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O Alienista de Machado de Assis

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O Alienista de Machado de Assis

Mensagem por julia carolini em Ter 1 Jul 2008 - 15:14


1.Identificação do Livro.

1.1. Título: O Alienista

1.2. Autor: Machado de Assis

1.3. Editora: COC

1.4. Data de edição: Ano de 2003






2. Escolha do Livro



2.1. Motivos que levaram a escolha do livro:

O motivo que levou a escolha do livro foi pelo fato de que Machado de Assis foi um grande escritor brasileiro, considerado um dos mais importantes nomes da literatura desse país.



3.Contextualização do Autor.

3.1.Alguns dados Biográficos:

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, considerado um dos mais importantes nomes da literatura desse país e identificado, pelo crítico Harold Bloom, como o maior escritor afro-descendente de todos os tempos.

De sua vasta obra, que inclui ainda poesias, peças de teatro e crítica literária, destacam-se o romance e o conto. É considerado um dos criadores da crônica no país, além de ser importante tradutor, vertendo para o português obras como Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo e o poema O Corvo, de Edgar Allan Poe. Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente, também chamada de Casa de Machado de Assis.


3.2. Outras Obras do Autor:


Continua...

.Julia Carolini e Rafael Hideki


Última edição por julia carolini em Ter 1 Jul 2008 - 15:21, editado 1 vez(es)
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O Alienista de Machado de Assis

Mensagem por julia carolini em Ter 1 Jul 2008 - 15:19

Continuação...

4. Conteúdo do Livro

4.1. Genero Literario:

Conto

4.2. (Assunto) Breve síntese:

