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Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

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Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Mensagem por Lais em Seg 21 Abr 2008 - 10:32

1. Identificação do Livro

1.1. Título: Memórias Póstumas de Brás cubas
1.2. Autor(a):Machado De assis
1.3. Editora: Gold Editora Ltda
1.4. Data da Edição: 2004


2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro


Uns dos motivos que nos levou ler o livro foi o autor, pois as obras de Machado de Assis são muito boas, esse livro requer uma atenção maior já que o narrador é um "defunto autor."

Após a leitura do livro


3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos



Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, considerado um dos mais importantes nomes da literatura desse país e identificado, pelo crítico Harold Bloom, como o maior escritor negro de todos os tempos.Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente, também chamada de Casa de Machado de Assis.
Machado de Assis inaugura em 1881, com "Memórias Póstumas de Brás Cubas", o Realismo no Brasil. Sua obra é focada na análise interior dos personagens, seu comportamento e suas individualidades. Neste ponto, o escritor diferencia-se de outros romancistas de seu tempo, que preferem retratar o espaço externo e a sociedade vinculada a um determinado ambiente."Memórias Póstumas" é lançado em um período histórico no Brasil, marcado por debates político-sociais de grande magnitude, pelos movimentos republicanos contrários à monarquia e por campanhas abolicionistas em prol fim do regime escravocrata.

3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)
Comédia
Desencantos, 1861.
Poesia
Crisálidas, 1864.
Romance
Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881.
Dom Casmurro, 1899.
Conto:
Relíquias de casa velha, 1906.
Teatro
A semana, 1914/1937.



4. Conteúdo do Livro

4.1. Género Literário: Romance

4.2. Assunto (breve síntese)


Morto, Brás Cubas a começa contar a sua história de vida. Escolhe iniciar a narrativa pelo fim, ou seja por sua morte, por julgar que não é necessário seguir a ordem temporal dos eventos. Descreve seu enterro e dá uma breve explicação sobre a razão de sua morte ,uma pneumonia contraída enquanto dedicava-me ao invento de um medicamento sublime, o emplasto Brás Cubas, para curar a melancólica humanidade.
O nascimento do narrador é descrito nos capítulos 9 ("Transição") e 10 ("Naquele dia"). A influência que recebe de seus familiares durante a infância é tratada no capítulo 11("O menino é pai do homem").
Seus amores e envolvimentos afetivos com Marcela, Eugênia, Virgília e Eulália aparecem ao longo do romance. Marcela, a dama espanhola, uma prostituta de luxo foi seu primeiro grande amor. Mas para superar esse relacionamento o pai de Brás de Cubas envia o filho para estudar direito em Coimbra.
O regresso da Europa acontece quando fica sabendo que sua mãe está doente, ela morre logo em seguida. De volta ao Brasil, Brás Cubas tem um envolvimento passageiro com Eugênia.
É com Virgília, porém, que mantém um relacionamento mais duradouro. Noivos por um certo período ele perde a amada para um jovem candidato á próspera carreira política , Lobo Neves. Ainda solteira , Brás Cubas torna-se amante de Virgília, formando um triângulo amoroso.Brás Cubas e Virgília contam com o auxílio de Dona Plácida para manter o caso extraconjugal em sigilo. O envolvimento é rompido quando ela perde a criança que estava esperando, fruto dessa relação adulterina.
Quando o pai de Brás Cubas morre, a herança é motivo de desavenças entre Brás e sua irmã Sabina. O desentendimento entre os dois acaba e Sabina apresenta Eulália , ou nhã-loló, a Brás Cubas na tentativa de arranjar uma esposa para o irmão. Mas o protagonista estava mesmo destinado a permanecer solteiro, pois a moça morre vítima de uma epidemia (febre amarela).
Nesse meio tempo, aparece Quincas Borba, um pobre colega de infância que aproveita para roubar o relógio de Brás Cubas.Quincas que recebera uma herança e, de mendigo, transforma-se em um filósofo que se propaga a doutrina do Humanitismo. Porém, o destino dessa amizade era o fracasso, porque logo ficam evidentes os sinais da loucura de Quincas Borba.
Com a loucura do amigo, Brás Cubas, bastante desiludido, decide tentar a carreira política e acredita poder conquista a fama com a invenção de um emplasto para curas a hipocondria.
Com o passar dos anos, morrem as pessoas próximas, entre elas Marcela, Quincas Borba, Dona Plácida e Lobo Neve. Ironicamente, Brás Cubas morre depois de tomar chuva enquanto trabalhava no seu invento medicamentoso. Morto, decide escrever o livro de sua vida.


4.3. Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)

" Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembraça estas memórias póstumas."

"Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não conheci o casamneto.Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto(...) Ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."


4.4. Opinião sobre o livro


A história, como pode se notar, não tem nada de excepcional. Na verdade, o que merece estudo e atenção nesse livro é a composição das personagens, o modo detalhista e atento como machado de Assis nos apresenta os membros da alta sociedade do Segundo Reinado.
Para ficarmos apenas com o protagonista, é impressionante observar a arrogância e o grande poder que constituem os traços fundamentais do caráter de Brás Cubas. Diferentemente do que se esperaria de um narrador protagonista, ele nos revela os piores traços de sua personalidade, "liberados" das conseqüências por sua cômoda posição de defunto autor, que não tem mais nada a perder porque já está morto.De modo o autor nos surpreende com um retrato fiel e sem retoques de um membro da elite brasileira. Ao apresentar Brás Cubas em toda a sua falta de vergonha e arrogância, o que percebemos é que esse era o comportamento daqueles que ocupavam as altas posições em nossas sociedades e, através dele, somos forçados a encarar, sem nenhum cuidado, o retrato de nossa própria miséria humana.



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Última edição por Lais em Sex 25 Abr 2008 - 8:13, editado 3 vez(es)
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Re: Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Mensagem por Lais em Sex 25 Abr 2008 - 8:06

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Re: Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Mensagem por Ana em Sab 26 Abr 2008 - 5:27

Olá Very Happy

Gostei muito da vossa apresentação. A nota que lhe dou é 16,5.

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Re: Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Mensagem por Rute em Dom 27 Abr 2008 - 6:14

apresentação muito boa sim! doua mesma nota da ana =)
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Re: Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

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