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Meu pé de Laranja Lima- José Mauro de Vasconcelos

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Meu pé de Laranja Lima- José Mauro de Vasconcelos

Mensagem por julia carolini em Dom 30 Nov 2008 - 16:04

Identificação do livro





1.1.Título: Meu pé de laranja lima

1.2.Autor: José Mauro de Vasconcelos

1.3.Editora: Melhoramentos

1.4.Data de edição: 18 de julho de 2007




  • Escolha do livro



2.1.Motivos que levaram a escolha do livro: Escolhemos esse livro pois fizemos um trabalho sobre ele.


Contextualização do autor



3.1.Alguns dados biográficos:



José Mauro de Vasconcelos tem nas veias sangue de índia e português. Nasceu em Bangu, Rio de Janeiro, e passou a infância em Natal, onde foi criado com muito sol e água. Aos nove anos de idade aprendeu a nadar, e com prazer ele hoje rememora os dias de contentamento, quando se atirava às águas do Potengi, quase na boca do mar, a fim de treinar para as provas de grande distância. Com freqüência ia mar a dentro, protegido por uma canoa porque a barra de Natal está sempre infestada de tubarões. Ganhou vários campeonatos de natação e, como todo garoto, gostava de futebol e de trepar em árvores.

Mas o esporte, não constituía sua única preocupação. Depois do primário, aos 10 anos de idade já cursava o primeiro ano do curso ginasial, que terminou cinco anos mais tarde. Então, gostava dos romances de Graciliano Ramos, Paulo Setúbal e José Lins do Rego.

Depois do ginásio, os estudos de José Mauro como autodidata foram sempre feitos à base de trabalho. Seu primeiro emprego, dos dezesseis aos dezessete anos, foi treinador de peso-pluma; recebia 100 cruzeiros (velhos) por luta no Rio de Janeiro, pois aos quinze anos saíra de Natal para ganhar o mundo. No Estado do Rio, trabalhou numa fazenda em Mazomba, perto de Itaguaí, carregando banana. Depois, foi viver como pescador no litoral fluminense, onde não se demorou muito, partindo em seguida para o Recife. Ali, exerceu o cargo de professor primário num núcleo de pescadores. Da capital pernambucana, José Mauro saiu para começar incessante vai-vem, do Norte ao Sul, e vice-versa, permanecendo um pouco em cada lugar, para em seguida enveredar pelo sertão e viver entre os índios
Dotado de prodigiosa capacidade inata de contar histórias, possuindo fabulosa memória, candente imaginação e com uma volumosa experiência humana, José Mauro de Vasconcelos não quis ser escritor, foi obrigado a sê-lo. Os seus romances, como lavas de um vulcão, foram lançados para fora, porque dentro dele o "eu" estava transbordando de emoções. Ele tinha de escrever e de contar coisas. Sua fenomenal produção literária, iniciada aos 22 anos de idade, ainda não chegou ao meio do caminho, porque ele está em plena ascensão, com inexauríveis reservas, que o levarão a posição ainda mais elevada nas letras nacionais.

O autor de belos romances tinha método originalíssimo. De início, escolhia os cenários onde se movimentarão seus personagens. Transporta-se então para o local, onde realizava estudos minuciosos. Para escrever Arara Vermelha, percorreu cerca de 450 léguas no sertão bruto

Em seguida, José Mauro dá asas à sua fantasia e, na imaginação, constrói todo o romance, determinando até mesmo as frases da dialogação. Tinha uma memória que, durante longo tempo, lhe per­mite lembrar dos mínimos detalhes do cenário estudado. "Quando a história está inteiramente feita na imaginação", revelava o escritor, "é que começo a escrever. Só trabalho quando tenho a impressão de que o romance está saindo por todos os poros do corpo. Então vai tudo a jato".

Com o seu sistema de ficar dormindo na pontaria até que o livro todo esteja "escrito" na imaginação, contava José Mauro que, ao pôr-se em ação, na fase material de bater à máquina, tanto fazia escrever os capítulos, um. após outro, como dar saltos; depois de pronto o primeiro passa à conclusão do livro, sem antes ter elaborado o entrecho. "Isso", explicava o escritor, "porque todos os capítulos estão já produzidos cerebralmente. Pouco importa escrever a seqüência, como alterar a ordem. No fim dá tudo certinho".
Artista do cinema e da televisão, José Mauro já trabalhou em diversos filmes como Carteira Modelo 19, que lhe valeu o prêmio Saci como melhor ator coadjuvante, Fronteiras do Inferno, Floradas na Serra, Canto do Mar, do qual escreveu o roteiro, Na Garganta do Diabo, obtendo o prêmio Governador do Estado como melhor ator, A Ilha, conseguindo o prêmio de melhor ator pela Prefeitura, e culminando com Mulheres & Milhões, sendo laureado com o Saci de melhor ator do ano. Dos seus livros, Vazante e Arara Vermelha foram filmados.

