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"Mar Morto", de Jorge Amado

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"Mar Morto", de Jorge Amado

Mensagem por Beatriz Lam em Ter 11 Nov 2008 - 14:28

Antes de ler o livro

1. Identificação do Livro
1.1. Título
“Mar Morto”

1.2. Autor(a)
Jorge Amado

1.3. Editora
Dom Quixote

1.4. Data da Edição
1ª edição (Brasil): 1936
4º edição (Portugal): Julho de 2002 – edição lida


2. Escolha do livro
2.1. Motivos que levaram à escolha do livro
Escolhi este livro porque oiço falar muito bem das obras de Jorge Amado, o que suscitou a minha curiosidade. Além disso, segundo me foi dado a entender quer pelo título, quer pela breve síntese presente no livro, o enredo passa-se num ambiente náutico, que me fascina.

Beatriz Lam
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Leitura registada

Mensagem por Salomé Raposo em Dom 16 Nov 2008 - 19:59

Muito bem.

Boa leitura!

Salomé Raposo
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Óptima escolha, não há dúvida :b

Mensagem por JoanaSantos em Ter 2 Dez 2008 - 14:52

Like a Star @ heaven
Boa leitura!

JoanaSantos
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Depois de ler - "Mar Morto", de Jorge Amado

Mensagem por Beatriz Lam em Sex 19 Dez 2008 - 5:45

Após a leitura do livro

3. Contextualização do Autor
3.1. Alguns dados biográficos

Jorge Leal de Amado Faria foi um escritor brasileiro nascido a 10 de Agosto de 1912 e falecido a 6 de Agosto de 2001.
Recebeu diversos prémios pelas suas obras, quer brasileiros quer a nível internacional, e muitas destas foram adaptadas para a televisão brasileira, como Tieta, Gabriela e Tereza Batista, Dona Flor e Seus Dois Maridos e Mar Morto. As suas obras sofreram também adaptações no teatro e no cinema, servindo também de tema para várias escolas de samba brasileiras.
Estudou na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, tendo aí entrado em contacto com o movimento comunista organizado.
Foi jornalista e, como muitos da sua geração, tornou-se comunista, sendo os problemas e injustiças sociais, a política, as crenças e tradições e a sensualidade do povo brasileiro temas constantes nas suas obras.
Em 1945, foi eleito deputado federal do Partido Comunista Brasileiro.
Casou-se com Zélia Gattai e teve com ela dois filhos, de nomes João Jorge e Paloma.
Viveu exilado na Argentina, no Uruguai, em Paris e em Praga, vivendo exclusivamente dos direitos de autor dos seus livros.

3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)

O país do Carnaval, romance (1931)
Cacau, romance (1933)
Suor, romance (1934)
Jubiabá, romance (1935)
Mar morto, romance (1936)
Capitães da areia, romance (1937)
A estrada do mar, poesia (1938)
ABC de Castro Alves, biografia (1941)
O cavaleiro da esperança, biografia (1942)
Terras do Sem-Fim, romance (1943)
São Jorge dos Ilhéus, romance (1944)
Bahia de Todos os Santos, guia (1945)
Seara vermelha, romance (1946)
O amor do soldado, teatro (1947)
O mundo da paz, viagens (1951)
Os subterrâneos da liberdade, romance (1954)
Gabriela, cravo e canela, romance (1958)
A morte e a morte de Quincas Berro d'Água, romance (1961)
Os velhos marinheiros ou o capitão de longo curso, romance (1961)
Os pastores da noite, romance (1964)
Dona Flor e Seus Dois Maridos, romance (1966)
Tenda dos milagres, romance (1969)
Teresa Batista cansada de guerra, romance (1972)
O gato Malhado e a andorinha Sinhá, historieta infanto-juvenil (1976)
Tieta do Agreste, romance (1977)
Farda, fardão, camisola de dormir, romance (1979)
Do recente milagre dos pássaros, contos (1979)
O menino grapiúna, memórias (1982)
A bola e o goleiro, literatura infantil (1984)
Tocaia grande, romance (1984)
O sumiço da santa, romance (1988)
Navegação de cabotagem, memórias (1992)
A descoberta da América pelos turcos, romance (1994)
O milagre dos pássaros , fábula (1997)