Simão Bacamarte, o grande médico, escolheu Itaguaí para seu universo, preterindo os grandes centros do saber europeu. Radicando-se na terra natal, ele se casa com uma viúva de limitados dotes físicos, em quem o médico vira os atributos de saúde necessários para lhe dar uma prole saudável... Dona Evarista frustra as previsões e não lhe dá filhos...
Doutor Bacamarte elegeu para suas atenções científicas o recanto psíquico e resolveu solicitar à Câmara de Itaguaí permissão para instalar na cidade uma casa de orates. A Câmara votou o imposto necessário, para financiar o tratamento dos necessitados, e a Casa Verde, assim chamada pela cor de suas janelas, foi inaugurada com muita pompa.
Os primeiros alienados começaram a povoar o hospício... No início, poucos; depois, em número maior. Dona Evarista sentiu-se preterida, e o sábio marido enxergou-lhe a dor... Compensou-lhe com uma viagem ao Rio de Janeiro... e Bacamarte continuou seus estudos, sua dedicação aos loucos que afluíam à Casa Verde.
Crispim Soares, o boticário, era amigo e confidente do alienista. Certa feita, o doutor o mandou chamar. Crispim, cuja mulher viajara com d. Evarista, ficou preocupadíssimo e correu à Casa Verde. Simão lhe confidenciara algo mais importante: trata-se de uma experiência, mas uma experiência que vai mudar a face da terra. A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente.
Simão Bacamarte, o grande médico, escolheu Itaguaí para seu universo, preterindo os grandes centros do saber europeu. Radicando-se na terra natal, ele se
casa com uma viúva de limitados dotes físicos, em quem o médico vira os atributos de saúde necessários para lhe dar uma prole saudável... Dona Evarista frustra as previsões e não lhe dá filhos...
Doutor Bacamarte elegeu para suas atenções científicas o recanto psíquico e resolveu solicitar à Câmara de Itaguaí permissão para instalar na cidade uma casa de orates. A Câmara votou o imposto necessário, para financiar o tratamento dos necessitados, e a Casa Verde, assim chamada pela cor de suas janelas, foi inaugurada com muita pompa.
Os primeiros alienados começaram a povoar o hospício... No início, poucos; depois, em número maior. Dona Evarista sentiu-se preterida, e o sábio marido enxergou-lhe a dor... Compensou-lhe com uma viagem ao Rio de Janeiro... e Bacamarte continuou seus estudos, sua dedicação aos loucos que afluíam à Casa Verde.
Crispim Soares, o boticário, era amigo e confidente do alienista. Certa feita, o doutor o mandou chamar. Crispim, cuja mulher viajara com d. Evarista, ficou preocupadíssimo e correu à Casa Verde. Simão lhe confidenciara algo mais importante: trata-se de uma experiência, mas uma experiência que vai mudar a face da terra. A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente.
O padre Lopes, a quem o alienista também expôs a nova teoria, ponderou que os limites entre a razão e a loucura estavam bem delimitados.
A partir daí, instala-se o terror na cidade. A população assistiu, pasmada, ao recolhimento de Costa. Justamente ele, uma pessoa tão querida... Seu defeito era dissipar a herança recebida de um tio. Um louco perfeito!, segundo a teoria em prática. Uma prima do Costa foi interceder por ele. E a pobre senhora, feita a defesa, acabou sendo recolhida à Casa Verdade. Foi a última pessoa que intercedeu por Costa. Muitos outros seriam recolhidos...
Pobre Mateus! Ficara rico com albardas e construiu uma casa suntuosa, cuja beleza vivia contemplando. Além disso, gostava de que o contemplassem, quando ficava à janela de sua casa. Foi recolhido!! Literalmente, implantou-se o terror. Um médico sem clínica chamou a Casa Verde de cárcere privado, e a opinião pegou e espalhou rapidamente.
Esperava-se ansiosamente por d. Evarista, na esperança de que ela minimizasse a fúria da ciência. Ledo engano!... Martim Brito fez um discurso em homenagem à ilustre dama, enfatizando, que, na criação dos homens, Deus quis vencer a Deus e criou d. Evarista. O alienista viu ali um caso típico de lesão cerebral, e o moço foi recolhido...
A essa altura, Bacamarte era considerado um déspota. A rebelião era iminente. Lideradas pelo barbeiro Porfírio, cerca de trinta pessoas levaram uma representação à câmara, que negou qualquer interferência em assunto de natureza científica.
Os revoltosos partem para Casa Verde, com a intenção de destruí-la.
Simão Bacamarte, sereno e eloqüente, dissertou sobre a seriedade da ciência , enfatizando que seus atos só seriam explicados aos mestres e a Deus, jamais a leigos ou a rebeldes. A eloqüência do alienista arrefeceu os ânimos, mas o barbeiro conseguiu manter o estado de exaltação. Chega o regimento dos dragões para preservar a legalidade.
Contrariando as expectativas, Porfírio procurou uma conciliação com a ciência. Conversou com o alienista e solicitou um alvitre intermediário capaz de sossegar a população. Cinco dias depois, vários aclamadores do novo governo foram trancados na Casa Verde. Outro barbeiro, João de Pina, denunciava que Porfírio havia se vendido ao ouro de Simão Bacamarte.
João de Pina assume o poder, mas o governo do vice-reino mandou reforços que restabeleceram a antiga ordem em Itaguaí. A Casa Verde, novamente sob a proteção do poder instituído, continuou abrigando os loucos de Itaguaí. Desta festa, o barbeiro Porfírio, Crispim Soares, overeador Sebastião de Freitas e tantos outros foram recolhidos ao hospício.
Tudo era loucura. Até mesmo d. Evarista, em quem o alienista enxergara uma certa mania suntuária, fora recolhida ao hospício.
Certo dia, a população ficou assombrada. O alienista oficiara à câmara que os loucos iam ser libertados. Ele concluíra que quatro quintos da população estavam alojados na Casa Verde.
Concluía o alienista que o normal e exemplar era o desequilíbrio e que se deveriam considerar como patológicos os casos em que houvesse equilíbrio ininterrupto das faculdades mentais. Houve muitas festas para comemorar o retorno dos antigos reclusos.
Passaram-se cinco meses e a Casa Verde alojava umas dezoito pessoas. Eram poucos os loucos, o que confirmava a nova teoria... O médico não afrouxava.
Nessa nova fase, as curas foram pasmosas, segundo registram os cronistas. Os loucos eram agrupados em classes, segundo a perfeição moral predominante. Em uma pessoa que padecesse de modéstia, por exemplo, ele aplicava uma medicação que lhe incutisse o sentimento oposto. A cura não seria apenas a descoberta do desequilíbrio do cérebro? Em Itaguaí não havia nenhum cérebro organizado? Simão Bacamarte, aflito, reuniu os amigos, que apontaram nele as virtudes de um cérebro perfeito. interceder por ele. E a pobre senhora, feita a defesa, acabou sendo recolhida à Casa Verdade. Foi a última pessoa que intercedeu por Costa. Muitos outros seriam recolhidos...
Pobre Mateus! Ficara rico com albardas e construiu uma casa suntuosa, cuja beleza vivia contemplando. Além disso, gostava de que o contemplassem, quando ficava à janela de sua casa. Foi recolhido!! Literalmente, implantou-se o terror. Um médico sem clínica chamou a Casa Verde de cárcere privado, e a opinião pegou e espalhou rapidamente.
Esperava-se ansiosamente por d. Evarista, na esperança de que ela minimizasse a fúria da ciência. Ledo engano!... Martim Brito fez um discurso em homenagem à ilustre dama, enfatizando, que, na criação dos homens, Deus quis vencer a Deus e criou d. Evarista. O alienista viu ali um caso típico de lesão cerebral, e o moço foi recolhido...
A essa altura, Bacamarte era considerado um déspota. A rebelião era iminente. Lideradas pelo barbeiro Porfírio, cerca de trinta pessoas levaram uma representação à câmara, que negou qualquer interferência em assunto de natureza científica.
Os revoltosos partem para Casa Verde, com a intenção de destruí-la.
Simão Bacamarte, sereno e eloqüente, dissertou sobre a seriedade da ciência , enfatizando que seus atos só seriam explicados aos mestres e a Deus, jamais a leigos ou a rebeldes. A eloqüência do alienista arrefeceu os ânimos, mas o barbeiro conseguiu manter o estado de exaltação. Chega o regimento dos dragões para preservar a legalidade.
Contrariando as expectativas, Porfírio procurou uma conciliação com a ciência. Conversou com o alienista e solicitou um alvitre intermediário capaz de sossegar a população. Cinco dias depois, vários aclamadores do novo governo foram trancados na Casa Verde. Outro barbeiro, João de Pina, denunciava que Porfírio havia se vendido ao ouro de Simão Bacamarte.
João de Pina assume o poder, mas o governo do vice-reino mandou reforços que restabeleceram a antiga ordem em Itaguaí. A Casa Verde, novamente sob a proteção do poder instituído, continuou abrigando os loucos de Itaguaí. Desta festa, o barbeiro Porfírio, Crispim Soares, overeador Sebastião de Freitas e tantos outros foram recolhidos ao hospício.
Tudo era loucura. Até mesmo d. Evarista, em quem o alienista enxergara uma certa mania suntuária, fora recolhida ao hospício.
Certo dia, a população ficou assombrada. O alienista oficiara à câmara que os loucos iam ser libertados. Ele concluíra que quatro quintos da população estavam alojados na Casa Verde.
Concluía o alienista que o normal e exemplar era o desequilíbrio e que se deveriam considerar como patológicos os casos em que houvesse equilíbrio ininterrupto das faculdades mentais. Houve muitas festas para comemorar o retorno dos antigos reclusos.
Passaram-se cinco meses e a Casa Verde alojava umas dezoito pessoas. Eram poucos os loucos, o que confirmava a nova teoria... O médico não afrouxava.
Nessa nova fase, as curas foram pasmosas, segundo registram os cronistas. Os loucos eram agrupados em classes, segundo a perfeição moral predominante. Em uma pessoa que padecesse de modéstia, por exemplo, ele aplicava uma medicação que lhe incutisse o sentimento oposto. A cura não seria apenas a descoberta do desequilíbrio do cérebro? Em Itaguaí não havia nenhum cérebro organizado? Simão Bacamarte, aflito, reuniu os amigos, que apontaram nele as virtudes de um cérebro perfeito. O padre Lopes enfatizou que ele reunia inúmeras qualidades, realçadas pela modéstia. Foi a gota d'água.
Simão Bacamarte recolheu-se à Casa Verde. Reunia em si a teoria e a prática. Em vão, a mulher, em lágrimas, o chamou. Dali a dezessete meses, o alienista morreu e foi enterrado com pompa e solenidade




