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Análise: Jogo de espelhos, Agatha Christie

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Leitor Análise: Jogo de espelhos, Agatha Christie

Mensagem por Rita Pereira em Seg 19 Mar 2012 - 13:21

1.1 Jogo de espelhos
1.2 Agatha Christie
1.3 ASA
1.4 Janeiro de 2010

2.1 Desta vez escolhi ler um livro da “rainha do crime” Agatha Christie devido ao facto de ser uma grande apreciadora das obras da mesma autora. Desta feita, decidi escolher O Jogo de Espelhos por a detective ser uma das personagens mais embleméticas (e a minha preferida, devo confessar) de Agatha Christie: a encantadora Miss Jane Marple.

3.1. Agatha Mary Clarissa Christie, a “rainha do crime”, foi uma escritora inglesa nascida em 1890 em Torquay.
Aprendeu a ler sozinha por volta dos cinco anos e segundo a mesma viveu “uma infância feliz”. Enquanto crescia, os pais incentivaram-na à prática do canto e piano, actividades de que gostava bastante mas em que nunca insistiu, alegadamente, devido à sua timidez. Contudo, foi um desafio da irmã mais velha Madge que a iniciou na actividade da escrita. Inacreditavelmente, teve de esperar cinco anos até que uma editora pretendesse publicar o seu primeiro livro, O Misterioso Caso de Styles (1920), em que apresenta Hercule Poirot ao mundo.
Com base nos locais que visitou com o seu segundo marido, Max Mallowan, um arqueólogo, Agatha transporta os conhecimentos que adquire das viagens para os seus livros, fazendo-os destacar-se das restantes obras do mesmo género pelos locais exóticos e/ou improváveis em que as acções se desenrolavam – sempre locais onde a escritora tinha realmente estado; pelo enorme conhecimento de fármacos e venenos e pelos “puzzles” que cria, tornando muito difícil ao leitor a tarefa de chegar ao verdadeiro assassino.
É conhecida como “a rainha do crime” pela sua obra mais notável serem os romances policiais (entre os detectives mais conhecidos estão Hercule Poirot, Miss Marple e os detectives Tommy e Tuppence Beresford) mas para além destes escreveu seis romances sob o pseudónimo de Mary Westmacott, poesia, peças de teatro, contos e documentários.
Há a apontar também que Agatha Christie é a escritora mais vendida em todo mundo e que o seu trabalho já foi traduzido em 103 línguas, tendo-lhe sido concedido o título de Dame of the British Empire em 1971 pela rainha Isabel II de Inglaterra.


3.2. Obras: Apesar de ter escrito poesia, peças de teatro, contros, documentários e seis romances sob o pseudónimo de Mary Westmacott, Agatha Christie é, obviamente, maioritariamente conhecida pelos seus romances policiais, destacando-se O Assassinanto de Roger Ackroyd e Um Crime no Expresso do Oriente (Hercule Poirot) e Convite para a Morte, história sem um detective em particular.

4.1. Romance Policial

4.2. Síntese

Desta vez, Miss Marple é convidada por uma amiga de longa data, Ruth Van Rydock, a tentar descobrir o que “não bate certo” na casa da sua irmã em Stonygates, Carrie Louise Serrocold. Quando lá chega, a simpática idosa oriunda da aldeola de St. Mary Mead, habituada a desvendar mistérios com base no profundo conhecimento que tem da natureza humana, depara-se com uma família pouco habitual: na casa habitam Carrie Louise, a sua filha biológica Mildred Strete e Gina, a neta de Pippa, sua filha adoptiva falecida; o marido de Gina, Water Hudd; o marido Louis Serrocold e Edgar Lawson, secretário do mesmo.
Após verificar o estranho ambiente que ronda a instituição para delinquentes, nomeadamente a casa onde as pessoas ditas “normais” se encontram, Miss Marple depara-se com a morte de Christian Guldbransen, filho mais velho do primeiro marido já falecido de Carrie Louise, Eric. De seguida é precisamente a segunda visita da noite (e o homem aparentemente com mais possibilidades de ser o assassino) Alex Restarick, um dramaturgo com uma visão artística peculiar que é a vítima. Com suspeitas de envenenamento à matriarca, Miss Marple é mais uma vez, obrigada a tentar desvendar um mistério...




Fig. 1- Joan Hickinson, actriz considerada pelos fãs de Agatha Christie como a melhor Miss Marple de sempre.


4.3.

Visto que a obra que escolhi é um romance policial, não farei apenas uma análise das personagens que mais gostei e, simultaneamente, mais achei relevantes na história, mas também sobre a sua importância no seu possível envolvimento no assassínio da personagem Christian Guldbransen.

“Gina introduziu um fulgor exótico na obscuridade gótica da biblioteca. Até o inspector Curry pestanejou um pouco perante a radiosa jovem que se sentou, se debruçou sobre a mesa e disse, expectante: - Então?
O inspector Curry, observando a sua camisa escarlate e calças informais verde-escuras, disse secamente:
- Vejo que não está de luto, Mrs. Hudd.
- Não tenho roupa preta – disse Gina. – Já sei que as pessoas devem ter um traje preto e usá-lo com pérolas. Mas eu não tenho. Acho horroroso e só as recepcionistas, as governantas e esse tipo de pessoas é que deviam vestir-se assim. Seja como for, o Christian Guldbransen não era de facto um parente. É enteado da minha avó.”