4. Conteúdo do Livro
4.1. Género Literário

Romance

4.2. Assunto (breve síntese)

“Mar Morto” retrata a vida dos homens do mar, que diariamente arriscam as suas vidas para sustentar as suas famílias.
A história passa-se num cais, onde vivem marinheiros, sendo um dos mais velhos Francisco (conhecido por ter visto Yemanjá em vida, deusa dos mares que comanda o destino dos homens que os percorrem, sendo a mãe e esposa de todos eles, conhecida pela sua extrema beleza), que criou o seu sobrinho Guma desde a morte do seu pai, aos 9 anos.
Guma, com 11 anos, era já considerado um homem – conseguia carregar sacas de farinha e estava autorizado a ir sozinho com o saveiro até uma certa zona. Foi nesta idade que sua mãe, uma mulher da vida que deixara Guma a encargo do pai, apareceu no cais, querendo conhecer o seu filho e levá-lo de volta consigo, já que o seu pai tinha morrido, ideia da qual foi demovida por Francisco.
Por volta dos seus 20 anos, um navio de nome Canavieiras ficou em perigo, uma vez que o mar estava bravo, e Guma, metendo-se no Valente (o seu saveiro) e lutando contra o mar, conseguiu chegar ao navio e tomou controlo do mesmo, salvando todos os que nele viajavam. Este seu acto de coragem valeu-lhe um lugar nas histórias de valentes marinheiros contadas no cais, que ele tanto admirava. Nesse navio, estavam os parentes de Lívia, rapariga por quem se viria a apaixonar e casar. Lídia era uma rapariga muito bonita e jovem, cobiçada por muitos. Embora gratos por lhes ter salvo a vida, os seus parentes não aprovavam a relação de Lídia com Guma, pois tinham esperanças de que Lívia se casasse com alguém de posses e não com um simples homem do mar.
Lívia, já grávida, sentiu-se mal durante uma noite e quase perdeu o seu filho. Guma chamou imediatamente ajuda médica e Esmeralda, a mulher do seu amigo Rufino, que vivia ao seu lado. Nessa mesma noite, Esmeralda e Guma envolveram-se. Rufino, ao descobrir o sucedido, matou Esmeralda e em seguida suicidou-se. Guma, sentindo remorsos pelo que fez, entrou no Valente e fez-se ao mar, acabando por embater numas rochas, devastando o seu saveiro.
Embora então vivesse feliz com a sua mulher e o seu filho, a que deram o nome de Frederico, Guma envolveu-se num esquema de contrabando de seda, agora já com um novo saveiro, querendo tirar a sua família da pobreza e proporcionar-lhe uma vida melhor. Numa dessas viagens, um rapaz caiu ao mar e Guma, ao tentar salvá-lo (conseguindo-o), acabou por perder a sua vida, ficando entregue a Yemanjá. O seu corpo nunca chegou a ser encontrado. A partir desse dia, as águas do mar tornaram-se calmas e mortas.
Já tendo chorado todas as suas lágrimas, Lívia ficou encarregue do saveiro e, contrariamente aos receios de Guma de que ela não aguentaria trabalhar no duro caso ele morresse, enfrentou a vida do mar como a mulher forte que era, sustentando a sua família. Francisco, ao ver aquela mulher simultaneamente forte e bela exclamou "Vejam! Vejam! É Janaína" (Janaína era um dos 5 nomes por que Yemanjá era conhecida).

4.3. Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)

“Qual deles já teve um fim de vida igual aos dos homens da terra que acarinham netos e reúnem as famílias nos almoços e jantares? Nenhum deles anda com esse passo firme dos homens da terra. Cada qual tem alguma coisa no fundo do mar: um filho, um irmão, um braço, um saveiro que virou, uma vela que o vento da tempestade despedaçou. Mas também qual deles não sabe cantar essas canções de amor nas noites do cais? Qual deles não sabe amar com violência e doçura? Porque toda a vez que cantam, que amam, bem pode ser a última. Quando se despedem das mulheres não dão rápidos beijos, como os homens da terra que vão para os seus negócios. Dão adeuses longos, mãos que acenam, como que ainda chamando” – este excerto exprime a diferença que existe entre as vidas dos homens da terra e dos homens do mar, mostrando os prós e os contras de cada uma. Penso que nos faz reflectir sobre o valor que nós, pessoas da terra, damos aos que amamos e como o demonstramos.

4.4. Opinião sobre o livro
O livro tem uma história muito bonita e de fácil leitura, notando-se uma grande arte do autor. Não o posso considerar um dos meus livros preferidos, já que a minha preferência vai para os romances do estilo de José Rodrigues dos Santos, mas posso garantir que lerei mais obras de Jorge Amado, não para a escola, pois quero aproveitar para conhecer novos autores, mas por lazer.

Beatriz Lam
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Re: "Mar Morto", de Jorge Amado

Mensagem por Salomé Raposo em Qua 4 Fev 2009 - 16:00

Muito bem.

17 valores

Vamos ao próximo.

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Re: "Mar Morto", de Jorge Amado

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