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Os Maias - Eça de Queiroz

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Os Maias - Eça de Queiroz

Mensagem por Antonio Fernandes em Sex 14 Nov 2008 - 12:37

Antes de ler o
livro



[b]1. Identificação do Livro


1.1. Título – Os Maias
1.2. Autor – Eça de Queiroz
1.3. Editora – Livros do Brasil
1.4. Data da Edição – Outubro de 2006


2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha
do livro


O motivo que me
levou a ler este livro foi, a recomendação por parte da minha família por já o
terem lido. E por ser uma das maiores obras de Eça de Queirós.
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Leitura registada

Mensagem por Salomé Raposo em Dom 16 Nov 2008 - 19:47

Que boa escolha, António!

Espero que gostes... eu muito!

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Re: Os Maias - Eça de Queiroz

Mensagem por Antonio Fernandes em Qua 17 Dez 2008 - 15:47

Após a leitura do livro


3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos
José Maria de Eça de Queirós
-
Nasceu,
25 de
Novembro
de 1845 na Póvoa de Varzim e Morreu a 16 de Agosto de 1900 em Paris. Eça de Queirós foi baptizado como” filho natural de José Maria D’Almeida de Teixeira de Queirós e de mãe incógnita”.
Este mistérioso assunto dever-se-á ao facto de a mãe do escritor, Carolina Augusta Pereira de Eça, não ter obtido consentimento da parte de sua mãe, já viúva do coronel José Pereira de Eça, para casar.
Em 1861, Eça frequentou a Universidade de Coimbra onde estudou direito. Eça foi um dos estudantes que na sua época manifestou-se contestando os métodos adoptados pelo reitor da universidade, este reprimia qualquer tentativa de inovação e diálogo. Os seus primeiros trabalhos foram publicados como um folhetão na revista “Gazeta de Portugal”.
Aparentemente Eça de Queirós passou os anos mais produtivos da sua vida em Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle e Bristol. As suas obras mais conhecidas, “Os Maias” e “O Mandarim”, foram escritas em Bristol e Paris respectivamente.
Eça fez uma digressão por vários países entre eles: Egipto e Londres. A sua trajectória literária orientou-se para concretizar dois objectivos: dar testemunho e denunciar a sociedade portuguesa da monarquia constitucional e a criação de uma língua e estilo para realizar uma obra, afim de comunicar esse universo.


3.2. Outras Obras
do(a) Autor(a)


O Mistério da Estrada de Sintra

O Crime do Padre Amaro

O Primo Basílio

O Mandarim

A Relíquia

Uma Campanha Alegre

Correspondência de Fradique Mendes

A Ilustre Casa de Ramires

A Cidade e as Serras

Contos

A Aia

O Tesouro

Prosas bárbaras

Cartas de Inglaterra

Ecos de Paris

Cartas Familiares e Bilhetes de Paris

Notas Contemporâneas

Últimas Páginas

A Capital

O Conde de Abranhos

Alves & Companhia

Correspondência

O Egipto

Cartas Inéditas de Fradique Mendes

Eça de Queirós entre os seus - Cartas Íntimas

A tragédia da rua das flores

As minas de Salomão

Adão e Eva no paraíso

4. Conteúdo do Livro

4.1. Género Literário

Romance

4.2. Assunto (breve síntese)


Os Maias descrevem a história de quatro gerações da família Maia.
No primeiro capítulo inicia-se a descrição da casa “ O Ramalhete” situado
em Lisboa. Os elementos mais importantes para a caracterização são: um cipreste
e um cedro, uma cascatazinha e uma estátua de Vénus Citereira, que simbolizam o
abandono do local.

A acção começa no Outono de 1875, quando Afonso da Maia um homem distinto e
seu neto se instalam no Ramalhete.

Afonso da Maia casou-se com Maria Eduarda Runa, fruto desta ligação, nasceu
apenas um filho, Pedro da Maia. Pedro recebeu uma educação romântica por parte
da mãe, quando esta morreu ficou inconsolável e sofreu muito. Só conseguiu
recuperar essa dor, quando conheceu Maria Monforte, com quem mais tarde se
casou, apesar do seu pai não concordar. Fruto deste casamento nasceram dois
filhos: Carlos Eduardo e Maria Eduarda. Pouco tempo depois do nascimento do
segundo filho, Maria Monforte apaixona-se por Tancredo, um italiano que Pedro
tinha acolhido em sua casa (devido a um ferimento enquanto caçava com Pedro), e
foge com ele para Itália levando apenas consigo a filha, Maria Eduarda. Quando
Pedro descobre que a mulher o abandonou, ficou desesperado e procurou a ajuda
do pai, levando consigo o filho. Durante essa noite, escreveu uma carta a seu
pai, em seguida suicidou-se com um tiro. Carlos fica aos cuidados do avô e é
educado à inglesa.

Passados alguns anos Carlos forma-se em medicina e abre um consultório.
Mais tarde através do seu amigo Ega que organiza um jantar no Hotel Central
conhece Maria Eduarda. Os dois apaixonam-se e namoram em segredo.

Passado pouco tempo Carlos descobre que Maria Eduarda lhe mentiu sobre o
seu passado. Ao mesmo tempo Ega descobre que Carlos e Maria Eduarda são irmãos
e conta a Vilaça (procurador da família) que toma a decisão de contar a Carlos
o incesto que estão a cometer. Afonso da Maia morre de desgosto ao descobrir a
verdade e Carlos e Maria resolvem separar-se, apesar de ele continuar a
desejá-la, porque não a considerava como sua irmã.

O romance termina com o regresso de Carlos a Lisboa, passados alguns anos.
Ao longo da narrativa Carlos e Ega afirmam que “não vale a pena correr para
nada” que a vida é uma ilusão e sofrimento que deve ser levada com calma, mas
acabam por fazer o contrário, quando começam a correr para apanhar o eléctrico,
porque estavam atrasados para um jantar.



4.3. Citações favoritas (se
necessário, explicadas no contexto)


“Esta carcaça já não dá nada,
filho. Está pedindo Eternidade”


“E aqui tens tu Lisboa”

“Oh! Laisse-toi donc aimer, oh! l
’amour c’est la vie” (numa noite de luar Ega quando acompanha Carlos até ao
Ramalhete, Ega citou estas palavras como uma desabafo\confissão)


“Canalha de terra!”

“A vida é feita de desapontamentos”

“Estou à espera que o país aprenda
a ler”


“… Ó almas do diabo, atacai as
questões sociais!”


“Nunca vim cá nos dias felizes,
aqui estou na hora triste”


“Não saia deste passinho lento,
prudente, correcto, que é o único que se deve ter na vida”


“… não vale a pena, correr … nem
para o amor, nem para a glória, nem para o dinheiro, nem para o poder…”


4.4. Opinião sobre o livro


Gostei de ler este livro. Porque o autor faz uma crítica à nossa sociedade e revela a necessidade urgente de modernizar o país.
Na minha opinião é um romance muito descritivo, quase nos transporta para o contexto da história. Fala-nos de uma realidade descrita através da observação dos homens e dos seus comportamentos.
E para quem gosta de livros da autoria de Eça de Queirós, é um romance de leitura obrigatória.
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Re: Os Maias - Eça de Queiroz

Mensagem por Antonio Fernandes em Qua 17 Dez 2008 - 15:50

Aconselho a leitura deste livro, não vão ficar desapontados.
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Re: Os Maias - Eça de Queiroz

Mensagem por Salomé Raposo em Qua 4 Fev 2009 - 16:13

Ainda bem que gostaste, António.

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Re: Os Maias - Eça de Queiroz

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