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Cartas na mesa - Agatha Christie

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Cartas na mesa - Agatha Christie

Mensagem por black angel em Seg 1 Dez 2008 - 8:41

1. Identificação do Livro

1.1. Título Cartas na mesa

1.2. Autora Agatha Christie

1.3. Editora Record
[b]1.4. Data da Edição
1999


2. Escolha do livro

2.1. Motivos que levaram à escolha do livro
Agatha Christie é uma fantástica escritora no seu estilo, ela nos faz viajar com o seu estilo envolvente de escrever, por esta razão, suas obras são divinas, e esta não poderia ser diferente.

3. Contextualização do Autor

3.1. Alguns dados biográficos
Agatha May Clarissa Miller, ela se casou em 1914, com o Coronel Archibald Christie, um aviador da Força Aérea britânica. Com ele, teve sua única filha, Rosalind. Durante a Primeira Guerra, Agatha trabalhou como farmacêutica, o que lhe proporcionou, segundo consta, grandes conhecimentos sobre poções e veneno, que seriam mais tarde empregados em suas obras.

Deu-se em 1920 a publicação o seu livro de estréia, "O Misterioso Caso de Styles", protagonizado pelo detetive belga Hercule Poirot, que se tornaria um dos mais famosos personagens de toda a história da literatura. Poirot seria protagonista de mais 33 romances e dezenas de contos.

Em 1926, Christie desapareceu por onze dias, fato que causou comoção na imprensa e toda sorte de especulações. Agatha foi encontrada num hotel e até hoje não se sabe ao certo o motivo do desaparecimento: supõe-se que ela estivesse deprimida por descobrir um caso adúltero do marido. Nesse ano, ela escreveu uma de suas obras-primas "O Assassinato de Roger Ackroyd".

Dois anos mais tarde, Agatha Christie divorciou-se de seu primeiro marido. Em 1930, publicou o primeiro romance com a sagaz personagem Miss Marple, "O Assassinato na Casa do Pastor". Marple, uma simpática velhinha que se arvora a detetive e é uma espécie de alter-ego da autora, foi protagonista de doze romances de Agatha Christie.

Ainda em 1930 Agatha casou-se pela segunda vez, com Max Mallowan, um arqueólogo que havia conhecido numa viagem à Mesopotâmia. Com Mallowan a autora realizou uma série de expedições arqueológicas, que lhe renderam inspiração para novas histórias, como "Morte no Nilo".

Em 1934, foi lançado o célebre romance "Assassinato no Expresso do Oriente", depois transformado num filme de grande sucesso. Na década de 1930, a abundante produção literária de Agatha Christie se consolidou junto ao público, transformando a autora num perene "best-seller". Christie escreveu mais de vinte títulos de ficção, entre eles o famoso "O Caso dos Dez Negrinhos".

Em 1952, estreou em Londres sua peça "A Ratoeira" - a peça que ficou mais tempo em cartaz na história do teatro. Numa carreira de mais de meio século, Agatha Christie escreveu 79 romances e livros de contos, além de doze peças de teatro. Além das peças, contos e romances de mistério, Agatha publicou seis romances românticos, com o pseudônimo de Mary Westmacott.

A escritora recebeu a mais alta condecoração do Reino Unido em 1971, tornando-se "Dame Agatha Christie".



3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)
Assassinato no Expresso do Oriente
Convite para um homicídio
A mansão Hollow
Morte no Nilo
Treze à mesa
Aventura em Bagdá
O homem do terno marrom
Um brinde de cianureto
O segredo de Chimneys
Os crimes ABC
Cai o pano
O mistério de Sittaford
Mistério no Caribe
Morte nas nuvens
Os elefantes não esquecem
Cem gramas de centeio
Um corpo na biblioteca
Poirot investiga
Assassinato na Mesopotâmia
Cipreste triste
Tragédia em três atos
A maldição do espelho
Os três ratos cegos
A aventura do pudim de Natal
Morte na praia
Passageiro para Frankfurt
O mistério dos sete relógios
A casa torta
Punição para a inocência
É fácil matar
Os treze problemas
Os primeiros casos de Poirot
Depois do funeral
Noite sem fim
A terceira moça
O detetive Parker Pyne
Encontro com a morte
A morte da Sra. McGinty
Entre outras...

