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Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

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Leitor Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Dom 9 Nov 2008 - 12:58




Antes de ler o livro


1. Identificação do Livro

1.1. Título

Contos Misteriosos e Fantásticos


1.2. Autor(a)
Edgar Allan Poe


1.3. Editora
Planeta Editora


1.4. Data da Edição
Janeiro de 2007


2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro
Escolhi este livro porque li na síntese que era um livro de mistérios e conseguia transmitir emoções fortes, aprecio bastante esse género de literatura.



3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos
Edgar Allan Poe era um autor americano, nasceu em Boston a 1809.
Os seus pais eram ambos actores, morreram quando era ainda muito jovem e foi criado pelos pais adoptivos, John e Frances Allen em Virginia.
Em 1827, com 18 anos, publicou o seu primeiro livro de poemas.
Depois do exército mudou-se para Baltimore onde permaneceu quatro anos e escreveu o seu primeiro conto, Metzengersten.
Mais tarde, desempenhou cargos como editor e crítico em jornais de diferentes cidades americanas.
Por parte da crítica a sua escrita recebeu algum mérito mas nunca teve grande sucesso.
Poe morreu misteriosamente em 1849, com 40 anos, em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas.
Durante a sua vida os seus contos surgiram com cerca de 30 publicações diferentes, depois da sua morte foram juntos num único livro com o título de Contos Misteriosos e do Imaginário.
As histórias variam entre romances emocionantes e misteriosos e histórias de horror, com descrição detalhada. Os sentimentos das personagens são descritos de tal maneira que as pessoas conseguem senti-los.
Poe escreveu mais de sessenta contos, todos com elementos de medo, expectativa ou mistério.
A sua escrita teve muita influência nos escritores dos séculos XIX e XX.
Edgar Allan Poe acima de tudo foi o narrador da imaginação.


3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)
Algumas histórias foram transformadas em filmes nos anos 60 como, A Queda da Casa de Usher (1960), O Poço e o Pêndulo (1961) e A Máscara da Morte Vermelha (1964), mais recentemente em 2005 produziram um filme intitulado Nightmares from the Mind of Poe. Os seus contos foram também, transformados em banda desenhada como O Poço e o Pêndulo nos anos 70 e o jogo de computador Dark Eye é baseado nos cenários de A Queda da Casa de Usher. Até na música alguns compositores se inspiraram, Os Sinos do compositor russo Rachmaninoff, Diamanda Galas que gravou um albúm chamado "The Masque of The Red Death" (A Máscara da Morte Vermelha) em 1989.
O poema mais famoso de Poe, O Corvo, foi traduzido para português pelo poeta Fernando Pessoa.
Além destes contos existem também uns bastante famosos como, O Escaravelho Dourado, O Gato Preto, Sem Fôlego, Os Crimes da Rua Morgue, Manuscrito Encontrado Numa Garrafa, O Coração Revelador e Os Crimes de Mr. Dupin.


4. Conteúdo do Livro
4.1. Género Literário
Contos fantásticos.


Última edição por Ana Isabel Coelho em Dom 16 Nov 2008 - 13:34, editado 1 vez(es)

Ana Isabel Pires Coelho
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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Salomé Raposo em Dom 9 Nov 2008 - 16:40

Muito bem, Ana.
Espero que o livro corresponda às tuas expectativas.
Boa leitura!

Salomé Raposo
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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Filipe Azevedo em Seg 10 Nov 2008 - 19:28

Eu adoro Edgar Allan Poe.

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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Dom 16 Nov 2008 - 13:38

Acrescentei no meu tópico os seguintes pontos:

-3.1
-3.2
-4.1

Ana Isabel Pires Coelho
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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Dom 23 Nov 2008 - 16:09

