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O Quinze

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O Quinze

Mensagem por Larissa Cristina Raimundo em Sab 20 Abr 2013 - 6:28

Antes de ler o livro


1. Identificação do Livro.


1.1. Título: O Quinze


1.2. Autor(a): Rachel de Queiroz


1.3. Editora: José Olympio


1.4. Data da Edição: 2004





2. Escolha do livro:

2.1. Motivos que levaram à escolha do
livro:
Porque o
livro “O Quinze” chama atenção pelo assunto abordado, por exemplo: a fome, a
miséria, as situações precárias que os retirantes viviam, e a falta de
recursos. Mostrando assim a realidade do nordeste brasileiro.






Após a leitura do livro


3. Contextualização do
Autor

3.1. Alguns dados
biográficos:






















Rachel de
Queiroz nasceu dia 17 de novembro de 1910 e faleceu em 2003, nasceu em
Fortaleza, Ceará.



Em 1927, além de atuar como professora
primária, começou a colaborar no jornal “O Ceará”, com poemas e crônicas.



Tornou-se conhecida, entretanto, com a
publicação de O Quinze, em 1930, quando tinha apenas 20 anos.



Nos anos seguintes militou no Partido
Comunista Brasileiro e em 1937 foi presa por defender ideias esquerdistas.



Dedicou-se depois ao teatro e a crônica jornalística.


Foi a primeira mulher a ingressar na Academia
Brasileira de Letras.



Os quatro romances iniciais de Rachel revelam
intensa um elemento novo, o enfoque psicológico, que dá as personagens uma
dimensão mais humana e completa.






3.2. Outras Obras do(a) Autor(a):


Romance:


- "O
Quinze" (1930)



- "João
Miguel" (1932)



-
"Caminho de Pedras" (1937)



- "As
Três- "Memorial de Maria Moura" (1992)



Crônicas:


- "A
Donzela e a Moura Torta" (1948)



- "O
Brasileiro Perplexo" (1964)



- "O
Caçador de Tatu" (1967)



Teatro:


- "Lampião" (1953)


- "A
Beata Maria do Egito" (1958)






4. Conteúdo do Livro


4.1. Género Literário: Romance

4.2. Assunto (breve síntese): A
história começa com Dona Inácia que rezava e beijava suas duas medalhinhas de
São José, e reza também para que haja chuva. Conceição viu a avó que saiu do
santuário, ela fazia tranças sentada na sua rede, quando disse a avó que havia chegado o fim do mês e não chovia.


Dona Inácia pedia para que a neta tivesse fé,
que São José ainda iria mandar chuva.



Vicente que era um vaqueiro, e cuidava do
gado, mas a situação estava difícil pois faltava recursos, e já nem havia mais
águas no riacho, Vicente ficou impressionado com uma vaca que se chamava
Jandaia que tinha muito carrapato.



Vicente estava conversando com João Marreca e
disse que Dona Maroca deu ordem para abrir as porteiras se caso não chovesse, e
todos iriam ficar sem serviços.



Vicente encostado na porteira, solta o gado
que logo se mistura com os gados de Chico Bento que estava caminhando
lentamente e angustiado.



Chico
Bento estava preocupado, pois estava sem serviço, e conversa com sua mulher
para eles se mudarem, e ela também fica preocupada, pensando a onde eles iriam
morar.



Logo de manha Chico Bento se desfez de seus
gados, e com sua família iria para Fortaleza, mas as passagens haviam
acabado.



Já Chico Bento resolveu viajar com sua
família a pé.



Na primeira noite arranjaram um tapete no
meio da estrada que era feito de carne de bode e as mulheres improvisaram para
acender o fogo e assavam a carne na brasa.



Eles seguiam de viajem naquele calor, e já se
encontravam com muita fome, quando no meio do caminho encontraram uma vaca, que
já estava morta, Chico decide comer esta vaca, pois já havia dois dias que eles
não tinham comido nada, mas sua mulher não deixa eles fazerem isso, porque
tinha medo de que aquele bicho estivesse com alguma doença.



Ele então vende uma rede, em troca de
rapadura e um litro de farinha. Na hora de dormir ele teve que dormir no chão,
porque ele já não tinha mais a rede.



