperada para Jonas. Para eles o amor é insignificante.


“Ainda longe, Jonas conseguia ouvir o barulho surdo dos canhões. Abismado com a dor, ficou ali no fedor horrível durante horas, ouvindo os homens e os animais a morrerem e aprendeu o que a guerra significava” Quando Jonas recebe a memória da Guerra. É das memórias que mais marcam Jonas!


4.5 – Opinião sobre o livro

O Guardião de Memórias tem como tema a distopia, isto é, a criação de um mundo errado e aterrorizador. Na verdade é uma das características da autora, que tem como “linha” a criação de conflitos entre convicções.
Nos dias de hoje, todos queremos ter uma vida organizada, sem imprevistos e livre de decisões difíceis.
Inicialmente, a autora apresenta-nos um mundo que todos desejamos (utopia). Contudo, ao longo do livro, leva-nos a descobrir todas as consequências de um mundo sem problemas – uma comunidade extremamente organizada, sem qualquer poder de decisão e sem conhecimento.
O Guardião de Memórias, é na minha opinião uma sátira há realidade e também ao passado…
Sempre que o Homem se envolveu em problemas e crises no passado, agiu como se fosse incapaz de os resolver, como se fosse demais para si, e entregou todo poder de decisão a outros. Foi esta incapacidade ou apenas o medo do Homem de tomar decisões e de errar, que levou à criação de ditaduras!
Na actualidade, o Homem, como ser livre e conhecedor da História, tem como função, evitar que episódios como esses se repitam, porque as memórias dolorosas do passado, devem-no fazer querer outro futuro, porque na verdade "A história é uma apelação dos erros contemporâneos para os juízes da posteridade." Condessa Sophie de Ségur
Jonas quando recebe a sabedoria e conhecimento das memórias, percebe que o Homem tem como dever e direito decidir sobre a sua vida, e quando foge para o outro lado, fá-lo não só para poder ter esse direito, mas também para que a sua comunidade possa conhecer o mesmo que ele conhece, e mudar a sua forma de viver…
Este livro alerta-nos para a forma de pensar da sociedade actual, que por medo ou por desconhecimento, corre o risco de voltar a deixar as suas decisões nas mãos de outros…
Aconselho-o a todos, não só por ser um livro fácil de se ler, mas também porque realça valores que muitos de nós não aprendemos a valorizar, como a Liberdade!


•Webgrafia

Referências biobibliográficas da autora

http://comminfo.rutgers.edu/professional-development/childlit/lowry.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Giver

Imagens dos livros

http://chickwithbooks.blogspot.com
http://www.pollsb.com
http://www.onlinebooksummaries.org
http://www.kidsource.com
http://www.fantasticfiction.co.uk
http://www.bertrand.pt



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Re: O Guardião de Memórias - Lois Lowry

Mensagem por Filipe Azevedo em Seg 21 Mar 2011 - 8:54

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