4. Conteúdo do Livro

4.1. Género Literário ficção policial
4.2. Assunto
Mr. Shaitana é uma exêntrico milhonário que tem um caráter duvidoso, ele promove uma festa na qual foi convidado Hercule Poirot, um grande detetive, nesta festa Mr. Shaitana promete mostrar a Poirot sua coleção de criminosos em um jantar.
No jantar, Shaitana apresenta Mrs. Ariadne Oliver, uma escritora de Romances policiais, Superintendente Batle, um senhor determinado e até parece bobo, ele trabalha na Scotland Yard, Coronel Race, um belo rapaz e “boa-pinta”, Dr. Roberts, um médico, Mrs Lorrimer, um senhora que adora jogos de cartas e não é casada, ela é um pouco arrogante, Major Despard e Miss Meredith, uma bela moça de aparência jovial que acabou de chegar na cidade e de que pouco se sabe.
As várias pessoas conversam por algum tempo, logo em seguida o banquete é servido e todos comem. Após o jantar, Mr. Shaitana resolve atrair os convidados a uma partida de Bridge (um jogo de cartas no qual ocorrem apostas e em que também há blefes como no Poker, no Bridge quatro pessoas jogam), Shaitana diz que a mesa já está pronta, então convida Doutor Roberts, Mrs Lorrimer, Anne Meredith e o Major Despard para jogar na sala, estes aceitam e começam a jogar, em seguida ele leva Mrs. Ariadne Oliver, o Superintendente Batle, o Coronel Race e Hercule Poirot para outra sala onde há outra mesa de Bridge. Quando estes se sentam, Shaitana se sai, volta ao salão onde estavam os outros, senta-se perto a lareira, de costas aos jogadores, e lá fica.
Quando o grupo de Poirot termina o jogo, eles saem da sala e quando vão falar com Shaitana, tem uma surpresa, ele está morto!
Agora Poirot e os outros tem que tentar descobrir qual era o intuito de Shaitana, um jogo com quatro mocinhos e quatro bandidos.
Poirot, Batle e Ariadne Olive vão buscar descobrir a verdade, Race parece indiferente ao acontecido. Todos os acusados (Dr. Roberts, Mrs Lorrimer, Major Despard e Miss Meredith) devem ter algum motivo para querer matar Shaitana, resta descobrir qual foi o assassino e o motivo, e enquanto Batle investiga os acusados, Hercule Poirot tenta ser mais sutil e usa as anotações de Bridge e os relatos de cada um quanto ao jogo.
Ao longo das investigações, diversas hipóteses serão criadas, e testemunhos serão ouvidos, como o testemunho de Elise Batt, Rhoda Daves, Mrs. Luxmore, de Combeacree mais uma testemunha ocular, pensará-se se foi Acidente, suicídio ou homicídio e então a identidade do assassino será descoberta, e para saber quem foi, é melhor ler o livro...

4.3. Citações favoritas
“-Poderia mostrar-lhe objetos da sua própria especialização, Monsier Poirot!
-Então o senhr possui um “Museu Negro” particular?
-Ora! – Mr. Shaitana estalou os dedos com desdém – A taça usada pelo assassino de Bringhton, o pé-de-cabra de um arrombador famoso... Criancices absurdas! Eu nunca me daria ao trabalho de colecionar bobagens desse tipo. Coleciono apenas os melhores objetos de cada gênero.
-E o que é que o senhor considera como melhores objetos, artisticamente falando, em matéria de crime? – indagou Poirot.
Mr. Shaitana curvou-se para frente e pousou dois dedos no ombro de Poirot. Sibilou dramaticamente as palavras.
-Os seres humanos que os cometem, Monsieur Poirot.” Cap.1 pg.11 Neste trecho da conversa de Mr. Shaitana e Hercule Poirot é uma das partes principais do livro, e é uma das provas de Poirot que os quatro acusados poderiam realmente ter segredos e motivos para matar Shaitana, além do que, mostra o caráter duvidoso do homem.

