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>> Senhora <<

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Leitor >> Senhora <<

Mensagem por ***Kmila*** em Dom 25 Nov 2007 - 8:35

Título: Senhora

Autor: José de Alencar

Editora: IBEP-INST. BRAS. ED. PEDAGOGICAS LTDA

Edição: 2004



Motivos que levaram à escolha do livro:

Escolhemos este por ser um bom livro literário e porque amigos e conhecidos também sempre indicavam para nós.

José de Alencar




Biografia:

José de Alencar, advogado, jornalista, político, orador, romancista e teatrólogo, nasceu em Mecejana, CE, em 1o de maio de 1829, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de dezembro de 1877. É o patrono da Cadeira n. 23, por escolha de Machado de Assis.

Em 1856, publica o seu primeiro romance conhecido: Cinco minutos. Em 1857, mostra-se um escritor mais maduro com a publicação, em folhetins, de O Guarani, que lhe granjeou grande popularidade. Daí para frente escreveu romances indianistas, urbanos, regionais, históricos, romances-poemas de natureza lendária, obras teatrais, poesias, crônicas, ensaios e polêmicas literárias, escritos políticos e estudos filológicos. A parte de ficção histórica, testemunho da sua busca de tema nacional para o romance, concretizou-se em duas direções: os romances de temas propriamente históricos e os de lendas indígenas. Por estes últimos, José de Alencar incorporou-se no movimento do indianismo na literatura brasileira do século XIX, em que a fórmula nacionalista consistia na apropriação da tradição indígena na ficção, a exemplo do que fez Gonçalves Dias na poesia.



Outras obras do autor:

~> Cinco minutos (1857)

~> O Guarani (1857)

~> A Viuvinha (1860)

~> Lucíola (1862)

~> Diva (1864)

~> As Minas de Prata (1865)

~> Iracema (1865)

~> A Pata da Gazela (1870)

~> O Gaúcho (1870)

~> O Tronco do Ipê (1871)

~> Sonhos d’Ouro (1872)

~> Til (1872)

~> Alfarrábios (1873)

~> Guerra dos Mascates (1873)

~> Ubirajara (1874)

~> Senhora (1875)

~> O Sertanejo (1875)

~> Encarnação (1893, póstumo)



Gênero: Romance

Síntese:

Fernando Seixas, um rapaz pobre, mas ambicioso de subir na escala social, é namorado de Aurélia, moça também humilde e órfão de pai. Passando por apuros financeiros, Seixas aceita, por um dote de trinta contos, a proposta de casamento com Adelaide Amaral. Mas o destino prepara-lhe uma peça: Aurélia, a noiva preterida, recebe um inesperada herança do avô paterno e torna-se uma das mais disputadas moças do Rio de Janeiro.

Dividida entre o amor e o orgulho ferido, ela encarrega seu tutor, o tio Lemos, de negociar seu casamento com Fernando por um dote de cem contos. O acordo realizado inclui, como uma de suas cláusulas, o desconhecimento da identidade da noiva por parte do contratado até as vésperas do casamento. Na noite de núpcias Aurélia pôde completar seu plano, humilhando o marido comprado e impondo-lhe as regras da convivência conjugal: em casa seriam dois estranhos; para a sociedade fingiriam a felicidade de um casal perfeito. Fernando submete-se às determinações de sua senhora, mas readquire seu orgulho e põe-se a trabalhar para reunir o dinheiro necessário ao seu resgate.

No final, quando devolve o dote a Aurélia, ela lhe mostra o testamento que fizera no dia do casamento, nomeando-o seu herdeiro universal. É a prova de seu amor. Estão ambos redimidos de seus erros. “As cortinas cerram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores, cantam o hino misterioso do santo amor conjugal.



Curiosidades:

  • Senhora, também foi telenovela brasileira produzida e exibida pela Rede Globo em 1975.
  • Senhora, filme de 1976.




Citações:

Há anos raiou no céu uma nova estrela.

Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro; foi proclamada a rainha dos salões.

Tornou-se a deusa dos bailes; a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade.



A partir dessa sua introdução, o livro ressalta várias vezes essa sua característica de mulher marcante, principalmente entre os homens que a disputam, como mostra esta frase.



- Sr. Lemos, disse a moça pausadamente e trepassando com um olhar frio a vista perplexa do velho; completei dezenove anos; posso requerer um suplemento de idade mostrando que tenho capacidade para reger minha pessoa e bens; com maioria de razão obterei do juiz de órfãos apesar de sua oposição, um alvará de licença para casar-me com quem eu quiser. Se estes argumentos jurídicos não lhe satisfazem, apresentarei um que me é pessoal.



E os resultados de sua segurança (Aurélia) são claramente percebidos nesta frase de Lemos.



Opinião:

Por nós já foi lido uns três livros de José de Alencar.. e como sempre.. as obras literárias dele são muito boas!!!



(Camila S., Erika, Isys e Mábili)




***Kmila***
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Leitor Re: >> Senhora <<

Mensagem por Ana em Dom 25 Nov 2007 - 11:02

Gostei da vossa apresentação, principalmente da síntese da história. Dou-lhe 15,5.
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