Neste excerto o leitor consegue facilmente perceber um pouco do carácter e personalidade de Gina. Esta é uma mulher bela e jovial que embeleza o caminho de qualquer pessoa que passe por ela. Ao ser feita uma observação em relação ao suposto luto de Gina, esta responde da forma que uma mulher jovem e inexperiente normalmente faz. Podemos também observar a atitude de condescendência (ou neste caso falta dela) da rapariga para com o recém-falecido Christian Guldbransen.
Mesmo sem ler a obra, são óbvios os traços de personalidade que podem fazer com que a mulher do americano seja uma das principais suspeitas de um qualquer crime. Jovem e confiante, Gina Hudd é o antónimo da sua irmã, como iremos ver a seguir.

“Mrs. Strete estava bastante mais bem enquadrada na biblioteca do que Gina Hudd. Não havia nada de exótico em Mrs. Strete. Estava vestida de preto, com um alfinete de peito e ónix, e trazia uma rede no cabelo grisalho cuidadosamente penteado.
Tinha exactamente o ar, reflectiu o inspector Curry, que a viúva de um cónego da igreja devia ter – o que era quase estranho, porque eram raras as pessoas que aparentavam ser o que de facto eram.
(...)
Além disso, era claro que Mrs. Strete se sentia ofendida.
- Estava a contar que me tivesse dado uma ideia de quando ia querer falar comigo, inspector. Vi-me obrigada a passar a manhã sentada à sua espera.”

Com um aspecto bastante mais informal, Mildred Strete revela-se uma mulher bastante íntegra que contrasta fortemente com a irmã. Revela-se “ofendida” por ter estado tanto tempo à espera que o inspector a mandasse entrar para falar com ela sobre o crime e o interessante é que não o esconde. Conclui-se, pois, que Mildred Strete é uma senhora que aparenta e que quer aparentar algo – ou o que realmente é ou o que quer fazer com que os outros pensem que é. Por esta razão, a altiva filha de Mrs. Serrocold revela-se como uma possível assassina.

Em suma, a neta e a filha de Carrie Louise destacam-se das restantes personagens por embora serem da mesma família, terem personalidades distintas e interessantes do ponto de vista da história e, portanto, do que pode ter acontecido na morte de Christian Guldbransen.

4.4.

Como leitora assídua da escritora e dos seus romances policiais, confesso-me tremendamente suspeita para dar uma opinião. Contudo, tenho a dizer que Agatha Christie é uma autora que sempre vale a pena ler pois envolve o leitor de uma maneira fabulosa com a forma como formula os crimes em que as suas casuais e/ou curiosas personagens se envolvem. Penso que ao ler Agatha Christie, mesmo o leitor menos apreciador de policiais vai começar a vê-los com outros olhos e a querer (como eu) cada vez mais ler e tentar desvendar os mistérios a que esta inglesa nos propõe juntamente com Tommy e Tuppence, Miss Marple ou mesmo com o astuto Hercule Poirot. Very Happy



Fonte da imagem utilizada:
http://agathachristiereader.wordpress.com/2011/05/24/miss-marple-review/

Rita Pereira
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Leitor Re: Análise: Jogo de espelhos, Agatha Christie

Mensagem por Beatriz Massami Watanabe em Sab 28 Abr 2012 - 21:03

Eu ainda não li esse livro mas parece ser muito interessante e emocionante.gostei do seu trabalho. Like a Star @ heaven

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Leitor Re: Análise: Jogo de espelhos, Agatha Christie

Mensagem por Rita Pereira em Dom 29 Abr 2012 - 11:43

Bom eu não percebo nada disto nem sei se é aqui que se responde, mas Beatriz sinceramente muito obrigada pela tua opinião!!! Very Happy:D:D

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Leitor Re: Análise: Jogo de espelhos, Agatha Christie

Mensagem por Matheus Henrique de Souza em Sex 1 Jun 2012 - 6:21

a história e a autora são fantasticas, mas voçê deveria explorar mais a historia fazendo um resumo e não uma simples sintese.

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Leitor Re: Análise: Jogo de espelhos, Agatha Christie

Mensagem por Rita Pereira em Dom 3 Jun 2012 - 12:20

Matheus, eu não posso fazer nenhum resumo da história: o que o meu professor quer é que a apresentemos e não que desenvolvamos de modo a se perceber o que vai acontecer. Aliás, e com um livro policial é que não se pode mesmo desenvolver muito... por razões óbias não é? ahah
Mas é por isso é que faço sínteses e não resumos! Very Happy
Mas muito obrigada pela opinião Wink

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Leitor Re: Análise: Jogo de espelhos, Agatha Christie

Mensagem por Rita Pereira em Dom 3 Jun 2012 - 12:21

*obvias

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