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O Vingador, de Andy McNab e Robert Rigby

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Leitor O Vingador, de Andy McNab e Robert Rigby

Mensagem por André R. em Dom 4 Mar 2012 - 11:22

Ficha de Leitura

Antes de ler o livro


1. Identificação da Obra

1.1. O Vingador
1.2. Andy McNab e Robert Rigby
1.3. Edições ASA
1.4. março 2009

2. Escolha do livro

É hábito a escolha de um livro acontecer num contexto quotidiano. Enquanto estava numa livraria, lembrei-me de que já tinha terminado as leituras dos livros que tinha em casa, e, ao olhar para as prateleiras, à procura de novidades, apercebi-me de um livro com capa sugestiva capaz de me entreter nas horas vagas.
Pela capa, fiquei com a ideia de que a ação deveria ser dinâmica e, por conseguinte, cativante para o leitor. Para o comprovar, tive a oportunidade de ler o resumo impresso na contracapa, que me fascinou com os destaques tentadores, prometendo uma narrativa aliciante.


Após a leitura do livro


3. Contextualização dos Autores

Andy McNab, ex-sargento inglês, nasceu a 28 de dezembro de 1959 em Londres, Inglaterra. Exerceu serviço militar como sargento e, hoje, consagra-se como autor de inúmeras obras que já lhe valeram várias distinções, nomeadamente por parte da Nielsen BookScan, uma editora britânica aclamada. Alguns dos seus trabalhos foram também adaptados ao cinema pela companhia Miramax, que adquiriu os direitos do livro Firewall.

O escritor ganhou visibilidade em 1993, ao publicar em livro a sua versão da missão falhada Bravo Two Zero, liderada pelo SAS, o Special Air Service. Editou já três autobiografias e uma série de narrativas de ficção relacionadas com o mundo dos serviços secretos britânicos, o que motiva, por razões de segurança, a adoção do nome na qualidade de um pseudónimo. Atualmente, Andy McNAb habita em Norfolk, Inglaterra.

Robert Rigby juntou-se também a Andy McNab na criação da série “O Rapaz Soldado”, composta por quatro volumes.
Rigby iniciou a sua carreira profissional como jornalista mas também se dedicou em pleno à produção musical. Multifacetado, ingressou como guionista de programas de rádio, televisão e teatro, dirigindo um projeto de artes performativas para crianças. O seu sucesso permitiu-lhe receber um prémio pelo seu trabalho com jovens companhias teatrais que percorreram a Europa, os Estados Unidos da América e África.

3.1. Alguns dados biográficos
3.2. Algumas das obras de Andy McNab na categoria de Ficção:

• Remote Control (17 fevereiro 1998)
• Crisis Four (22 agosto 2000)
• Firewall (5 outubro 2000)
• Last Light (1 outubro 2001)
• Liberation Day (1 outubro 2002)
• Dark Winter (3 novembro 2003)

Série “O Rapaz Soldado”, escrita em parceria com Robert Rigby:

• Boy Soldier (US title Traitor, 5 maio 2005)
• Payback (6 outubro 2005)
• Avenger (4 maio 2006)
• Meltdown (3 maio 2007)

Obras literárias de Robert Rigby:

• Goal, 2005
• Goal II, Living The Dream, 2006
• Goal: Glory Days, 2007.


4. Conteúdo do Livro

4.1. Ficção e Romance

4.2. A história deste primeiro volume da coleção (O Vingador) gira em torno de uma tragédia familiar em que Charles Samuel Pointer III morre vítima do atentado às Torres Gémeas, em Nova Iorque, enquanto aguardava por uma entrevista de emprego.

O seu pai, Charles Samuel Pointer II, muito abalado psicologicamente, passou a encarar o mundo com um ódio incontrolável, adotando doravante uma posição de vingança para fazer pagar a morte do adorável filho falecido. Desde então, o terrorista arquiteta um esquema na internet, através do qual recruta jovens fragilizados, arrastando-os para uma realidade obscura ao obrigá-los a tornar-se jovens bombistas suicidas.
Na narrativa intervêm, como personagens principais, dois jovens recrutados pelos Serviços Secretos Britânicos, liderados por Fergus Watts, um ex-sargento militar especialista em explosivos. A missão de Danny e Elena é precisamente envolver-se no esquema do terrorista online, conhecido por Black Star, de forma a impedir novos atentados bombistas por todo o mundo.
Fácil é de antever que nem toda a jornada antiterrorista correrá de feição. Os dois jovens agentes terão de lidar com o pânico e com a personalidade obscura de Charles Samuel Pointer II, enfrentando múltiplas adversidades e experiências fatais. A causa é nobre: impedir a escalada do número de vítimas dos ataques à bomba. E a coragem que é necessária para que Elena, uma jovem que se “oferece” para carregar um cinto explosivo pronto a ser detonado em Nova Iorque, possa levar a cabo a sua tarefa? Esta é apenas uma questão que deixo no ar para cativar futuros leitores.

4.3. Citações favoritas

Este foi um livro que eu considerei bastante interessante e rico, cujas descrições detalhadas permitem a visualização da ação de uma forma única. Confesso que, quando chegava ao fim de um capítulo, o qual terminava quase sempre com uma frase intrigante que nos aguçava a curiosidade acerca do desfecho da obra, não resistia a ler o seguinte.
Dou-vos como exemplo a última frase do capítulo 5 – “Contudo, para os EUA, Black Star estava a preparar um Anjo da Morte muito especial” – a qual despontou em mim uma grande expetativa de receio e perigo e, naturalmente, impeliu os meus dedos a virarem a página e os meus olhos a sobrevoarem as primeiras linhas do capítulo seguinte.

