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O Sertanejo

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O Sertanejo

Mensagem por christian akinori kanno em Dom 11 Set 2011 - 19:21

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componentes do grupo do 3°B.em:
Christian A. Kanno N°03
Filadelfo Batista N°08
Marcelo Felipe N°15



Ficha de leitura

Antes de ler o livro:


É notável
que o titulo da obra já indique o arquétipo do personagem principal e o cenário
a ser contextualizado, a simplicidade e beleza de um local afastado dos típicos
caprichos urbanos do qual estamos habituados a ler nos livros. Uma historia
repleta de heroísmo de um homem de princípios inabaláveis que luta por seus
ideais e seu amor. Realmente uma boa historia para ser ler, uma historia que
mostrara algo a mais do sertão nordestino que na maioria das vezes desconhecemos.



A quem realmente ira ler essa obra, uma boa leitura!

1. Identificação do Livro

1.1. Título: O Sertanejo



1.2. Autor(a): José de Alencar



1.3. Editora: Martin Claret



1.4. Data da Edição:1875

2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro:


Inicialmente
o motivo principal foi devido o livro ter sido escrito por José de Alencar, o
qual suas obras anteriores lidas por todos nós nos agradaram muito, e outro
motivo seria a curiosidade despertada pelo titulo “ O Sertanejo”- “Como será a
vida no sertão?”- essa foi nossa indagação.







3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos:


José Martiniano de
Alencar, nascido em 1 de Maio de 1829 em Messejane e posteriomente se muda para
o Rio de Janeiro, falecido em 12 de Dezembro de 1877, foi jornalista, político,
advogado orador, crítico, cronista, polemista, romancista e dramaturgo
brasileiro.
Formou se em direto em 1850, e em seguida em 1856 publicou seu primeiro romance
“Cinco Minutos”, posteriormente “A
viuvinha” em 1857 e “O Guarani” (1857) que teve a maior repercussão diante aos
outros romances.



Jose de Alencar foi um
dos grandes nomes da literatura brasileira e um romancista completo e
diversificado, que escreveu em vários gêneros, dentro do estilo romântico.
Em
sua carreira política teve vários cargos, sendo reconhecido por isso, quando
tentou tornar se senador foi barrado, assim fez que José de Alencar abandona se
a política.Após inúmeras obras, feitos políticos José de Alencar faleceu e em
sua homenagem foi erguida uma estátua no Rio de Janeiro e a criação de um
teatro titulado de Teatro de José de Alencar, em Fortaleza.



3.2. Outras Obras do(a) Autor(a): Guerra dos Mascates, Minas de Prata e Senhora.

4. Conteúdo do Livro

4.1. Género Literário: Romance regionalista


4.2. Assunto (breve
síntese):



Em pleno sertão cearense de 1764, longe da
civilização conhecida, cheia de paisagem paradisíaca, andava um sertanejo jovem
com um comboio a procura de um lugar para repousar sua cabeça cansada quando vira
um incêndio, um grande incêndio no serrado que se alastrava com o vento, porem
percebia-se que não ameaçava a pequena cidade próxima do local, Oiticica. O
sertanejo pensava em seguir sua viajem, mas algo lhe chamou a atenção, uma
donzela que andava a cavalo próximo do fogo, o cavalo parecia desgovernado pelo
medo das chamas, até que derrubara a moça no chão deixando-a inconsciente e
fugira rapidamente. Ao ver a cena e
perceber que as chamas começavam a aproximar dela, o bravo sertanejo correu
para tentar salva-la sem pensar muito, pego-a em seus braços e saia do meio das
chamas com muita dificuldade,quase que intrépido, fugia das chamas e protegia a
donzela, algumas vezes se queimava e caia, mas não desistia, podendo finalmente levá-la até um local seguro, e sua
consciência ficou tranqüila quando percebeu que a moça estava bem, só
inconsciente por ter inalado a fumaça.



O incêndio começava a
ser visto pelos moradores da pequena cidade de Oiticica, logo o capitão-mor, um
homem robusto e com ares de autoridade local, organiza um grupo para combater o
fogo, já que sua esposa, D.Genoveva temia pelo pior, pois sua filha D.flor
estava próximo do local das chamas. Rodeando o incêndio os homens avistaram
D.flor desmaiada no chão, porem estranhamente longe do fogo e com marcas de
botas ao redor, mas ninguém nas proximidades, o sertanejo havia desaparecido.



Na cidade, D.Genoveva
chorava e aclamava a Deus por ver sua filha salva, e o capitão-mor de rosto
pálido suspirando. Porem algo incomodava os pensamentos de todos, o incêndio
não parecia ter ocorrido de forma natural como é típico da seca nordestina, as
chamas pareciam ter origem humana, logo pensaram como culpado Jó, um velho
isolado da cidade. D.Flor, mesmo inconsciente no momento do incêndio, lembra da
sensação de ter sido carregada e ouvida um nome, Arnaldo.



No dia seguinte ao
acontecido, o sertanejo cujo nome era Arnaldo, inquieto com o duvidosa fonte do
incêndio, decide investigar, seguindo rastros próximo da origem do incêndio
até encontrar uma cabana e se deparar com o velho Jó, o qual
ele acusa de culpado, porem após uma conversa, Arnaldo acredita na inocência de
Jó, e começa a desconfiar de outra pessoa, Moirão, devido ao tipo de marca de
botas encontradas que so correspondia a ele. Ao chegar na casa de Moirão, o
sertanejo é recebido com estranha alegria, ficando mais desconfiado, Arnaldo
pressiona Moirão até finalmente ele confessa ser o autor do incêndio, Arnaldo o
ameaça com sua faca para que ele se arrependa e em seguida deixa o local.