4.2. Assunto
Resumo do primeiro conto de sete contos que o livro tem:
- A Máscara da Morte Vermelha
Este conto é sobre uma peste que se espalhou pelo País, a marca que dava para identificar era o sangue com sintomas de dores e tonturas súbitas.
Uma doença que num curto espaço de tempo uma pessoa podia morrer.
Mas o Príncipe Próspero não se mostrava preocupado, pelo contrário, escolheu cavaleiros e damas saudáveis da sua corte para irem para uma abadia, construída pelas suas ordens num local isolado onde nenhum portador de doença poderia entrar mas não existia saída para os que se encontravam lá dentro. Nada lhes faltava, tinham muita comida e entretenimento.
Após cinco ou seis meses, sem sinais que a peste tivesse abrandado, o Príncipe Próspero decidiu que os seus convidados precisavam de um entretenimento diferente e tratou de organizar um baile de máscaras.
Na festa, havia um relógio que cada vez que completava uma hora, fazia um som tão estranho que até os músicos paravam de tocar por instantes, como se despertasse pensamentos negros.
Apesar de tudo, no baile todos se estavam a divertir, mas há medida que os bailarinos passavam de um salão para outro, os seus rostos mudavam de cor...
Depois de o relógio tocar doze badaladas as pessoas aperceberam-se de uma figura que ainda não tinham reparado, essa presença teve um efeito tão negativo que todos começaram a comentar, porque parecia que estava a gozar com a Morte Vermelha, mas o pior é que salpicou-se com pingos de sangue, como se tivesse a peste. Por fim, o Príncipe viu-o e ordenou aos seus cortesãos que o agarrassem e lhe tirassem a máscara antes de o enforcar.
Esse estranho quando percebeu que iam atrás dele, ao contrário de fugir, virou-se para o Príncipe, de seguida continuou o seu caminho. O Príncipe com raiva, correu com uma adaga para a sua direcção, o estranho virou-se para o enfrentar e de repente a adaga cai ao chão... O Príncipe estava morto.
Os cortesãos correram para o agarrar, mas logo recuaram quando perceberam que não havia nada para agarrar. Era a própria Morte Vermelha, que ao passar pelos corredores todas as pessoas foram morrendo uma a uma, restando só apenas o relógio.

Ana Isabel Pires Coelho
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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Sab 29 Nov 2008 - 19:17

-O Manuscrito Encontrado Numa Garrafa
O narrador começa por explicar que teve uma infância infeliz mas que mesmo assim teve uma boa educação e as histórias que escrevia tinham acontecido realmente.
Já no conto, depois de anos no estrangeiro partiu num navio em direcção às ilhas de Sunda.
Viu uma nuvem de aspecto estranho e pouco depois no mar apareceu uma luz vermelha, a água ficou diferente e o ar quente. Uma calma total que dava a sensação de que uma catástrofe ia acontecer.
Ele resolveu avisar o comandante mas este não lhe deu importância, com a preocupação voltou ao convés à meia-noite e nesse instante ouviu um barulho mas antes de perceber o que era, uma onda enorme voltou o navio, os mastros partiram-se e começou a meter água, passado um minuto o navio endireitou-se.
Acaba por descobrir que ele e outro passageiro eram os únicos sobreviventes, o resto da tripulação morreu afogada. Durante cinco dias rajadas de vento e chuva, já não tinham noção de onde estavam e tiveram que se amarrar a uns mastros do navio que ainda restavam para não irem borda fora.
De repente, viram sobre eles uma onda que elevava um navio, ela conseguiu escapar mas o outro passageiro e o navio deles chocou contra o outro navio. Com a força do impacto ele foi atirado para o outro navio e ao ver os tripulantes sentiu um medo inexplicável, no porão conseguiu encontrar um esconderijo, pouco depois um homem já de idade passou por ele e estava à procura de algo, acabou por se ir embora.
O narrador disse que estava a escrever esta história em papel e caneta que encontrara no navio e que já há muito tempo se encontrava no bordo sem ninguém notar a sua presença, parecia que era invisível e os tripulantes portavam-se como fantasmas.
O navio acabou por ser apanhado por uma corrente, ele sentia que não lhes restava muito tempo e
finalmente, afundou-se.

