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Miguel Torga - Novos Contos da Montanha

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Miguel Torga - Novos Contos da Montanha

Mensagem por Cristiana Fonseca em Dom 3 Abr 2011 - 19:20

1.Identificação do Livro

1.1. Título: “Novos Contos da Montanha”

1.2. Autor: Miguel Torga

1.3. Editora: Booket – Dom Quixote

1.4. Data da Edição: Setembro de 2008

2.Escolha do livro

2.4.Motivos que levaram à escolha
do livro:
O que me levou a escolher esta obra foi, principalmente, pelo autor. Nunca tinha lido nada deste grande escritor e, desta vez, optei, não só por ser um autor português, mas também pela curiosidade que tive quando conheci um pouco da sua história de vida, já para não falar do seu próprio nome verdadeiro, Adolfo Rocha.

3.Contextualização do Autor

3.1.
Alguns dados biográficos: Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, escritor português, nasceu em 12 de Agosto de 1907, e é natural de São Martinho de Anta, Vila Real. Proveniente de uma família humilde, teve uma infância rural dura, que lhe deu a conhecer a realidade do campo, feita de árduo trabalho contínuo. Fardado de branco, servia de porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava o pó, polia os metais da escadaria nobre e atendia campainhas. Foi despedido um ano depois, devido à constante insubmissão. Após uma breve passagem pelo seminário de Lamego, emigrou com 13 anos para o Brasil, onde, durante cinco anos, trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, como apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras.
De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino liceal e frequentou, em Coimbra, o curso de Medicina, que também terminou em 1933. Exerceu a profissão de médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se definitivamente em Coimbra como otorrinolaringologista, em 1941, e onde escreve a maioria dos seus livros. Ligado inicialmente ao grupo da revista Presença, em 1930, dela se desligou em 1930, fundando nesse mesmo ano, com Barquinho da Fonseca, a revista Sinal, de que sairia apenas um número. Em 1936, lançou outra revista, a Manifesto, também de curta duração.
Casou-se com Andrée Cabreé, em 1940, uma estudante belga que viera a Portugal fazer um curso de Verão na Universidade de Coimbra. O casal teve uma filha, Clara Rocha.
Morre em 17 de Janeiro de 1995 e foi considerado, por muitos, o poeta português mais importante do século XX.


3.2.Outras Obras do Autor:

-“A Criação do Mundo” (1931)
-“A Terceira Voz” (1934)
-“Os Dois Primeiros Dias” (1937)
-“Bichos” (1940)
-“Rua” (1942)
-“Vindima” (1945)
-“Fogo Preso” (1976)
-“Fábula de Fábulas” (1982)
-“Poesia Completa” (2000)
-…


4.Conteúdo do Livro

4.1.Género Literário: Conto

4.2. Assunto: Este livro é constituído por 22 contos (O Alma-Grande; Fronteira; O Pastor Gabriel; Repouso; O Caçador; O Leproso; Destinos; O Lopo; O Sésamo; Mariana; Natal; Névoa; Renovo; O Regresso; A Confissão; O Milagre; O Artilheiro Teia de Aranha; A Festa; O Marcos; A Caçada; O Senhor). Entre estes, destaco O Natal, pois foi o que mais gostei e O Pastor Gabriel foi o que menos gostei. Este conto (Natal) conta a história de um velho de nome Garrinchas, que era um pobre mendigo e resolveu pedir para conseguir sobreviver, pois sempre pensou que as boas acções é que o salvariam. Certo dia, começou a caminhar para ir passar a noite de Natal a Lourosa, mas como se atrasou acabou por encontrar uma igreja onde passar a noite. Quando lá chegou, a primeira coisa que fez, foi fazer uma fogueira, tentando três vezes. Como não conseguiu, resolveu ir à procura de um bocado de papel. Entretanto, lembrou-se de ir à sacristia e lá encontrou um bocado de jornal a forrar o gavetão. Agradecendo, então, a Deus, olha para o altar e dá as boas festas à mãe de Deus com seu divino filho ao colo. Saindo para a rua depois de já estar quente, Garrinchas começou a comer. Antes de dar a primeira dentada, por descargo de consciência, dirigiu-se à igreja e foi buscar a santa e o menino e diz-lhes: “a santa faz de que é, o menino a mesma coisa, e eu, faço de S.José.”.
Em relação ao conto que menos gostei, O Pastor Gabriel, refere-se à história de um pastor, de nome Gabriel, que tinha uma grande vocação e autoridade para tratar de gado, até que, certo dia, o padre lhe pergunta o que é que ele fazia aos animais, que até parecia que estavam enfeitiçados, mas na verdade toda esta autoridade tinha um fim: no Verão a erva nos pastos escasseava, só havia outra solução, que era pôr o gado a pastar de noite noutros pastos. Gabriel, para tratar de gado, servia este e aquele. Num Verão, quando fez 22 anos, servindo o Silvano (que era o maior proprietário da terra), deixou o gado ao sol porque já era hora de jantar, estando ele à espera de uma malga de caldo. Nisto, sente passos e a porta abre-se - era a filha do Silvano que ia buscar vinho. Ele pede uma pinga à senhora e, de seguida, pousa a caneca e deita a rapariga sobre a palha.


4.3. Citações favoritas: “a senhora faz do que é; o pequeno é a mesma coisa, e eu, embora indigno, de S.José ”- pág.69 - “o natal”

4.4.Opinião sobre o livro:
Esta obra retrata o quão dura é a vida no mundo rural português, tendo como cenário de fundo a paisagem transmontana. As histórias giram em torno de personagens que lutam pela sua sobrevivência, ilustrando o confronto do homem contra as leis divinas e terrestres que o aprisionam.
O autor recorre a uma linguagem simples, mas cuidada. Também é visível o uso de linguagem popular, como “pêlo na venta”(cara), “dando ao canelo”(fazer pela vida), entre muitos outros.
Gostei de ler esta obra, apesar de ser um pouco grande e chata em alguns contos.

5.Bibliografia

5.1.Fontes: Livro – Torga M. – Novos Contos da Montanha – 2008, Booket – Dom Quixote, Editora (Livro Escolhido);
Google – Imagens;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_Torga (Biografia e outras obras do autor);



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Re: Miguel Torga - Novos Contos da Montanha

Mensagem por Filipe Azevedo em Seg 4 Abr 2011 - 13:51

Não conseguiste transmitir-nos as tuas impressões pessoais de leitura. A apresentação está despersonalizada, um pouco formal e vaga.

12 valores.

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