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Teresina e seus Amigo-Antonio Candido(prévia)

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Teresina e seus Amigo-Antonio Candido(prévia)

Mensagem por Matheus Henrique de Souza em Sab 10 Nov 2012 - 15:34

Ficha de leitura


Antes de ler o livro


1. Identificação do Livro

1.1. Título- Teresina e Seus Amigos-
1.2. Autor (a-) Antonio Candido
1.3. Editora- PAZ E TERRA-COLEÇÃO LEITURA
1.4. Data da Edição-1996


2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro
Escolhi este livro por que fiquei sabendo por outras pessoas que esse livro tem a história centrada na época do fascismo,do qual gosto muito

Após a leitura do livro


3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos
Antonio Candido de Mello e Souza (Rio de Janeiro, 24 de julho de 1918) é um sociólogo, literato e professor universitário brasileiro. Estudioso da literatura brasileira e estrangeira, possui uma obra crítica extensa, respeitada nas principais universidades do Brasil. À atividade de crítico literário soma-se a atividade acadêmica, como professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
É professor-emérito da USP e da UNESP, e doutor Honório na causa da Unicamp.
Estudos

Tendo concluído os estudos secundários na cidade de Poços de Caldas, Minas Gerais, Antonio Candido ingressou na recém-fundada Universidade de São Paulo em 1937, simultaneamente nos cursos de Ciências Sociais na recém-fundada Faculdade de Filosofia e Letras e Direito, não chegando a colar grau neste último. Nos anos de estudo universitários, conheceu Décio de Almeida Prado, Paulo Emílio Salles Gomes, Florestan Fernandes, Lourival Gomes Machado, Alfredo Mesquita, Ruy Coelho e Gilda de Moraes Rocha - posteriormente chamada Gilda de Mello e Souza, sobrinha de Mário de Andrade e sua futura esposa - com os quais funda a revista Clima, cabendo a Antonio Candido escrever sobre literatura. Graduou-se em 1941 e iniciou sua carreira de professor universitário como professor auxiliar na cátedra de Sociologia II, regida por Fernando de Azevedo. Em 1941 disputou uma vaga de professor de Literatura Brasileira na mesma Universidade, o que, pelas regras então vigentes, garantiu-lhe o título de livre docente em Literatura Brasileira. Obteve o título de doutor em Sociologia em 1954, quando defendeu a tese Os parceiros do Rio Bonito: estudo sobre a crise nos meios de subsistência do caipira paulista.
Política

Paralelo às atividades literárias, Candido militou no Partido Socialista Brasileiro e participou do Grupo Radical de Ação Popular, integrado também por Paulo Emílio Salles Gomes, Germinal Feijó, Paulo Zingg e Antônio Costa Correia, editando um jornal clandestino, de oposição ao governo Getúlio Vargas, chamado Resistência. Posteriormente, participou do processo de fundação do Partido dos Trabalhadores, do qual é filiado até hoje, tendo apoiado a candidatura de Dilma Rousseff em 2010.[1]
Professor

Em 1942 ingressou no corpo docente da Universidade de São Paulo (USP) como assistente de ensino do professor Fernando de Azevedo, na cadeira de Sociologia II, onde foi colega de Florestan Fernandes. A partir de 1943 passou a colaborar com o jornal Folha da Manhã, em que escreveu diversos artigos e resenhou os primeiros livros de João Cabral de Melo Neto e Clarice Lispector.
Em 1945, obteve o título de livre-docente com a tese Introdução ao Método Crítico de Sílvio Romero e, em 1954, o grau de doutor em Ciências Sociais com a tese Parceiros do Rio Bonito, ainda hoje um marco nos estudos brasileiros sobre sociedades tradicionais. Entre 1958 e 1960 foi professor de literatura brasileira na Faculdade de Filosofia de Assis, hoje integrada à Universidade Estadual Paulista.
Em 1961 regressou à USP e, a partir de 1974, torna-se professor-titular de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (assim denominada a partir de 1970) da USP, sendo responsável pela formação de grande parte da intelectualidade nacional, direta ou indiretamente. Entre os seus discípulos estão Antônio Lázaro de Almeida Prado, Fernando Henrique Cardoso, Roberto Schwarz, Davi Arrigucci Jr., Walnice Nogueira Galvão, João Luiz Lafetá e Antônio Arnoni Prado, entre outros.
Aposentou-se em 1978, todavia manteve-se ainda como professor do curso de pós-graduação até 1992, ano em que orientou a última tese, a do crítico mexicano Jorge Ruedas de La Serna [2] e crítico atuante não só na vida literária, como também na política, tendo sido um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Recebeu o Prémio Camões em 1998.
Vida pessoal

Antonio Candido foi casado com Gilda de Mello e Souza, professora de Estética no Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Falecida em 25 de dezembro de 2005, Gilda era sobrinha do escritor Mário de Andrade, cuja obra ela estudou, especialmente em O Tupi e o Alaúde.