Ana Isabel Pires Coelho
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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Dom 30 Nov 2008 - 21:43

-O Poço e o Pêndulo
O narrador conta que o julgamento onde se encontrava tinha durado muito tempo e as últimas palavras que ouviu foram a sua sentença, a sentença de morte, depois disso desmaiou. Quando recuperou os sentidos a primeira coisa de que teve a consciência era que continuava vivo, em seguida queria tentar saber onde estava mas ao mesmo tempo sentia medo do que poderia encontrar. Por dim olhou, estava rodeado pela escuridão da noite.
Levantou-se, estendeu os braços para tentar encontrar algo, conseguiu sentir uma parede. Foi andando ao longo dela mas de nada serviu porque não sabia por onde andava e se teria chegado ao ponto de partida.
Decidiu rasgar parte da bainha da roupa, para que assim pudesse saber quando tivesse chegado ao ponto de partida mas acabou por tropeçar e cair. Quando acordou tinha ao seu lado pão e uma caneca com água, que sem saber de onde veio comeu e bebeu. Depois continuou a sua exploração, e finalmente chegou ao pedaço de tecido. Afastou-se da parede em direcção ao meio da sala mas a bainha prendeu-se entre as pernas, fazendo-o tropeçar e cair de novo. Passado alguns segundos, apercebeu-se que estava à beira de um poço, lançou uma pedra que demorou um pouco a bater no fundo, após se ouvir quando bateu na água, ouviu um barulho de uma porta a abrir e a fechar rápido, percebeu que tinham a intenção que ele caísse no poço, e foram confirmar. Voltou para junto da parede e acabou por adormecer. Quando acordou tinha outra vez um pão e uma caneca com água e mal acabara de beber, sentiu-se muito sonolento e não demorou a adormecer.
Quando acordou descobriu que conseguia ver os objectos que o rodeavam e afinal as paredes de pedra, eram na realidade painéis de ferro. À sua volta só via esqueletos.
Mas a sua situação tinha mudado, agora encontrava-se deitado de costas e amarrado, sem água para beber.
Olhou para o tecto e viu um pêndulo, por alguns minutos ficou a observá-lo, depois desviou o olhar. Passado mais ou menos uma hora, olhou outra vez, parecia que o pêndulo estava a descer, na sua ponta estava uma lâmina aguçada.
Passaram-se dias, e cada vez a lâmina estava mais perto posicionada para o seu coração. Ocorreu-lhe que só se encontrava amarrado por uma correia e que um golpe da lâmina seria o suficiente para a cortar mas depressa percebeu que não iria resultar porque a correia estava toda à volta do seu corpo. Teve outra ideia, no prato onde costumava comer, pôs a mão com a correia sem se mexer, para ver se os ratos iriam lá e mordiam a correia. Resultou, quando a correia estava desfeita a lâmina já estava junto dele, com calma conseguiu sair.
De repente, a sala começou a mudar, as paredes a mexerem-se e a empurrá-lo para o poço, perceeu que era o seu fim mas de súbito ouviu vozes e as paredes recuaram. Uma mão estendeu-se para o apanhar no preciso momento em que ia cair, as pessoas que o queriam matar estavam presas pelos seus inimigos. Foi salvo.

Ana Isabel Pires Coelho
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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Qua 3 Dez 2008 - 15:27

