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seara vermelha

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seara vermelha

Mensagem por vanessa em Sex 25 Abr 2008 - 7:30

Identificação do livro

1.1 Título; Seara Vermelha.

1.2 Autor; Jorge Amado.

1.3 Editora; Record.

1.4 Data de Edição; 1977.



2 Escolha do Livro

2.1 Motivos que levaram á escolha do livro; Pelo título que achei interessante.

3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos



Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agosto de 1912 — Salvador, 6 de agosto de 2001) é um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos. Existem dúvidas sobre o exato local de nascimento de Jorge Amado. Alguns biógrafos indicam que o seu nascimento se deu na Fazenda Auricídia, à época município de Ilhéus. Mais tarde as terras da fazenda Auricídia ficaram no atual município de Itajuípe, com a emancipação do distrito ilheense de Pirangy. Entretanto, é certo que Jorge Amado foi registrado no povoado de Ferradas, pertencente a Itabuna. No ano seguinte ao de seu nascimento, uma epidemia de varíola obriga a família a deixar a fazenda e se estabelecer em Ilhéus, onde viveu a maior parte da infância, que lhe serviu de inspiração para vários romances.

Foi para o Rio de Janeiro, então capital da república, para estudar na Faculdade de Direito da então Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a década de 1930, a faculdade era um pólo de discussões políticas e de arte, tendo ali travado seus primeiros contatos com o movimento comunista organizado.

Foi jornalista, e envolveu-se com a política ideológica, tornando-se comunista, como muitos de sua geração. São temas constantes em suas obras os problemas e injustiças sociais, o folclore, a política, crenças e tradições, e a sensualidade do povo brasileiro - contribuindo assim para a divulgação deste aspecto de nossa gente.

Suas obras são umas das mais significativas da moderna ficção brasileira, com 49 livros, propondo uma literatura voltada para as raízes nacionais. Em 1945, foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), o que lhe rendeu fortes pressões políticas.

Era casado com Zélia Gattai, também escritora, e que o sucedeu na Academia Brasileira de Letras. Com ela teve dois filhos: João Jorge, sociólogo, e Paloma.

Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952). Escritor profissional, viveu exclusivamente dos direitos autorais dos seus livros. Na década de 1990, porém, viveu forte tensão e expectativa de um grande baque nas economias pessoais, com a falência do Banco Econômico, onde tinha suas economias. Não chegou porém a perder suas economias, já que o banco acabou socorrido pelo Proer, controvertido programa governamental de auxílio a instituições financeiras em dificuldades. O drama pessoal de Jorge Amado chegou a ser utilizado pelo lobby que defendia a intervenção no banco, para garantir os ativos dos seus correntistas.

3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)
o país do carnaval (1931); Cacau (1933); Suor (1934); Jubiabá (1935); Mar Morrto (1936); Capitães da Areia (1937); A estrela do mar (1938); O cavaleiro da Esperança (1942); Terras do sem fim (1943); São Jorge dos Ilhéus (1944); Seara Vermelha (1946); O amor do soldado (1947); Os subterrâneos da liberdade (1954); Gabriela, cravo e canela (1958);(...) Dona Flor e seus dois maridos (1966) (...)

4. Conteúdo do Livro

4.1. Género Literário: Romance
4.2. Assunto (breve síntese)


Novo proprietário da fazenda do sertão do Nordeste baiano despede sumariamente todos os agregados ali existentes, admitidos pelo antecessor, o velho Jerônimo e sua mulher Jucundina, moradores radicados nas terás havia 20 anos. Sem a outra opção, decide emigrar em busca do estado de São Paulo, e colocando em trouxas todos os seus pertences. Levando jumento Jeremias que ali em diante as trouxas é com ele partem a pé os 11 parentes e Jerônimo e a mulher, os dois filhos (o Agostinho e Marta), os netos (Tonho, Noca e Ernesto), a ainda criança Zefa e seu irmão João Pedro com a família, Dina e Gertrudes. Ali começou a grande viagem de espantos, eles jamais haviam se afastado daquele lugar.

A família enfrentou grandes perigos, doenças, luto, sede e e fome, até atingirem Juazeiro, onde no caminho sofreu grandes transtornos com as mortes.

Embarcaram no navio em demanda a Pirapora pelo rio São Francisco. Ali chegaram em péssimas condições, então acomodaram-se em uma fazenda de café, onde só restou Jerônimo, Jundina, João Pedro e o garoto Tonho, pois os outros haviam morrido no caminho.

A segunda parte desse romance destaca os três filhos homens de Jerônimo e Jucundina ( José, João e Juvêncio) que haviam deixado a casa na fazenda nordestina antes de seus pais.

João, o primogênito tinha deixado o campo para virar praça na Força Policial do Estado, sendo posteriormente engajado a tropa mandada ao sertão para liquidar o acampamento do beato Estevão. Mas para defendê-lo, o célebre bandido Lucas Arvoredo, em cujo bando atuava Zé Trovoada, que não era outro, senão José, o segundo filho de Jerônimo, que ainda jovem abandonara o lar paterno e se fizera cangaceiro. Ao se dar o assalto da força pública contra o acampamento dos fanáticos penitentes, em meio a confusão de gritos, como animais em fúria, a intensa fuzilaria fez como vítima também José, que foi mortalmente atingido e logo em sua percepção os ruídos se tornaram baixinhos, uma nuvem em seus olhos; a última coisa que viu foi “perfeitamente visto, era a face de seu irmão disparando o fuzil”.

O terceiro filho, Juvêncio deixou os pais ainda adolescentes a busca do mundo distante, tendo se alistado na polícia militar de um Estado Vizinho, e logo foi incorporado ao Batalhão de partida para sufocar a revolução Constitucionalista em São Paulo, onde depois de tudo apaziguado ingressava no Exército, indo servir em Mato Grosso. De Campo, já promovido Cabo, vai para um posto de fronteira com a Colômbia, em que, em condições desesperadoras, assume o comando do sitiado posto, semidizimado, sistematizas caçados para o abastecimento com as novas tropas, mantém resistência aos silvículas até chegar a expedição de socorro. Transferido para Natal, conhece Lurdes e participa do levante comunista dos seus líderes.

Preso após a sedição é condenado a cumprir no presídio em Ilha Grande, onde se casa por procuração com Lurdes. Aí recebe a visita da velha mãe viúva, vinda de São Paulo em companhia do Velho Tonho, com quem futuramente, após a anistia, participará efetivamente da Militância Comunista no Brasil.
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