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"Os Perseguidos", de Alex Shearer

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Leitor "Os Perseguidos", de Alex Shearer

Mensagem por André R. em Seg 12 Dez 2011 - 11:53

Ficha de leitura

Antes de ler o livro



1. Identificação do Livro

1.1. The Hunted (Em português, “Os Perseguidos”)
1.2. Alex Shearer
1.3. Editora ASA
1.4. Fevereiro 2006


2. Escolha do livro

2.1. Escolhi este livro após uma cuidada pesquisa por livros com temas atuais, interessantes e capazes de suscitar reflexão. Na verdade, nem “Os Perseguidos” nem a sinopse da contracapa me desiludiram, e as leituras revelaram-se surpreendentes.



Após a leitura do livro


3. Contextualização do Autor

3.1. O autor nasceu em 1949 na Escócia e atualmente habita em Somerset.


Antes de se tornar escritor, exerceu cerca de 30 profissões diferentes e, a título de curiosidade, nunca desistiu de aprender a tocar viola.



3.2. Até hoje, Alex Shearer publicou mais de uma dezena de livros para jovens e adultos, sendo também autor de diversas séries televisivas de sucesso, bem como de filmes e peças de teatro.


4. Conteúdo do Livro

4.1. Ação, Thriller

4.2. O livro trata da história de vida de Tarrin, uma criança singular que vive ao cuidado de Deet, o seu tutor legal. A ação desenrola-se num futuro não muito distante, em que a população humana, em virtude dos avanços da medicina, alcançou a esperança de vida máxima e erradicou inúmeras doenças que ainda hoje matam. Devido à superpopulação, a Natureza “vingou-se” do Homem e impediu os nascimentos. As crianças são, por isso, muito raras, valiosas e cobiçadas – perseguidas pelos chamados “Raptores de Miúdos”, para sempre os enriquecerem numa vida de escravidão. Os menores são tratados como objetos de transação monetária e de aluguer, revelando a ausência de escrúpulos e valores humanos. Como adjetiva e bem a sinopse, trata-se de “um thriller sério e arrebatador acerca dos valores da juventude”, que mostra o impacto que as crianças têm nas nossas vidas, no nosso meio e no nosso Mundo.



4.3. “[…] Já não havia muitas escolas. As escolas eram edifícios vazios, arruinados e decrépitos. Os ratos percorriam os corredores desertos, as aranhas viviam penduradas nos cantos. As salas de aula estavam silenciosas e pareciam fantasmagóricas, com filas de cadeiras e secretárias vazias frente a quadro branco. […] Uma ou duas escolas tinham sido mantidas abertas como “monumentos vivos” e “museus de infância”. […] Podia-se contemplar […] o salão polivalente onde todos os dias se reuniam cinco centenas de alunos […]. À saída lá estava o recreio, onde várias gerações tinham aprendido a crescer. […] Era história.”.



Nesta passagem do livro, o leitor perceciona bastante bem o estado de degradação e abandono a que haviam chegado os estabelecimentos de ensino por toda a parte. No excerto a seguir é-nos dada uma perspetiva ainda mais assustadora e fiel à realidade de um planeta em que as crianças, inexistentes, deixaram para trás um rasto de fenómenos verdadeiramente assustadores. É aqui que tomamos conta da real dimensão social e cultural que os mais novos (ainda) protagonizam junto de nós, graças a Deus.



“A falta de crianças significava que milhares de pessoas tinham ficado sem qualquer tipo de ocupação e muitas atividades tinham acabado. As crianças agora nasciam em casa… com o apoio de parteiras, que provavelmente nunca tinham assistido a um nascimento, exceto em vídeo.

[…] Não havia grupos escolares para levar a museus. Também não havia gangs que causassem tumultos nas ruas. Ninguém ia à praia fazer castelos na areia ou pedir mais gelados e algodão doce. Era tudo muito silencioso. Era quase como a perda do chilrear dos pássaros… O som desaparecido das crianças.”


4.4. A meu ver, os seres humanos são quem move o mundo, e as crianças são quem repõe as gerações. Sem dúvida que seria vantajoso um mundo perfeito em que os cuidados de saúde permitissem erradicar doenças graves e pandemias que hoje matam milhares, mas, por outro lado, vemos que a fatura a pagar seria bastante cara para as gerações vindouras.



A mensagem de moral que procurei transmitir prende-se com o dever que temos de valorizar cada instante da nossa vida e aproveitar bem a nossa AINDA adolescência. A nossa missão é de longo-prazo, pois visa assegurar, tanto quanto possível, a sobrevivência da nossa e das futuras gerações, em particular, e da espécie humana, globalmente.

Recomento ainda o visionamento do filme “Os Filhos do Homem”, produzido em 2006, e que entra nitidamente em diálogo com este livro. Boas leituras! Very Happy

André R.
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Leitor Re: "Os Perseguidos", de Alex Shearer

Mensagem por Filipe Azevedo em Qua 14 Dez 2011 - 14:52

170 pontos

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