-Metzengerstein
A história começa na Hungria, duas famílias viviam perto uma da outra, os Metzengerstein e os Berlifitzing, mas a rivalidade entre eles era muito grande desde há séculos.
Guilherme, o conde de Berlifitzing tinha um grande ódio pela família Metzengerstein, e apesar da sua idade, adorava cavalos e montava todos os dias.
Frederick Metzengerstein tinha dezassete anos e herdara recentemente o título de Barão, devido à morte dos pais. Tinha na sua posse imensas propriedades. A população tinha receio que um rapaz daquela idade tivesse tanto poder e as expectativas confirmaram-se, durante dias organizou festas para celebrar o seu estatuto, convidando vários jovens, e nesses dias fizeram crueldades às pessoas das redondezas. Numa noite, os estábulos do castelo Berlifitzing foram incendiados, parecia fogo posto, e claro as suspeitas foram logo para Frederick Metzengerstein, que não parecia nada preocupado.
Sentou-se a olhar para as tapeçarias dos seus antepassados mas uma chamou-lhe mais à atenção, a figura de um cavalo que pertencera a um Berlifitzing, sendo o seu cavaleiro apunhalado por um Metzengerstein e o cavalo imóvel. O Barão parecia gostar daquele quadro, ao mesmo tempo estava a decorrer-se o incêndio e por instantes desviou o olhar para ver pela janela as chamas, quando voltou a olhar para a tapeçaria parecia que a cabeça do cavalo tinha-se movido, parecia estar a olhar para fora do quadro. Assustado, correu para a porta e viu um clarão de luz vermelha que desenhava a sua sombra na parede, notou que a sua silhueta era igual à da tapeçaria. Correu para fora do palácio onde encontrou um cavalo igual ao da tapeçaria, perguntou aos rapazes da estrebaria de quem era, e disseram-lhe que o encontraram perto do incêndio e tinha umas iniciais, que correspondiam ao conde Berlifitzing mas que agora era dele.
Pouco depois chegou um mensageiro que disse ao Barão que o conde tinha morrido ao tentar salvar os seus cavalos.
A partir dessa altura, o Barão recusava-se a sair de casa, já nem aceitava convites para festas, só saía para montar aquele cavalo, tornou-se mesmo obsessivo, até que as pessoas começaram a pensar que havia algo de estranho com aquele cavalo, saltava grandes distâncias e tinha um olhar que parecia quase humano.
Numa noite de tempestade, o Barão saiu montado no cavalo apressadamente em direcção à floresta, ninguém tinha dado muita atenção a isso até que descobriram um incêndio que se alastrava por todo o palácio Metzengerstein. O Barão acabou por chegar montado no cavalo, mas notava-se que ele não o estava a conseguir controlar.
O cavalo e o Barão entraram para dentro do palácio, foi a última vez que os viram.
A multidão que se encontrava ali viu uma nuvem de fumo formar-se com a forma de um cavalo.

Ana Isabel Pires Coelho
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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Sab 6 Dez 2008 - 12:38

-O Coração Revelador
Neste conto, o narrador conta que um velho que conhecia tinha um dos olhos que parecia de um abutre, incomodava-o profundamente, apesar de gostar do velho. Aos poucos, tomou a decisão de o matar, que dessa forma se iria ver livre do olho.
Pôs o seu plano em práctica, todas as noites, por volta da meia-noite, ia a casa dele, com uma lanterna e cuidadosamente apontava-a para o olho. Repetiu essa acção sete noites, mas de todas as vezes encontrava o olho fechado, dessa maneira não lhe era possível levar a cabo o plano.
Todas as manhãs, entrava no seu quarto e cumprimentava-o, para não desconfiar de nada.
Na oitava noite, abriu a porta com o mais cuidadoque o habitual, sentiu-se muito hábil e com um sentimento de triunfo ao pensar no que estava prestes a fazer.
Quando se preparava para destapar a lanterna, raspou no fecho de metal, fazendo um ruído que acordara o velho, ele levantou-se, perguntou quem estava ali mas não obteve resposta, o narrador manteve-se imóvel, e o velho durante um longo tempo esteve acordado, sentado na cama, como estava escuro não se viam um ao outro. Como não ouviu o velho deitar-se, decidiu destapar um pouco da lanterna.
Dessa vez o olho estava aberto, começou a ouvir o bater do coração do velho, cada vez mais rápido e alto, percebeu que tinha chegado a hora dele, após vários minutos o coração parou e rapidamente escondeu o corpo debaixo do soalho.
Na manhã seguinte, três polícias bateram-lhe à porta, a vizinha do lado avisou-os de que tinha ouvido um barulho durante a noite. Revistaram a casa, o narrador mostrou-lhes tudo bastante descontraído, até os convidou para sentarem-se e colocou a sua cadeira no sítio onde estava o corpo.
Começou a ouvir um som, como se fosse um som de um relógio embrulhado num lenço, com pânico levantou-se, e o som aumentou ainda mais.
Os polícias continuavam ali a conversar e a rir como se não estivessem a ouvir nada, sentiu que eles sabiam de tudo e estavam a gozar com ele.
Chegou ao ponto de que já não aguentava mais, gritou para pararem e levantou as tábuas do soalho, aquele som era o bater do coração do velho.