Na televisão, desempenhou numerosos papéis, destacando-se o de Padre Damião. Como ator é também talentoso; suas sóbrias interpretações têm alcançado grande êxito

3.2Outras obras do autor



  • Banana Brava (1942)
  • Barro Blanco (1945)
  • Longe da Terra (1949)
  • Vazante (1951)
  • Arara Vermelha (1953)
  • Arraia de Fogo (1955)
  • Rosinha, Minha Canoa (1962)
  • Doidão (1963)
  • O Garanhão das Praias (1964)
  • Coração de Vidro (1964)
  • As Confissões de Frei Abóbora (1966)
  • [size=12]Meu Pé de Laranja Lima[/size1968)
  • Rua Descalça (1969)
  • O Palácio Japonês (1969)
  • Farinha Órfã (1970)
  • Chuva Crioula (1972)
  • O Veleiro de Cristal (1973)
  • Vamos Aquecer o Sol (1974)
  • A Ceia (1975)
  • O Menino Invisível (1978)
  • Kuryala: Capitão e Carajá (1979)





  • Conteúdo do livro





4.1.Gênero literário:Romance juvenil

4.2.Assunto:



Meu Pé de Laranja Lima Este livro conta a história de Zezé e sua relação com um pé de laranja lima e sua descoberta, de como é ser gente grande muito antes do tempo. Era muito arteiro, tinha uma vivacidade e esperteza além do imaginável. Em suas próprias palavras: Eu sou arteiro, sou levado, muito peralta por isto vivo apanhando da malvada Jandira, aquela solteirona. Lá em casa ninguém gosta de mim só a Godoia, o papai depois que perdeu seu emprego na fábrica vive bêbedo, a mamãe sai de madrugada para trabalhar, coitada, para sustentar a casa. Meu irmão acima de mim o Totó só quer saber de me chutar, tem o Luizinho muito pequeno este eu tenho de cuidar, os outros irmãos nem lembram que eu existo. Zezé tinha muita esperteza, vivia fazendo arte, era de fato muito peralta. Ao mudar-se para uma nova casa encontrou no quintal um pé de laranja lima, tão logo o adotou dizendo ser dono desta franzina arvore. Neste ponto começa a nossa historia. Zezé para fugir do mundo ao seu redor cheio de miséria e pobreza encontrava na arvore o seu refugio, criando seu mundo particular, cheio de sonos,conversando com a arvore dizendo ser correspondido. Um dos pontos forte desta historia são os diálogos travados entre Zezé e a arvore. O mundo de Zezé começa a ruir quando ele escuta uma conversa entre o pai e seu tio, dizendo que uma avenida ia passar bem no fundo do quintal exatamente onde estava plantado o seu pé de laranja lima. Zezé passa por muitos percalços, engraxa sapatos, ajuda um mascate vender bugigangas, inclusive literatura de gosto duvidoso. De todas as peraltices a que mais gostava de fazer era pegar carona na traseira do carro do portuga. Homem rico, mas muito solitário que passava sempre por ali, e a princípio queria dar uma surra em Zezé, pelos sustos que passava com aquele moleque colado ao seu carro. O que de fato quase aconteceu, embora tenha sido apenas umas esfregas, Zezé jurou vingança: Quando crescer vou matar este portuga. Mas de peraltice em peraltice, não é que se tornaram muito amigos. O Português encontrou naquele menino muita ternura. Um menino que tinha como único amigo um pé de laranja lima e que sofria por sabê-lo estar com os dias contados. O portuga o levava a passear naquele carrão, faziam piqueniques, lanchavam juntos, pescavam... Crescendo a cada dia aquela amizade. Porem devido ao juramento que tinha feito em relação ao português fez uma ressalva na amizade, deviam mante-la em segredo. O tempo passando a vida de sua família melhorando com o pai de novo trabalhando. Zezé na sua rotina saia cedo para engraxar, mas certo dia quando chegou à passagem do trem avistou uma multidão, tinha acontecido um acidente e Zezé de longe viu o carro do seu amigo todo estraçalhado, logo compreendeu o acontecido, voltou correndo desesperado para casa, deitou-se na cama estarrecido a chorar adoeceu. Todos pensavam que o motivo da doença era devido ao corte da sua arvore. Quando já se passara uma semana Zezé voltou a si e ouviu de seu pai contente pela saúde de seu filho dizer que não precisava chorar mais porque tinha decidido se mudar para uma casa maior onde teria um quintal maior e muitas arvores. Ele poderia escolher quantas quisesse e assim quando cortassem o pé de laranja lima ele já estaria longe e nem sentiria. Zezé neste momento lembrou de seu portuga, das conversas que tinham e disse a seu pai não adianta, porque faz uma semana que cortaram o meu pé de laranja lima.



4.3.Opinião sobre o livro:
Gostamos muito desse livro pois ele é muito divertido


Julia Carolini e Rafael Hideki
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