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Doidinho- josé Lins do Rego

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Leitor Doidinho- josé Lins do Rego

Mensagem por Lais em Sab 15 Nov 2008 - 20:14

Identificação do Livro

1.1. Título:
Doidinho

1.2. Autor(a): José Lins do Rego

1.3. Editora:
José Olympio
1.4. Data da Edição: 41º edição-20062.

Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro
Umas das melhores obras de josé lins do rego,onde termina o menino de engenho começa doidiho.3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos


José Lins do Rego nasceu em 1901, na Paraíba. A sua Obra teve início de inspiração do Século XX na época do engenhos. Publicou o “Menino do Engenho” em 1932, após conhecer outros escritores que tornaram amigos, e não parou mais de escrever, e o segundo Livro foi o “Doidinho” (1933). Publicou 12 romances, em 1935 passou a morar no Rio de Janeiro. Em 1955 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Faleceu em 1957.

3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)

Menino do Engenho (1932)

Bangüê (1934)

O moleque Ricardo (1935)

4. Conteúdo do Livro4.1. Género Literário: Romance


4.2. Assunto (breve síntese):



Doidinho um menino travesso que vivia em liberdade no Engenho Santa Rosa do avô José Paulino, que foi levado pelo avô ao colégio interno.

Ao ver a partida do avô, chorou, pois era primeira vez que ficava longe de família. O senhor Maciel que és o dono do colégio, ao tomar lição do Carlos Melo (Doidinho), viu que não sabia quase nada e por isso ficou na turma do senhor Maciel. Por errar nas lições era levado bolo (apanhava) nas mãos que chegava a deixar hematomas.

Após um mês de aprendizado e levar muito bolo, o Carlos Melo ficava nervoso, impaciência mórbida de não parar em lugar, aos choros inexplicáveis recebeu o apelido de “Doidinho”.



Num dia desses por levar muitos bolos na mão, pediu ao colega Coruja escrever a carta para o avô pedindo para vir buscar. O avô ao receber a carta foi tomar satisfações com o dono do colégio que explicou o motivo. O diretor Maciel ao descobrir o erro cometido por Doidinho foi procurar saber quem foi que escreveu a carta, pois ele mal escrevia. Por não contar quem escreveu levou vários bolos até que não agüentou e acabou confessando que foi o seu amigo Coruja, que por sua vez não desmentiu e também levou vários bolos do diretor. Por aí o Doidinho viu que o Coruja não se importou de levar bolo confessando o pedido do amigo. Daí em diante viu em Coruja um amigo fiel.

Ao receber o sorriso e olhares encantou se por uma menina chamada Maria Luíza, que ali morava, ia para a sua casa após as aulas.

No colégio o Doidinho ficara sabendo das vidas dos Pais dos seus amigos, das fofocas dos vizinhos, e cada vez q aprontava levava bolo. Ficou triste quando seu melhor amigo Coruja precisaria sair do colégio para ajudar o seu pai. No feriado da Quaresma o seus colegas cada um indo para as suas casa e ele ficou no colégio, triste. Nesses dias sozinho, o colégio ficou em silêncio, até o diretor estava mais manco e indo conversar com ele. As aventuras que Doidinho teve com a cozinheira Paula e assim passou o feriado.

Todos voltando com as novidades, e um deles, disse que pai de Doidinho matara sua mãe, isto o entristeceu muito, pois já não tinha os pais para ter atenção, ainda saber dessa tragédia deixou oprimido. Chegou o mês de junho, das Festas Padroeiras, quando o avô prometera a vir buscar, estava ansioso. De volta ao seu lar, começou as suas travessuras matando a saudade. Ao mesmo tempo sentiu que tinha aprendido muitas coisas, sentiu se superiores aos seus amigos que não freqüentavam a escola. Aproveitara a suas Férias.

De volta ao colégio o Doidinho já não levava mais bolo do diretor e seu amigo Coruja volta ao colégio, agora como ajudante do diretor, ficava de olho os demais, levando ao diretor aqueles que desobedecer as normas. Doidinho fica triste com a distância do amigo Coruja, mais entende a situação, pois o pai dele não poderia pagar o colégio, Maria Luiza o amor da sua vida foi embora para outra cidade, mas já nem pensava muito nela.

Começou o treino de marcha militar no colégio para apresentar no dia 7 de setembro. O nervosismo de Doidinho não deixava fazer as obrigações e levava muitos bolos. A revolta começa a crescer por dentro querendo ir embora do colégio por que achava que era injusto ser a gozação da turma.

No dia da marcha inventou que estava doente e ficou no colégio, de repente passa pela cabeça de fugir do colégio, e assim na oportunidade consegue subir no trem rumo ao seu lar no Engenho da Santa Rosa do seu avô.

4.3. Citações favoritas (se necessário, explicadas no contexto)



Após a sua chegada no colégio e as primeiras apresentações, Carlinhos, ao ver-se separado de sua gente, faz uma espécie de premonição do que o esperava: "e uma cousa me dizia que minha vida entrava em outra direção” (Rego: 1987, 142), o que se confirma no desenrolar da obra. Na hora do jantar, o personagem descreve o início de seu relacionamento com as pessoas do colégio:



Estavam chamando para o jantar. Descemos uma escada para uma sala de refeições. Uma mesa grande para todos. Seu Maciel na cabeceira, Dona Emília e o pai dela de lado, e a negra Paula servindo. Quando me botaram o prato de feijão, recusei:

-Não gosto de feijão. -Pois é o que o senhor tem de comer aqui todos os dias.

Engoli, com um nó na garganta, a primeira bóia de prisioneiro. ...O resto dos meninos olhando para o prato, devorando a ração num silêncio de igreja (Rego: 1987 143).



Nesta passagem, alguns pontos se destacam: a hierarquia do colégio é refletida pelos lugares à mesa. O Seu Maciel, a figura central, ocupava a cabeceira.

4.4. Opinião sobre o livro



É provável que em tal fixação houvesse uma relação psicológica com a situação social vivida pelos estudantes. Todo aquele regime de repressão instigava os alunos a ansiarem pela liberdade. Mas, em se tratando de Carlos de Melo, pode-se afirmar que o desejo de liberdade fazia parte de sua própria personalidade. O personagem, que na obra anterior se mostra solidário aos oprimidos, aparece, nesta, como principal contestador de uma sociedade injusta e repressiva.

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