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Alice no País das Maravilhas.

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Alice no País das Maravilhas.

Mensagem por Bruna em Seg 7 Nov 2011 - 16:28

Ficha de Leitura


Antes de ler o livro:

1. Identificação do livro:
1.1. Alice no País das Maravilhas.
1.2. Lewis Carroll.
1.3. Editora Arara Azul (edição para eBook)
1.4. 2002.

2. Escolha do livro:
2.1. Pode-se dizer que um dos motivos que nos levaram escolher este livro foi, primeiramente, o fato de que este é um livro fantástico onde o leito(a) viaja no sonho de uma menininha, fazendo com que as pessoas sonhem que estão caminhando num mundo mágico e assim se transformam em crianças novamente .


Após a leitura do livro:

3. Contextualização do autor:
3.1. Charles Lutwidge Dodgson mais conhecido como Lewis Carroll, nasceu em 27 de Janeiro de 1832 em Daresbury, foi poeta, romancista e matemático britânico. Ficou mais conhecido por ter escrito "Alice no País das Maravilhas" e os poemas ali existentes. Chegando a falecer em 14 de Janeiro de 1898 em Guildford.

3.2.Suas obras mais famosas são:
-Alice no País das Maravilhas (1865);
-Alice Através do Espelhos (1872);
-Euclides e Seus Rivais Modernos.

4. Conteúdo do livro:
4.1. Gênero literário: Nonsense.

4.2. O livro conta a história de uma garotinha que está com sua irmã mais velha, que lê um livro, e assim avista um coelho todo apressado então curiosa começa a segui-lo, porém acaba caindo em uma toca de coelho que a leva para um país totalmente diferente de onde está acostumada a viver, confusa com a paisagem ao seu redor e os vários tipos de criaturas que vão aparecendo no decorrer da história sai a procura do caminho de casa, mas quem falou que isso seria fácil? Conforme ia caminhando pelo bosque foi encontrando criaturas que normalmente no mundo real seriam considerados malucos ou loucos, como um coelho de paletó e relógio, uma lagarta azul, um gato risonho, uma lebre e um chapeleiro muito malucos, flores que falam, uma rainha que só pensa em cortar cabeças entre outros. Quanto mais via essas estranhas criaturas mais confusa se sentia não sabia diferenciar mais o que era certo ou errado. Até que com muita coragem, e o mais importante, com amigos, acaba derrotando seus inimigos fazendo com que a paz reine no País das Maravilhas. Apos ter ajudado a todos Alice volta ao mundo real e percebe que tudo não tinha passado de um lindo e belo sonho que tivera.

4.3. " Havia uma mesa arrumada embaixo de uma árvore, em frente à casa, e a Lebre de Março e o Chapeleiro estavam tomando chá; um Leirão estava sentado entre os dois, dormindo profundamente, e os outros dois o usavam como almofada, descansando sobre ele e conversando sobre sua cabeça. 'Muito desconfortável para o Leirão', pensou Alice, 'mas já que ele está dormindo, acho que não se importa.'
A mesa era bem grande, mas os três amontoavam-se num canto. 'Não tem lugar! Não tem lugar!', eles gritaram ao ver Alice chegando. 'Tem muito lugar!', disse Alice com indignação, e sentou-se em uma grande poltrona numa das cabeceiras da mesa."

" Os jogadores jogavam todos ao mesmo tempo, sem esperar sua vez, discutindo o tempo todo, brigando pelos ouriços; logo a Rainha estava furiosa e batia com os pés no chão, gritando: 'Cortem a cabeça dele!', ou 'Cortem a cabeça dela!' o tempo todo.
Alice começou a sentir-se muito mal: para dizer a verdade, ela ainda não tinha discutido nenhuma vez com a Rainha no jogo mas sabia que poderia acontecer a qualquer minuto, 'e então', ela pensou, 'o que irá acontecer comigo? Eles são loucos para cortar as cabeças por aqui. A grande dúvida é como ainda existe alguém vivo!'
Ela estava procurando alguma maneira de escapar, imaginando se daria para fugir sem ser vista quando percebeu uma curiosa aparição no ar: aquilo a confundiu muito no início, mas depois de olhar por um minuto ou dois percebeu que era um sorriso e ela disse para si mesma: 'É o Gato de Cheshire: agora eu tenho alguém com quem falar.'"

"A grama farfalhava sob os pés do apressado Coelho Branco...o Rato assustado espalhava água para fora da lagoa...ela podia ouvir o tilintar das xícaras de chá enquanto a Lebre de Março e seus amigos partilhavam da sua refeição que nunca acabava, e a vozinha aguda da Rainha ordenando a execução dos seus infelizes convidados...mais uma vez o bebê-porco estava espirrando no colo da Duquesa, enquanto pratos e travessas se espatifavam em volta...e mais uma vez o guincho do Grifo, o ranger do giz do Lagarto e os tais aplausos sufocados dos porcos-da-índia enchiam o ar, misturados com os soluços distantes da miserável Falsa Tartaruga.
Sentada, com os olhos fechados, quase acreditou estar ela mesma no País das Maravilhas, mesmo sabendo que quando abrisse os olhos novamente tudo voltaria a ser a chata realidade de sempre...a grama se mexeria apenas com o vento e a lagoa estaria se movimentando apenas com os juncos...o tilintar da xícaras novamente seria o badalar dos sinos pendurados nos pescoços dos carneiros...os gritos agudos da Rainha seriam apenas os berros do pastor...o espirro do bebê, o guincho do grifo, e todas as outras coisas esquisitas iriam transformar-se (ela sabia) no confuso clamor da vida no campo...assim como o mugir do gado à distância iria tomar lugar dos pesados soluços da Falsa Tartaruga.
Finalmente, ela imaginou como sua irmãzinha, no futuro, transformar-se-ia em uma mulher adulta: e como ela iria manter, através da sua maturidade o mesmo coração simples e afetuoso da sua infância: como também ela sempre estaria cercada de criancinhas e faria os olhos delas brilharem com muitas histórias estranhas, talvez até mesmo com o sonho do País das Maravilhas de há muito tempo atrás; como ela adoraria compartilhar com suas tristezas simples e alegrar-se com suas brincadeiras ingênuas, lembrando-se da sua própria infância e daqueles felizes dias de verão."

4.4. É um bom livro se lido não com a mente de uma pessoa adulta e sim com a imaginação de uma criança, ótimo livro para ser lido em momentos de tristeza, pois os personagens descritos por Lewis irá fazer com que o próprio leitor se sinta alguém especial, o que não deixa de ser verdade, pois se o livro existe, mas não é lido para que existe então? A resposta não é "Ah um livro existe para enfeitar uma prateleira, ocupar um espaço vazio nela", e sim um livro serve para fazer sonhar aquele que já sonha.



Imagem do filme animado do livro




Foto de Lewis Carroll.




Foto de Alice Lidell, menina que inspirou Lewis a escrever o livro.



Analise do livro em que foi realizado teatro pelos alunos do 3ºA do Ensino Médio, como trabalho de fim de ano.

Bruna
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