Dias após o incidente
Arnaldo e um grupo de amigos saem para caçar e na volta encontram um bezerro
machucado, Arnaldo decide cuidar do animal e leva-lo consigo para a cidade, no
meio do caminho se depara com D.Flor que o abraça repentinamente e agradece-o
por trazer o bezerro de seu pai com segurança, capitão-mor, mesmo não indo com
a cara do rapaz o agradece e oferece uma recompensa, que de imediato o
sertanejo recusa, porem aceita no final após insistências do homem.



No dia posterior Arnaldo
é desafiado pelo então capitão-mor, seu desafio consistia em domar ou matar um
touro selvagem extremamente violento chamado dourado, devido ao seu pelo
reluzente amarelo, do qual ninguém
ousava se aproximar, o sertanejo corajoso aceita o desafio e sai em busca do
animal. Em sua busca ele se depara com outro touro também violento e conhecido
da região, Surubim, seu primeiro encontro com a fera ele se depara com a cena
do touro correndo em direção de D.Flor, D.Genoveva e Alina, ele se punha na
frente do touro com um pedaço de madeira que por sorte conseguiu golpear na
cabeça do animal e desmaia-lo, porem na ocasião Arnaldo sentiu pena do animal e
deixou o ir. Ainda em busca de Dourado ele se depara com outro touro, Rabicho
que na ocasião ele consegue capturar com facilidade, subindo em suas costas e
pegando em seus cifres. Quando finalmente o sertanejo encontra Dourado ele não
contava que o touro viesse a colocá-lo para fugir,após muito sofrimento ele
consegue derrubar Dourado, mas vendo o animal sofrer ele deixa-o partir, mas o marca
antes com ferro quente voltando a cidade ninguém acredita quando Arnaldo fala q
conseguiu derrubar o touro tão temido, pois ele não o trouxe consigo. Após 4
dias algumas pessoas começaram a ver a marca de ferro quente na coxa do touro,
dando a confirmação que realmente Arnaldo tinha falado a verdade, e o
consideraram o melhor vaqueiro da região.



Certo dia Arnaldo
descobre que D.Flor tinha sido raptada por
Fragoso, que possuía inveja do sertanejo e era obcecado pela moça. O
intrépido sertanejo vai resgatá-la. Após seu retorno heróico com D.Flor,
inicia-se uma paixão entre os dois, que começam a namorar e marcar uma data de
casamento. Porem algo conspirou contra o romance deles, com a chegada de uma
mulher na cidade que interessada na fama do sertanejo começa a acedia-lo, porem
ele não cai na tentação, mantendo-se fiel a sua amada. Fragoso com desejo de
vingança, espalha boatos sobre a infidelidade de Arnaldo, pondo D.Flor em
duvida e com a incerteza de seu amado rompe seu casamento. Capitão-mor vendo a situação
e não conseguindo mudar os pensamentos de sua filha, ainda se encontrava em
divida com Arnaldo decide lhe conseguir um casamento arrumado com Aline. O
sertanejo sem justificativa aceita e se casa com a moça.




4.3. Citações favoritas: dentro da obra um trecho nos chamou a atenção e
relevou nossa indagação inicial, fazendo-nos imaginar naquele local.



“mas como são as noites do sertão, recamadas de estrelas rutilantes, cuja
centelhas se cruzam e urdem como finíssima teia...”




4.4. Opinião sobre o livro: uma fabulosa obra de Jose de Alencar que
superou um pouco as expectativas de uma historia pacata e simples para uma
historia cheia de heroísmo e coragem do sertanejo, relembrando a típicas
historias de cavalaria medieval: um nobre cavaleiro valente que engaja em
aventuras e põem sua vida em risco para o bem dos outros, e ainda busca o amor
de uma donzela ( tipicamente em cenas de apuros ), inabalado pelo medo e
seguidor dos princípios próprios e cristãos- o sertanejo que se atira as chamas
para salvar a jovem e bela D.Flor.



É um romance bastante brasileiro que expande nossa
cultura e nos ilude com a figura da simples felicidade. A única coisa que fugiu
ao nossa expectativa foi o final da historia, onde o amor e desfecho não foram
os esperados de uma obra romântica de Alencar, esperava-se um final mais
“feliz” ( na idéia de que Arnaldo e D.Flor superarem suas dificuldades e se
casassem, um amor perfeito acima de tudo).

christian akinori kanno
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Re: O Sertanejo

Mensagem por leticia fernandes campos em Ter 13 Set 2011 - 15:24

muito bom Very Happy parabéns

leticia fernandes campos
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Re: O Sertanejo

Mensagem por Renato Trajano em Qua 14 Set 2011 - 18:20

Esse foi um primeiro Romance Regional em que eu vi a apresentação e nos deixou bem claro realmente a características de um romance desse estilo.
Um 10 bem aplicado. Parabéns

Renato Trajano
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Re: O Sertanejo

Mensagem por Diego Geraldo de Souza em Sex 16 Set 2011 - 18:17

Verdade, mas é de costume o Christian se sair, muito, muito, muito, muito bem em suas apresentação, continue assim. Anjo
Viu são muitos muitos K...

Diego Geraldo de Souza
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Re: O Sertanejo

Mensagem por alexandre(hiro) em Dom 18 Set 2011 - 18:31

Parabéns pela apresentação.
nota 18 (9.0)

alexandre(hiro)
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Re: O Sertanejo

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