De manhã, Mocinha foi ao Castro, procurar
algum emprego, e volta animada, porque havia conseguido. Josias, filho de Chico
Bento, começou a ficar doente. Estava Josias
caminhando quando entrou numa roça, e arrancou do chão uma raiz, começou a roer
um pedaço, mas como estaca seco e amargo, jogou fora, limpou a boca e voltou ao
encontro de seus pais.



Josias começou a reclamar de dores, ele então
contou a historia para mãe, que ficou assustada. Desesperada, Cordulina foi a
procura de chá, Josias começa a chorar, Chico Bento chega a uma conclusão, Que
seu filho estava envenenado, decidem então leva-lo a uma velha rezadeira, ela
olhou para o garoto e disse que não
tinha mais jeito.



Josias então
foi enterrado à beira da estrada, com uma cruz feitas de dois paus feita
por seu pai.



Cordulina estava muito ruim, eles estavam na
estrada quando Chico Bento ouviu uma cabra, e rapidamente pegou sua faca e a
matou, veio um homem então gritando o chamando de ladrão. Chico Bento pede um
pedaço daquela cabra ao homem, mais ele negou, depois este homem volta atrás no
que disse, e da a Chico e a sua família, as tripas desses animais, e disse a
família, que isso era tudo que poderia fazer por eles. A mulher de Chico
conseguiu a fazer fogo com alguns fósforos que ela tinha em sua saia, e comeram
daquela jeito mesmo.



Vicente vai a cada de dona Inácia , saber
como estava a vida deles, quando Conceição aparece, e ao longo da conversa ela
começa a ver Vicente de outra forma, e a noite não para de pensar nele.



Chico Bento desde aquela última noite, começou
a procurar seu filho Pedro, a família pensou que ele poderia já estar em
Acarapé, eles então saíram perguntando pelo garoto, mas voltaram sem noticias,
a única coisa que eles souberam é que o menino poderia ter ido embora com outra
pessoa, o delegado arranjou então a passagem para aquela família, entraram no
trem e chegaram na estação do Matadouro.



Chegando lá Cordulina se acomoda como pode
embaixo de um cajueiro, deu farinha e um quarto de rapadura para as crianças.
Duquinha já dormia.



Conceição andava por lá, e reconhece-os e
lembra também da ultima vez que viu Cordulina gorda, e esperava seu afilhado
Duquinha, Chico bento era bem saudável. Conceição chega até eles começam a conversar, e diz que arrumara um
lugar para eles morarem.



O trem para e Vicente já é esperado pelas
irmãs, Alice e Lurdinha perguntam como foi de viagem, e como Conceição e Dona
Inácia estavam. Mariinha Garcia sobe no trem onde Vicente estava, e ele sem
disfarçar fica olhando para suas pernas dela, e ele percebe também como elas
tem os olhos lindos e uma graça no riso, ela depois de algum tempo já dentro
daquele bonde, sai e da tchau para Alice e Lurdinha.



Conceição arrumou passagens para Chico e sua
família ir para São Paulo, tentar uma vida melhor. Cordulina e Chico Bento
decidem dar o Duquinha para Conceição, porque se ele ficasse com os pais,
talvez morreria de fome, ele já estava doente. E Cordulina não queria perder
mais um filho.



O mês de setembro já havia acabado, com o
calor e uma enorme miséria chegou outubro, com São Francisco, e sua procissão
que não tinha fim, feito por retirantes, que seguiam o pálio preto do bispo.
Eles entoavam uma canção em adoração ao santo. Chegou então o mês de novembro
ainda mais seco e miserável. Conceição estava lendo seu livro, quando dona
Inácia chega e questiona a neta, dizendo que no tempo dela as moças só liam
romances que o padre mandava. E Conceição lia um livro serio de estudo, que
tratava sobre a questão feminina, da situação das mulheres na sociedade, dos
direitos maternais e outros problemas. Quando dona Inácia sai da sala,
Conceição reabre seu livro e continua sua leitura.



Depois disso Conceição passava quase o dia
todo no Campo de concentração, ajudando a tratar dos retirantes, Dona Inácia as
vezes ia ajudar a neta.



