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Cronicando - Mia couto

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Cronicando - Mia couto

Mensagem por joao martins em Sex 23 Mar 2012 - 13:20

Informação sobre o autor: Mia Couto (Beira, Moçambique, 1955) é um dos escritores moçambicanos mais conhecidos no estrangeiro. António Emílio Leite Couto ganhou o nome Mia do irmãozinho que não conseguia dizer "Emílio". Segundo o Próprio autor a utilização deste apelido tem a ver com a sua paixão pelos gatos e desde pequeno dizia a sua família que queria ser um deles.

Nasceu na Beira, a segunda cidade de moçambique, em 1955. Destingue-se pela particularidade de recriar recriar a língua portuguesa, demonstrando muito a originalidade, inventando palavras.

Resumo: Este Livro reúne algumas das crónicas que Mia Couto escreveu para a imprensa Moçambicana nos últimos dois anos da década de 80, contendo nele alguns inéditos. O livro não tem nenhum "resumo" propriamente dito, visto que se tratam de crónicas adaptadas em conto.
Todos os contos tem algo em comum, o tema sobre a guerra. Em todos os contos Mia couto lança uma mensagem sobre a pobreza da época e dificuldades ultrapassadas por aqueles que viviam nesse tempo. A mendicidade e a miséria estão bem retratados neste livro, assim como a coragem e humildade que as pessoas contraíam umas pelas outras. Nalguns dos contos ainda podemos ler relatos da infância do autor ou da infância no geral, sempre abordada com muito carinho, ternura e esperança.

Conto Preferido:
"O passageiro clandestino" - Aborda a inocência da infância, contando um episódio de uma criança de família humildes que comparece pela primeira vez num aeroporto e, como qualquer criança visiona algo fascinante pela primeira vez, delirou com os aviões e divertiu-se com isso.
Toda essa excitação e excesso de perguntas derivadas daquela curiosidade da infância que todos temos e logo perdemos, a mãe sentia-se constrangida e um tanto envergonhada com toda aquela alegria, ordenando o menino a parar e chegando ao ponto de pedir desculpa aos passantes. O caminho do avião, o menino avista um sapo na pista de descolagem, levando-o a perguntar à mãe se o podia levar, ao que a mãe reagiu novamente com algum pudor. A história termina com Mia Couto a levar o sapo ao menino, pois não aguentou ver tamanha tristeza na cara do tal "passageiro clandestino".

Citação Favorita: "Siga-se o improvérbio: dá-se o braço e logo querem a mão. Afinal, quem tudo perde, tudo quer. Contarei o episódio, evitando juntar o inútil ao agradável. Veremos, no final de contas, que o último a melhorar é aquele que ri". (sangue de avô, manchando a alcatifa - pág: 25).

Comentário: Gostei do livro, não é algo de outro mundo mas tem umas crónicas engraçadas, dá-nos variadas lições de que apesar de toda a guerra, pobreza e todos os derivados desses problemas, as pessoas eram felizes, e faziam sempre por isso. Todos os contos tem uma simbologia, o que desperta bastante a curiosidade para ver o que vem a seguir. É um livro pequeno, fácil de ler.

João Martins, 12ºD

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