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Auto da Compadecida - Ariano Suassuna

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Auto da Compadecida - Ariano Suassuna

Mensagem por alexandre(hiro) em Sex 4 Jul 2008 - 7:47

1. Identificação do Livro


1.1. Título

Auto da compadecida

1.2. Autor(a)

Suassuna, Ariano

1.3. Editora

Agir

1.4. Data da Edição

2004




2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro

Por ser um livro clássico da literatura brasileira, e por ter grande influencia no teatro e no cinema, foi encenado várias vezes com os melhores atores do Brasil...Além de retratar tipicamente a cultura brasileira.

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Re: Auto da Compadecida - Ariano Suassuna

Mensagem por alexandre(hiro) em Qui 10 Jul 2008 - 19:32

3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos




Ariano Suassuna, advogado, professor, teatrólogo e romancista, nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, PB, em 16 de junho de 1927.

É filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna e de Rita de Cássia Dantas Vilar Suassuna. Contava pouco mais de três anos de idade quando seu pai, que governava o Estado no período de 1924 a 1928, foi assassinado no Rio de Janeiro em conseqüência da cruenta luta política que se desencadeou na Paraíba às vésperas da Revolução de 1930. Nesse mesmo ano, D. Rita Vilar Suassuna, que se vira obrigada pela alta de segurança reinante em seu Estado a mudar-se para Pernambuco, transferiu-se com os nove filhos do casal para o sertão paraibano, indo instalar-se na Fazenda Acahuan, de propriedade da família, e depois na vila de Taperoá, onde Ariano Suassuna fez os estudos primários.

A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com os temas e as formas de expressão artística que viriam mais tarde constituir seu universo ficcional ou, como ele próprio o denomina, seu “mundo mítico”. Não só as estórias e casos narrados e cantados em prosa e verso foram aproveitados como suporte na plasmação de suas peças, poemas e romances. Também as próprias formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e reelaboradas por Suassuna. Suas primeiras produções - publicadas nos suplementos literários dos jornais do Recife, quando o autor fazia os estudos pré-universitários no Colégio Osvaldo Cruz singularizavam-se pelo domínio dos ritmos e metros cristalizados na poética nordestina.

Em 1946, ao ingressar na Faculdade de Direito do Recife, Ariano Suassuna ligou-se ao grupo de jovens escritores e artistas que, tendo à frente Hermilo Borba Filho, Joel Pontes, Gastão de Holanda e Aloísio Magalhães, acabavam de fundar o Teatro do Estudante Pernambucano. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de sol, que obteve o primeiro lugar em concurso de âmbito nacional promovido pelo TEP (Prêmio Nicolau Carlos Magno).e ainda, com a obra Auto de João da Cruz, recebeu o Prêmio Martins Pena em 1950, e Arco desolado (menção honrosa no concurso do IV Centenário da Cidade de São Paulo, 1954).

Após formar-se na Faculdade de Direito, em 1950, passou a dedicar-se também à advocacia. Mudou-se de novo para Recife e escreveu o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país. Encenado, em 1957, pelo Teatro Adolescente do Recife no Festival de Teatros Amadores do Brasil realizado no Rio, o auto conquistou a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Sucesso permanente de público e de crítica, o Auto da Compadecida está hoje incorporado ao repertório internacional, traduzido e representado em espanhol, francês, inglês, alemão, polonês, tcheco, holandês, finlandês e hebraico.


3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)


TEATRO: Uma mulher vestida de sol (1947; publicada em 1964); Cantam as harpas de Sião, ou O desertor de Princesa (1984); Os homens de barro (1949); Auto de João da Cruz (1950); Torturas de um coração, peça para mamulengos (1951); O castigo da soberba, entremês popular (1953): O rico avarento, entremês popular (1954); Auto da Compadecida (1955; publicada em 1957), entre outras


FICÇÃO: Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971); História d’O Rei Degolado nas caatingas do sertão (1977).

4. Conteúdo do Livro


4.1. Género Literário

Teatro

4.2. Assunto (breve síntese)

Espaço: sertão do Paraíba, mais especificamente numa pequena vila chamada Taperoá.

Principais personagens: o padeiro e sua mulher, o padre, Cristo, diabo, e, sobretudo, Chicó e João Grilo.


A história se desenvolve em redor de tal herança deixada pelo cachorro da mulher do padeiro. A história começa com o adoecimento do cachorro.