Vejamos agora esta passagem do capítulo 32: “Na privacidade do cubículo de provas, Elena deixou-se abater durante alguns instantes, encostando a cabeça pesada ao espelho frio e deixando que os olhos se fechassem. Mas apenas por um breve momento. Tinha uma tarefa a cumprir.” Nesta situação, Elena encontrava-se já em Nova Iorque, numa loja de fatos. A jovem recebera ordens para executar a missão bombista, neste caso, escondendo o cinto de explosivos no interior do casaco. Simultaneamente, Danny e o seu avô, Fergus Watts, procediam a uma apertada vigilância à jovem, monitorizando toda a operação que, se fosse bem sucedida, capturaria Black Star.

Nesta obra, o papel desempenhado pelos jovens amigos de infância é de extrema importância, visto que Danny, a personagem principal, se faz acompanhar pela fragilizada, mas corajosa Elena, cujo pai tem paradeiro desconhecido.
Na história, é Elena quem se deixa levar pelos esquemas maquiavélicos de Black Star, mas na verdade ela pertence à equipa dos Serviços Secretos Britânicos que, com a ajuda desta infiltrada, tenta chegar ao terrorista e capturá-lo antes que faça detonar outro engenho numa qualquer cidade mundial.

Devido à sua personalidade, imaginei que Elena, sem saber do pai e passando por todas as sobrecargas da operação, pudesse deixar-se dominar pelos argumentos de Black Star, correspondendo ao perfil da “jovem deprimida, odiando o mundo e desejando a morte”. No entanto, quando prossegui na leitura, essa situação não se verificou, e Elena, apesar da sua fragilidade psicológica, conseguiu ser estritamente profissional e operar apenas como agente da operação.

No capítulo 3, pode ler-se, quanto à personagem terrorista: “A princípio, no dia 11 de setembro, Charles Pointer II partilhara do paralisante sentimento de incredulidade de milhões de outras pessoas em todo o mundo, enquanto via as horríveis cenas dos aviões a embaterem nas Torres Gémeas. […] Contudo, depois de Pointer ter estado a tentar entrar em contacto com o telemóvel do filho durante toda a tarde e início da noite, começou a desenhar-se um cenário de pesadelo na sua mente. […] “A vida tem de continuar, disseram muitos dos familiares e amigos das vítimas”. Contudo, Charles Pointer II nunca conseguiu aceitar o que acontecera. A princípio sentiu-se esmagado pela dor, depois a dor abriu caminho à cólera, e depois a cólera transformou-se numa raiva consumidora… E numa ânsia de vingança.”

Não considerei correta a atitude do pai do jovem falecido, pois é do senso comum que, infelizmente, os atentados terroristas vitimam milhões de pessoas em todo o mundo. Por conseguinte, as famílias afetadas, apesar do seu sofrimento, não têm nem podem desejar uma vingança igual ou ainda pior para outras pessoas inocentes, só porque uma organização ou entidade terrorista detonou uma bomba naquele dia e matou uma pessoa que lhes era muito querida.

Encarei, portanto, como reprovável a atitude vingativa do pai de Charles Pointer II, na medida em que por uma injustiça não se devem gerar outras maiores, levando a um ciclo constante de violência e martírio, num clima de revolta que pode ganhar proporções incontroláveis. No fundo, Black Star (nome pelo qual era conhecido o terrorista da Web) estava a permitir que germinasse dentro de si uma revolta tal que punha em perigo milhares de vidas inocentes, à mercê dos seus caprichos vingativos e da sua obsessão de retaliar.

4.4. Opinião sobre o livro

O terrorismo é um problema delicado que tem de ser encarado com seriedade e sem alarmismos.
Todos sabemos que, desde o dia 11 de setembro de 2001, os ataques por todo o mundo se intensificaram, tendo começado uma guerra sem fim à vista entre os Estados Unidos da América e as forças de Bin Laden, que liderava a Al-Qaeda, e que semeou todos os dias o medo e o caos em países como o Iraque e o Paquistão.

Esta é uma história que eu apreciei muito, visto que me seduziu desde as minhas primeiras leituras.
Não se deve interromper a leitura de um livro, pois se nas primeiras páginas o argumento não cativa o leitor, nos capítulos seguintes essa realidade pode mudar e surpreender.

Esta obra cativou-me e proporcionou-me uma agradável leitura que me entreteve durante muitos dias. Focando uma temática bastante atual, preocupante e ideal para consciencializar os jovens leitores, este livro é capaz de satisfazer os leitores mais exigentes e eu aconselho-o vivamente!

Ficha de Leitura realizada por:

André Nunes Rosa

Nº 2 | 12º D

FONTES:

http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Rigby
http://en.wikipedia.org/wiki/Andy_McNab
http://www.fnac.pt/O-Vingador-MCNAB-ANDY/a255723

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Leitor Re: O Vingador, de Andy McNab e Robert Rigby

Mensagem por Jessica Suemi em Sex 26 Out 2012 - 7:11

Muitooo legal!

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