4.3. Citações Favoritas (se necessário explicadas no contexto)

O padre Lopes, a quem o alienista também expôs a nova teoria, ponderou que os limites entre a razão e a loucura estavam bem delimitados.
A partir daí, instala-se o terror na cidade. A população assistiu, pasmada, ao recolhimento de Costa. Justamente ele, uma pessoa tão querida... Seu defeito era dissipar a herança recebida de um tio. Um louco perfeito!


4.4. Opinião sobre o livro
Observa-se nesta obsessão do alienista em experimentar - e justificar todos os seus excessos como um benefício ao futuro da ciência - uma crítica machadiana ao cientificismo predominante no século XIX.
Um outro aspecto abordado na obra, é a exposição de dramas psicopatológicos vividos por aqueles que estão no poder, como quando a câmara de vereadores aprova uma lei em que nenhum vereador poderia ir parar na Casa Verde. O Alienista, achando um absurdo esta lei, e com a finalidade científica de estudar este comportamento auto-excludente daqueles que detêm o poder, resolve colocar todos os vereadores no hospício para "curá-los deste mal".
A obra é, também, um retrato irônico e cruel do sistema de internação psiquiátrica da época, muito semelhante a um presídio.
Trata-se de um grande médico, que busca reconhecer em que consiste a loucura, mas sendo mais objetivo, tenta desvendar esse grande enigma que o rodeia.

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Re: O Alienista de Machado de Assis

Mensagem por Rute em Qua 2 Jul 2008 - 14:16

o assunto ficou grandeeee...eheheheh
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