João Grilo, que trabalhava para o padeiro, foi mandado a levar o cachorro para o padre benzer. Porém, tal acontecimento, dificilmente aconteceria se o padre tivesse o juízo perfeito, ou seja, o padre se recusou a benzer o cachorro.

Na tentativa de não perder o emprego, João Grilo e seu inseparável amigo, pregaram uma pequena mentira para o padre, disseram que o cachorro era de Antônio Morais (um tipo coronel, a quem todos classificavam como uma autoridade), mas mesmo benzido, o cachorro veio a morrer.

João Grilo resolveu enganar sua patroa (pois certa vez, ele ficara doente, e nem deram o cuidado necessário), assim, para substituir o falecido cão, João propõe a ela um gato, gato este que defecava dinheiro. A mulher, nada gananciosa, logo comprou o gato para si.

O padeiro, sabendo da farsa do gato, vai questionar os dois, que naquela altura estava na igreja. Nesse momento, Severino chega à cidade atirando, e jura todos de morte. O padre e o bispo foram os primeiros, até que chegou na hora de João Grilo, vem com mais uma mentira para pregar, falando sobre uma gaita abençoada e que ressuscita pessoas (...). Para provar que funcionava, deu uma facada em Chicó, que por sua vez já estava preparado com uma bexiga de sangue, e então se fingiu de morto. Quando João tocou a gaita, Chicó veio a ressuscitar.

Severino, vendo isso, resolveu testar tal gaita que ressuscita os mortos, ganhando um tiro na esperança de ressuscitar. Quando seu fiel empregado vê, que a gaita não funciona; no meio à confusão, João deu uma facada no servo.

O covarde e medroso Chicó queria fugir, mas João quis pegar o testamento do cachorro. Foi aí que, o servo, antes de morrer, dá um tiro em João Grilo, que também morreu, sobrando vivo, apenas o Chicó.

O julgamento: Primeiro quem aparece é o diabo, querendo levar todos direto para o inferno. João, além de ofender o diabo, ainda chega a apelar, foi assim que chega Jesus Cristo. O diabo, com suas artimanhas e técnicas expondo todos os pecados, praticamente levando todos para o inferno, João Grilo apela novamente , agora, para Maria, mãe de Jesus.Todos foram perdoados e foram pagar seus pecados cometidos, sobrando apenas o João; devido suas mentiras e farsas, seu julgamento foi longo; após muito decurso, recebe uma segunda chance , e volta à vida.

Chicó como todos ficariam, se assustou de início, mas custou a acreditar no que estava vendo. Ambos festejaram não o retorno de João, mas a riqueza que haviam ganhado da herança. Porém, Chicó havia prometido o dinheiro todo à santa se seu amigo sobrevivesse.

De primeiro momento, João não concorda e pretendia obter sua parte da herança, mas no final, cumpri a promessa, e ambos ficam como estavam no inicio... Totalmente pobres!

4.3. Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)

As farsas e as mentiras de João Grilo são, sem dúvidas, citações indiscutíveis:


(...) “É que eu queria avisar para vossa senhoria não ficar espantado: o padre está meio doido”(...) “Não sei, é a mania dele agora, benzer tudo e chama a gente de cachorro”


João Grilo falando com a “autoridade” Antônio Morais, mentindo sobre o padre, já que o padre só benzeu o cachorro do padeiro, pensando que era de Seu Antônio.



“Pois vou vender a ela, para tomar lugar do cachorro, um gato maravilhoso, ele descome dinheiro”.

João Grilo falando para Chicó o plano de vender o gato falso que defeca dinheiro, para a mulher do padeiro.

4.4. Opinião sobre o livro

É um livro que representa em grandes proporções a literatura brasileira. Fala muito sobre a religiosidade, e a cultura típica do nordeste brasileiro. Além de falar de temas como o adultério, a ganância; as obras de Suassuna é muito comparado ao do autor humanista Gil Vicente... Tal como o Auto da barca do inferno, o Auto da Compadecida trata de um julgamento de indivíduos que fizeram coisas erradas durante a vida e que lutam para se livrarem do inferno!


trabalho realizado por Alexandre e Cássio
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Re: Auto da Compadecida - Ariano Suassuna

Mensagem por Rute em Sab 19 Jul 2008 - 14:41

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Re: Auto da Compadecida - Ariano Suassuna

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