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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Dom 7 Dez 2008 - 17:34

-A Queda da Casa de Usher
Esta história começa num dia de Outono, o narrador desde manhã que cavalgava sozinho e com o aproximar da noite encontrou a Casa de Usher, era a primeira vez que a via mas sentiu um inexplicável sentimento de melancolia. Mas tencionava passar lá algumas semanas, o proprietário Roderick Usher, convidou-o porque estava gravemente doente, eles eram amigos de infância e já algum tempo que não se viam mas ele aceitou o convite na mesma para ver se Usher melhorava.
Aquela casa, e tudo o que a rodeava era estranho. Sentiu isso mesmo depois de entrar, cruzou-se com o médico que logo saiu à pressa, mas tinha uma expressão preocupada que não lhe agradou. Após encontrar Usher na sala, foi acompanhado pelos seus criados até lá, ele surpreendeu-se porque o seu amigo estava muito diferente, bastante pálido e tinha mudanças de humor repentinas, ou estava alegre ou no momento a seguir silencioso. Até na maneira de falar estava estranho, parecia inseguro.
Explicou que a sua doença era de familia, um problema com os nervos e que os sintomas eram de ter os sentidos demasiado apurados. Mas o pior é que ele sentia medo do que lhe pudesse acontecer e estava convencido de que todo aquele terror que sentia era devido à casa, que já era antiga e nunca tinha saído de lá. Um outro motivo pela sua tristeza, era a sua irmã, estava muito doente e parecia estar quase a morrer. Contando isto, apareceu a irmã, que passou por ali como se nem os tivesse visto, Usher explicou que entrava em transe às vezes, ficando o corpo como um cadáver.
Depois desta conversa já não falaram mais de Madeline (a irmã), o narrador fez de tudo para o animar, ocupavam-se com arte, música e livros. Passaram assim os dias até que uma noite Usher o informou do falecimento da irmã, mas que só depois de 15 dias é que iria por o corpo no cemitério da familia, porque ultimamente andavam a roubar cadáveres para experiências médicas e o narrador lembrando-se do aspecto sinistro do médico que encontrara no dia em que chegou não achou nada de mal.
Passados esses dias, puseram o corpo num caixão e levaram-na para a cripta.
Nos dias que se seguiram Usher andava pior que nunca, tremia e parecia aterrorizado com algo, o que começava a afectar também o narrador. Numa noite, os dois estavam levantados, não conseguiam dormir e lá fora estava uma tempestade fora do normal, da janela viram uma luz que não percebiam do que era. O narrador começou a ler um livro em voz alta, para se tentarem distrair, mas por momentos pareceu-lhe ouvir os sons que o autor descrevia no livro, não disse nada para não preocupar o seu amigo, que parecia também ter ouvido pela maneira como estava.
De repente levantou-se da cadeira e perguntou a Usher se não estava a ouvir, ele respondeu que sim com um olhar e um sorriso enlouquecidos, aqueles sons eram Madeline a mexer-se dentro do caixão, eles sepultaram-na viva. Usher sabia que ela ía aparecer, apareceu muito ferida e acabou por cair para o chão, arrastando o irmão, estavam os dois mortos, ele provavelmente pelo terror que sentia há já tanto tempo.
O narrador fugiu daquela casa e a tempestade continuava, viu uma luz vermelha vinda da lua, essa luz aumentou e logo a seguir viu as paredes da casa a separarem-se, tudo o que restava dela afundou-se num lago.

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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Filipe Azevedo em Dom 7 Dez 2008 - 18:11

Que relato de leitura tão completo!
Ó professora, isto vai dar boa nota, certo?

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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Seg 8 Dez 2008 - 11:46

Obrigada! Very Happy E espero que sim, mas ainda falta um conto.

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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Sex 12 Dez 2008 - 11:14