3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)
Principais obras
Introdução ao Método Crítico de Sílvio Romero, 1945;
Formação da Literatura Brasileira - Momentos Decisivos - 1957;
Ficção e Confissão, 1956;
O Observador Literário, 1959;
Presença da Literatura Brasileira - 1964 (em colaboração com J. Aderaldo Castello);
Tese e Antítese, 1964;
Parceiros do Rio Bonito, 1964;
Formação da Literatura Brasileira, 1975;
A Educação pela Noite e Outros Ensaios, 1987;
O Discurso e a Cidade, 1993.
4. Conteúdo do Livro

4.1. Gênero Literário-Relato-Histórico
4.2. Assunto (breve síntese)
-A história começa contando sobre como era o lugar onde Teresa (Teresina em italiano) morava. E depois começa contar sobre a família dela que tinha como pai o engenheiro Anacleto Carini , sua mãe Virginia Pasquale, e dos seus irmãos mais velhos,o futuro general Camilo Carini e o agrônomo Anacleto Carini(mesmo nome do pai).Eles eram uma família bem rica e com um status elevado.
Quando Teresina era bem nova sua mãe acaba falecendo, e seu pai que não ficava em casa chamou sua avó que cuidava de Teresina com muita autoridade. Teresina tinha muitos parentes ricos e outros nobres camponeses, mas nem por isso fazia distinção entre eles. Seu pai tinha duas irmãs mais velhas que eram filhas de seu pai com outra mulher.
Era muito ligada ao pai,que no ultimo dia do ano de 1889 acaba morrendo de um câncer na garganta ,causando nela um sofrimento desesperado e inconsolável que permaneceu pela vida inteira.Os seus irmão muito preocupados lhe arranjam um casamento com o violoncelista Guido Rocchi, que era muito apaixonado por ela.Após o casamento os condes pra quem o seu pai trabalhou quase a vida toda, deram de presente 500 liras, o que a deixava muito magoada por não valerem quase nada.
Rocchi era o melhor discípulo do tio dela o maestro Leandro Carini. Após o casamento. os dois que moravam na província de Reggio-Emilia,passaram a morar em Milão,onde Rocchi tocava na orquestra do Scala.
Pouco tempo depois o casal vem ao Brasil numa orquestra de opera no Rio de Janeiro, onde Rocchi reclama muito a queima de fogos dizendo que os brasileiros e os portugueses eram um bando de animais selvagens. Reclamava também da falta de educação do publico que ridicularizavam as apresentações, e jogavam ate objetos nos músicos,e ainda por cima teve o caso da febre amarela que acabou praticamente com toda a companhia e a orquestra.
Teresina e Rocchi não contrariam a febre, só que, devido ao momento de crise no seu país, e algumas boas ofertas de emprego resolver ficar no país por uns tempos. Só que duvido a varias circunstâncias o casal nunca saiu do Brasil. Eles Moraram um tempo em Santos, e depois mudaram pra São Paulo onde se estabeleceram. Em 1906 Rocchi começa a trabalhar como professor de violãocelo na fundação de Conservatório Dramático e Musical, onde vira amigo de Mário de Andrade.
Teresina adorava ler e escrever sobre os movimentos socialistas, tanto que apoiou as escolas operarias e os movimentos grevistas, lutando em muito pelo direito de seu sexo na política e intelectual. No ano de 1910 resolve se separar do marido, pois dizia que ele nunca a amava verdadeiramente e também pelo fato de nunca terem tido filhos. E logo após a separação Teresina vai para Poços de Caudas aconselhados pelo seu grande amigo Francisco Escobar. Rocchi não se coformando com a separação vai pra lá também. Ela nunca mais quis vê-lo após duas tentativas fracassadas de reconciliação; mas se comunicavam às vezes através de cartas. Por lá viveu até sua morte por volta de 1940.
Após a morte de Rocchi, Teresina chorou muito e o fez sepultar num terreno que comprou e onde também seria enterrada; demonstrando que ainda o amava.
Após todos esses momentos Teresina acaba por começar a dar aula de tricô, de italiano e Frances, apesar de ganhar pouco gostava do que fazia. Além de cobrar fazia de graça a maioria das vezes e dava o que tinha a quem pedisse ou precisasse, mesmo ficando sem nada.
Às vezes ela alugava um ou dois quartos da sua casa, só que nunca elas nunca ficavam por muito tempo, pois ela começava as trata-los como anjos no começo, mas depois as expulsava como demônio depois de suspeitar que não a pagariam.Ela também odiava pessoas que apoiassem qualquer ideal do fascismo.
Teresina sempre tinha pelo menos um gato em casa. Afirmava de pé junto que não tinha pulgas e dizia que eles eram antifascistas. E quando outras pessoas se perguntavam como poderia saber que o gato era ela respondia que “os animais são inteligentes. Isso é cientifico”. Na sua casa recebia pessoas pobres e ricas e não fazia distinção nenhuma entre elas tratando como se fossem iguais.
Com tempo de sobra adorava ler poesias tanto que sabia de cor a maioria delas. Sempre que podia argumentava com seus amigos sobre o fanatismo com Maomé de Voltaire. Após conhecer o regime socialista da Rússia começa a apoiar totalmente seus conceitos principalmente os de anticléricalismo (era contra os ideais da igreja).Só que diferente dos outros Teresina não acreditava em religião alguma criando o seu lema marcante”A verdadeira religião é: não ter nenhuma”.Os seus irmãos desaprovavam em muito essa ideia tanto que mandavam varias cartas dizendo para ela que ela deveria acreditar em Deus sim ,Só que ela manda apenas notas com a frase”ainda,não respondi”, não dando a mínima para que falavam.
Em 11 de novembro de 1915 a Liga Operaria Internacional sabendo dos ideais que ela defendia convidaram para se juntar a eles, só que ela não pode ir a liga, deixando uma carta dizendo que eles não respeitam mulheres e que eles deveriam rever totalmente seus conceitos se quisessem começar ser importantes.Ao saber sobre o fascismo começou a escrever,debater contra esse regime,até que ele chegou na sua terra natal.Começou a ficar louca tomando muito vinho e dividi-lo com o seu gato.Depois que viu que esse regime estava por um fio voltou a ficar lúcida,mas agora não sentia mais nenhuma curiosidade sobre assuntos políticos escrevendo trechos sempre tristes para seus amigos.Só em 1947 cansada dessa fase depressiva, voltava a criticar a sociedade em si.
No final, morre em 12 de agosto de 1951,quinze dias antes de completar 88 anos, reclamando,reclamando irritada,dizendo que as enfermeiras conspiravam contra ela .Morreu lutando,sendo a vida inteira uma grande batalhadora,sempre de cabeça em pé.Por ter essa personalidade forte tem em seu tumulo um verso famoso na Itália:
Erta La Fronte... (Sempre de pé)
E renitente al fato.(E relutante aos fatos).