Enfim... Caiu a primeira chuva de dezembro.
Dona Inácia suplicava a todos os santos que aquele fosse um bom começo, já
Conceição ficava encostada no vidro, vendo a queda da água, Maria falava, que
era o inverno, já Vicente que dormia acorda assustado com o barulho da chuva,
não acreditando, abre a janela e fica observando a chuva.



Um ano... Dois anos... Três anos... A banda
de música atacou os últimos compassos do dobrado. Já fazia tempo que em
Queixadá não havia uma quermesse de natal tão animada. Nesta festa Conceição
fica por um bom tempo conversando com o novo dentista da terra. Conceição
interrompeu a conversa para ir embora pois dona Inácia estava chamando-a.
Chegando em frente à calçada da prima, onde a avó a esperava, Duquinha corre em
direção a Conceição e pede dinheiro para comprar um navio de papel. Conceição
passa a mão suavemente pela cabeça de Duquinha lembrando as vezes que ela lhe
serviu de mãe. O barulho de um cavalo soou na rua, recolhendo Vicente. Conceição
o viu, passando a galope, como se fosse um vulto sombrio.


4.3. Citações favoritas (se
necessário, explicadas no contexto):



. Tocadores
de viola que rodeavam, um cego, que cantava numa melopeia cansada e triste:



Ninguém sabe
o que padece



Quem sua
vista não tem!...



Não poder nunca
enxergar



Os olhos de
quem quer bem!...






. Um
vaqueiro com os olhos abertos num jeito heroico declamou a Vicente com uma voz
pastosa:



- Palmatória
quebra dedo,



Chicote
deixa vergão



Cacete
quebra costela



Mas não
quebra opinião!...






. O cego da
viola cantava, para Chico Bento, Conceição, Cordulina, e para seu auditório
esmolambado:



No céu entra
quem merece



No mundo
Vale que tem...



....................................


Eu como
tenho vergonha



Não peço
nada a ninguém...



Que me
parece quem pede



Ser cativo
de quem tem...






4.4. Opinião sobre o livro:


O Quinze, título do romance de estreia (1930), se refere a
grande seca de 1915, de que Rachel tanto ouviu falar.



Conceição convence dona Inácia a partirem,
Vicente quer ficar e salvar o gado. Dona Maroca manda soltar o gado, Chico
Bento vende as reses da parte com a família.



As dificuldades eram tantas, que o caminhar
a pé esta relacionado a demora e sofrimento.



Rachel consegue fazes com o que a obra
embora seja ficcional se torna verosimel, que está ligado a fatores reais.
Convencendo o leitor da autencidade que ela virou. O Quinze, há duas ações que
ocorrem ao mesmo tempo. O retirante que sofre com a seca e também a outro fato
que chama atenção entre Conceição e Vicente, que é um amor irrealizável.



Sua obra apresenta realidades concretas e
nítidas. O sertão nordestino, com a seca que tanto atormenta sua população.



A obra pertence ao período do Modernismo
uma das características que aparece é uma espécie de outra face do modernismo-
a da paisagem social e humana de um Brasil embrutecido.



Aparece também na obra o regionalismo que
busca compreender e valorizar as características étnicas, linguísticas, sociais
e culturais que marcam as regiões do país e diferenciam uma das outras; também
os espaços nacionais que despertam no litoral e nas regiões: sul, nordeste e
centro- oeste.



Daí a
nova atitude que o romance assume em frente ao drama dos retirantes da seca,
que é uma perspectiva. Também alguns temas que entram na obra é política de
maior importância da época, entre eles a afirmação da mulher (no caso da protagonista
Conceição) naquele contexto difícil e sabidamente adversos.


Apresentado por: Larissa Cristina Raimundo
Camila Amorim da Silvia
Leonardo Narducci Valente
Cíntia Akemi

Larissa Cristina Raimundo
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Re: O Quinze

Mensagem por alexandre(hiro) em Ter 24 Set 2013 - 20:48

Um bom trabalho.

Nota 14 (7.0)

alexandre(hiro)
"Best Seller"


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