Este resumo está maior que os outros devido ao conto estar dividido por duas partes também.
-O Escaravelho Dourado
Neste conto, começa por falar de William Legrand, um amigo do narrador. Este era descendente de uma família rica, mas que perdeu todo o seu dinheiro. Legrand deixara a família e foi para uma ilha chamada Ilha de Sullivan, para se recompor da sua situação financeira. Só existiam naquela ilha um grupo de soldados e umas cabanas. Júpiter, que fora um escravo da família, era o seu único companheiro.
Um dia, o narrador decidiu fazer uma visita a Legrand. Quando chegou, entrou logo na cabana porque ninguém lhe respondia, depois de Legrand e Júpiter chegarem, Legrand contou-lhe que tinha encontrado um escaravelho, que acreditava ser de uma espécie desconhecida. O narrador pediu para lho mostrar mas Legrand explicou-lhe que não podia porque tinha-o emprestado a um tenente que ficara muito surpreendido com ele. O escaravelho era dourado, quase que parecia ser feito de ouro.
Legrand desenhou-o e o narrador disse que parecia um crânio, que não estava lá muito bem feito e Legrand ficou muito zangado. O narrador para não o aborrecer mais achou melhor ir-se embora e foi para sua casa.
Passado um mês, desde essa altura que não tinha notícias de Legrand, Júpiter foi a sua casa dizer-lhe que o seu patrão estava muito doente, da cabeça. Só pensava em ouro e a culpa era do escaravelho que o tinha mordido quando o encontraram. Júpiter entregou-lhe uma carta de Legrand com um pedido de desculpas de como o recebeu e que tinha um assunto urgente que precisava de falar com ele, pedia-lhe para ir o mais rápido possível. Apressaram-se a ir, ele e Júpiter quando entraram no barco que servia para se deslocarem à ilha, encontraram uma foice e três pás que não sabiam para o que iriam servir. Quando chegaram, o narrador perguntou a Legrand se tinha recuperado o escaravelho do tenente, ele respondeu que sim mas que infelizmente estava morto. Ele disse que o escaravelho era mesmo de ouro, e que assim, com ele, iria conseguir refazer a sua fortuna. Ao dizer isto, o narrador achou que ele estava mesmo louco. Legrand explicou que o tinha chamado porque ele e Júpiter iriam fazer uma expedição ao continente, por causa do escaravelho, e queria que ele fosse também. O narrador ao ver que ele não iria mudar de ideias, aceitou. Tentou saber o porquê daquela expedição, mas Legrand disse-lhe que depois saberia. Depararam-se em frente de uma árvore enorme, Legrand pediu a Júpiter que a trepasse e levasse o escaravelho. Disse-lhe para que subisse até ao sétimo ramo e que fosse o mais que pudesse até á ponta para ver se havia algo estranho. Júpiter encontrou um crânio que estava pregado ao ramo, Legrand ordenou-lhe para passar o escaravelho através do olho esquerdo do crânio, até que o cordel a que o escaravelho estava preso o permitisse. Com a foice, Legrand fez um círculo com 3 ou 4 metros de diâmetro por baixo da madeira no local onde o escaravelho caíra e prendeu uma fita métrica toda à volta da árvore até tocar na estaca, fazendo depois com outra estaca um novo círculo. Pegou em pás e disse para começarem a cavar.
Cavaram um buraco com enorme profundidade mas não encontraram nada. Legrand ficou muito desapontado. Quando já se preparavam para ir embora, Legrand avança para Júpiter furioso e pergunta-lhe qual é o seu olho esquerdo e Júpiter aponta para o direito... Depois Legrand disse que tinham que tentar outra vez, deslocou a estaca e repetiu a operação com a fita métrica.
Recomeçaram a cavar. Passado um bocado, Wolf, o cão de Legrand que os acompanhou na viagem, saltou para o buraco e começou a desenterrar, encontraram um crânio humano, ossos, botões de metal, fragmentos de roupas de lã, uma faca e moedas de ouro e prata. Legrand ficou desapontado com o que viu, mas quando o narrador tropeçou numa argola, recuperou de novo o ânimo e disse para cavarem ali. Encontraram um cofre que tinha muitas jóias, com valor incalculável. Legrand ficou feliz e o narrador ouviu-o dizer que aquilo tinha sido por causa do escaravelho. Decidiram então levar parte do ouro em sacos, depois voltaram lá outra vez para buscar o resto. Passaram o dia todo a examinar o tesouro.
Legrand explicou que o que se tinha passado era: Quando ele ia deitar o papel fora onde desenhara o escaravelho que parecia um crânio, reparou que aquele papel era um pergaminho e noutro lado estava desenhado um crânio que sabia que não tinha sido ele a desenhá-lo. Mas o mais estranho é que ele tinha a certeza que aquele desenho não estava ali antes. Começou a investigar e a tentar lembrar-se de como tinha arranjado o pergaminho. Lembrou-se que quando o escaravelho o mordeu, Júpiter agarrou no pergaminho para o agarrar e Legrand guardou-o. O desenho só apareceu depois porque tinha sido feito com tinta invisível! E com o calor do fogo reapareceu, pôs o pergaminho junto ao fogo para ver se aparecia mais alguma coisa, no fundo apareceu um cabrito. Lembrou-se que junto onde estava o pergaminho encontravam-se destroços de um barco, rapidamente deduziu que deviam pertencer a piratas e esse desenho do cabrito podia ser um símbolo do pirata Capitão Kidd. Para tentar o que estava no meio do pergaminho, limpou-o e pôs-lo numa frigideira e logo a seguir, no forno. Depois de o retirar apareceu um código. Não tardou muito a descodificá-lo, a mensagem era: "Um bom copo na pensão do Bispo no Assento do Diabo quarenta e um graus e trinta minutos norte nordeste tronco principal sétimo ramo lado leste atirar pelo olho esquerdo Cabeça da Morte um fio de prumo desde a árvore pelo fio cinquenta pés".
Lembrou-se que existia uma família rica de apelido Bessop, que era proprietária de um continente e falou com uma serva de lá. Falou-lhe do Castelo de Bessop, era um rochedo. Foi até lá e reparou num estreito parapeito, que devia de ser "o assento do diabo", o "bom copo" um telescópio, "quarenta e um graus" e "trinta minutos norte nordeste" as indicações que deveria olhar sentado no parapeito. Nessa direcção via uma árvore, deu nessa altura o mistério quase por resolvido. Calculou que "atirar pelo olho esquerdo cabeça da morte" significasse deixar cair uma bala pelo olho esquerdo do crânio e "um fio de prumo desde a árvore pelo fio uns quinze metros" uma linha recta traçada desde o tronco, passando pelo local onde a bala caísse, que deveria conduzir ao local exacto onde estaria enterrado o tesouro.
O narrador perguntou-lhe se era um bala porque escolhera o escaravelho. Ele respondeu que estava a brincar com eles e como pensavam que ele estava louco, só quis responder às expectativas, e sabia que o peso do escaravelho era igual ao de uma bala.
Agora ficava uma pergunta no ar: Seriam aqueles ossos dos companheiros do Capitão Kidd, que se livrou deles depois de o ajudarem a enterrar o tesouro? Esse era o único mistério que ficaria por revelar.