4.3. Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)
Pag 30 cap 2 ”A verdadeira religião é: não ter nenhuma”.
Pag 47 cap 3 Odiava Stalin
”esse monstro com bigodes pingando sangue
Pag 51 cap 3 Sobre trecho do manifesto dos operários:
“Como se pode ler um livro, quando se sai para o trabalho às 7 da manhã e se volta para casa às 11 da noite? Das 24 horas, só nos ficam 8 de repouso que nem bastam para recuperar no sono as forças exaustas! Nós não temos horizontes,ou antes, temos um horizonte sem luz: nascemos para que nos exploren e para morrer nas trevas como brutos”.
4.4. Opinião sobre o livro
Livro com contexto um pouco difícil de entender pelo uso excessivo do contexto histórico, mas tem uma historia bem elaborada.
Daria nota 7.0

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Re: Teresina e seus Amigo-Antonio Candido(prévia)

Mensagem por alexandre(hiro) em Ter 20 Nov 2012 - 12:27

Parabéns pelo trabalho.

Nota 17 (8,5)

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Re: Teresina e seus Amigo-Antonio Candido(prévia)

Mensagem por Matheus Henrique de Souza em Sex 30 Nov 2012 - 3:48

Ao realizar esse trabalho pode perceber o quanto era forte o fascismo e os movimentos operários da época.

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Re: Teresina e seus Amigo-Antonio Candido(prévia)

Mensagem por Thainá Camille de Miranda em Sex 30 Nov 2012 - 4:00

muito legal a historia, parabéns!

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Re: Teresina e seus Amigo-Antonio Candido(prévia)

Mensagem por Karina Oliveira em Sex 30 Nov 2012 - 4:22

Gostei da história,Parabéns Very Happy

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Re: Teresina e seus Amigo-Antonio Candido(prévia)

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