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Manuel Rui - Quem Me Dera Ser Onda

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Manuel Rui - Quem Me Dera Ser Onda

Mensagem por Cristiana Fonseca em Qui 9 Jun 2011 - 17:10

1.Identificação do Livro

1.1.Título: “Quem Me Dera Ser Onda”

1.2.Autor: Manuel Rui Alves Monteiro

1.3.Editora: Editorial Caminho

1.4.Data da Edição: Novembro 2008

2.Escolha do livro

2.4.Motivos que levaram à escolha do livro: A vontade que tive em ler este livro surgiu quando olhei para o título. Achei-o interessante e fez-me pensar no que, talvez, pudesse ser uma definição para o mesmo. Ao olhar para a capa, despertou-me uma certa curiosidade, mas ao mesmo tempo confusão, pois o título e a imagem do livro, para mim, não tinham nada a ver uma coisa com a outra, não conseguia associá-los/encaixá-los.
Outro motivo que me levou a escolher este livro, foi o facto de não conhecer o autor. Nunca ouvi tal nome deste autor, muito menos uma obra sua.


3.Contextualização do Autor

3.1.Alguns dados biográficos: Manuel Rui Alves Monteiro é um autor angolano nascido em 1941, no Huambo. Viveu durante anos em Coimbra (Portugal), frequentou a Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito, em 1969. Com participação activa em diversas áreas (política, social, cívica, ensino), alia a prática da advocacia, que exerce em Luanda, à escrita.
Em Portugal foi advogado e membro do conselho editorial da revista “Vértice”.
Em 1974, após o golpe militar de 25 de Abril de 1974, regressou a Angola, tornando-se Ministro da Informação do Governo de Transição. Foi, também, professor universitário e Director da Universidade de Huambo, e, posteriormente, funcionário superior da Diamang e de novo jurista. Um dos principais ficcionistas Angolanos.


3.2.Outras Obras do Autor:

-“Regresso Adiado” (1973)
-“A Janela de Sónia” (2009)


4.Conteúdo do Livro

4.1.Género Literário: Novela

4.2.Assunto: Esta novela revela-nos a instabilidade de um país na pós-independência.
A história desta obra centra-se no dia-a-dia de uma família, a família Diogo, que vive num sétimo andar de um prédio com um porco como animal de estimação. Ruca, Zeca e Beto são os protagonistas desta história.
Um dia o pai Diogo chegou com um leitão a casa e os miúdos logo festejaram, mas assim que o camarada Faustino chegou lá a casa a implicar com o facto de o porco não poder estar lá, o pai Diogo e o camarada Faustino combinaram logo que era para engordar, matar e depois comer. Os miúdos ficaram desanimados.
Todos os dias, Ruca e Zeca, passavam nas traseiras do hotel Trópico para recolher os restos para dar a Carnaval da Vitória (porco). Os miúdos é que tratavam do porco, ensinaram-lhe truques, davam-lhe comer e banho, tentando sobreviver, todos os dias, com o porco lá em casa e escondendo-o sempre de quem lá aparecesse ou protestasse contra a estadia do porco no prédio.
Enquanto os miúdos tentavam proteger o porco de estimação, o pai só pensava em comê-lo para melhorar a situação económica da família.
Como o pai Diogo só queria comer Carnaval da Vitória, acaba por matá-lo no dia de Carnaval, enquanto os filhos saíram para ver o desfile.
No fim, os miúdos ficam tristes, até que um disse que gostava de ser onda, pois assim nada o poria triste, nem o enervava e vivia sempre na calma do mar.


4.3.Citações favoritas:

«“Onda ninguém amarra com corda.”» - Esta frase foi a que mais gostei. Para mim, significa liberdade: ninguém gosta de ser submetido ao domínio do outro, ou seja, ficar “preso”, dar satisfações.

«“Qual instituto qual merda, bando de corruptos que arranjam casa só prós amigos. Eu sempre paguei renda. E casas que não têm porco estão mais porcas que esta.”» - Este excerto foi o que achei mais engraçado, mais cómico. Foi o que o pai Diogo disse enquanto falava com Liloca (sua mulher), porque estava “revoltado” por não poder ter um porco em casa, visto que o seu objectivo era criá-lo para depois comer.

4.4.Opinião sobre o livro: Na minha opinião, a obra até tem a sua graça, mas a história não é muito apelativa. Fiquei a pensar como é possível haver atitudes muito contrárias como as desta família, porque para os miúdos o porco era mesmo de estimação, tratavam-no muito bem, mas para o pai era um simples animal que tinha muita carne para se comer.
Não gosto da maneira de escrever do autor, o que me dificultou um pouco a leitura. Além disso, o título da obra não tem quase na a ver com a história.
Contudo, fiquei a conhecer mais um autor e uma obra sua, apesar de não ter gostado.


5.Bibliografia

5.1.Fontes:Livro – Rui M. – Quem Me Dera Ser Onda – Novembro 2008 – Caminho, Editorial (Livro escolhido);
Google – Imagens;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Rui (biografia e outras obras).


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Re: Manuel Rui - Quem Me Dera Ser Onda

Mensagem por Cristiana Fonseca em Qui 9 Jun 2011 - 15:11

Este também mandei para o seu e-mail em word

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Re: Manuel Rui - Quem Me Dera Ser Onda

Mensagem por Filipe Azevedo em Dom 12 Jun 2011 - 17:47

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