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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Sex 12 Dez 2008 - 11:45

4.3. Citações favoritas
Achei muito interessante o início da história "O Manuscrito Encontrado Numa Garrafa", como esta parte que passo a citar:
"Diga-mos apenas que tive uma infância infeliz, mas que há muito ultrapassei esse facto". Creio que o autor aqui não estava a falar como se fosse uma personagem, mas sim dele próprio, e digo isto devido ao que li sobre a sua biografia.
Podemos comprovar esse facto noutra citação mais à frente nesta mesma história:
"Não sou um sonhador, e todos os incríveis eventos que descrevo aconteceram realmente. Ao escrever estas linhas, sei que as minhas palavras podem nunca ser lidas, mas farei o que puder para preservá-las".

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Leitor Re: Contos Misteriosos e Fantásticos de Edgar Allan Poe

Mensagem por Ana Isabel Pires Coelho em Sex 12 Dez 2008 - 12:07

4.4. Opinião sobre o livro
Foi a primeira vez que li obras deste autor e gostei bastante.
Todos os contos, apesar de serem histórias completamente diferentes umas das outras têm uma coisa em comum: A personagem principal é sempre uma pessoa que ao longo da história, ou devido a acontecimentos passados, desenvolve um estado de loucura e de paranóia. Posso colocar a possibilidade de ser como o autor se sentia e transmitir esses sentimentos para as suas personagens, já que a sua vida foi um pouco complicada.
A escrita dele é diferente, consegue com que imaginemos os cenários e até mesmo sentir o que as personagens sentem, porque descreve tudo muito pormenorizadamente.
Gosto principalmente dos finais dos contos, a maior parte deles não sabemos bem como é que acabam, ou fica algum mistério por resolver.

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