“Mrs Ariadne Oliver era extremamente famosa como uma das maiores escritoras de histórias de detetive e sensação. Escrevia artigos loquazes, embora não especialmente gramaticais, sobre A tendência do criminoso, Célebres crimes passionais, Homicídio por amor versus homicídio por lucro. Era também exaltada, feminista e quando algum crime importante ocupava as colunas da imprensa, uma entrevista com Mrs Oliver tornava-se imprescindível.” Cap.2 pg.15 Nesta parte, Agatha Christie fala de Ariadne Oliver, uma personagem que é claramente uma representação da própria autora.

“Houve um silêncio momentâneo.
-Faltam vinte ou já passaram? – perguntou Mr. Shaitana – Olhem um anjo passando. Meus pés estão cruzados... deve ser um anjo negro!” Cap.2 pg.21 é a última provocação de Shaitana, é tida pelos “mocinhos” como uma das primeiras provas de que foi um assassinato.

4.4. Opinião sobre o livro
É uma obra fantástica e divertida que é quase imposível de para de ler, a curiosidade de desvendar o caso se mistura com o enredo e o próprio leitor toma o papel de detetive e tenta fazer suas apostas em algum dos acusados. É muito bom ler este livro e viajar em mais uma das grandes obras de Agatha Christie.


Curiosidades sobre Agatha Christie
1)O CASO DO VENENO

Agatha Christie ficou aborrecida quando ouviu comentários de que, por inspiração em um de seus livros, um homem havia envenenado várias pessoas.

O livro: O Cavalo Amarelo

A história de fato:

Frederick Graham Young trabalhava numa indústria de equipamentos fotográficos.

Cinco pessoas dessa empresa morreram com os mesmos sintomas e de início suspeitou-se de envenenamento por algum tipo de poluição ambiental.

Todavia, numa reunião da empresa para tratar desse assunto, Young que era assistente de Robert Egle (um dos que vieram a falecer) mostrou ser um grande conhecedor sobre os efeitos dos venenos, de uma forma geral, e uma linguagem médica invejável que adotou ao falar.

No outro dia, um detetive da Scotland Yard que estivera presente na reunião almoçou com o Dr. Johnson, renomado especialista em medicina legal.

Ao tomar conhecimento do caso foi ele, Dr. Johnson, fã de Agatha Christie quem comentou que os sintomas das cinco vítimas lembravam os mesmos narrados pela escritora no referido livro. Disse que provavelmente fora envenenamento por tálio e deu ao Detetive todos os detalhes sobre o vírus que provocou a morte das vítimas.

De posse dessa informação, o Detetive imediatamente desconfiou dos conhecimentos de Young e após fazerem uma visita até a casa dele encontraram uma quantidade de tálio suficiente para manter uma farmácia por um mês. Encontraram-se também tubos de ensaio e frascos com grande variedade de venenos.

Quando detido na casa de seus pais disse que os venenos eram para ele se matar, mas, que não houve chance de usá-los. Citou trechos de A Balada da Prisão de Reading, de Oscar Wilde e confessou prontamente os assassinatos.

Ele tinha sido preso aos quatorze anos, pois, envenenou um colega de escola, o pai, a irmã e a madrasta que veio a falecer.

2) Agatha Christie estudou piano desde criança e teve, na adolescência, aulas de canto em Paris e até chegou a dar um concerto. Sonhava em ser cantora lírica. Todavia, devido a sua grande timidez sua carreira não foi pra frente, tendo em vista que encarar o público ouvinte era-lhe penoso demais.

3) Utilizava para realizar seus trabalhos um gravador e a máquina de escrever e utilizava-os por cerca de seis semanas a dez meses (onde quer que estivesse), para o thriller anual. Mas grande parte de seus feitos eram realizados dentro da banheira.

4) Agatha teve uma babá com quem aprendeu francês.

5) Agatha transferiu para o seu detetive Hercule Poirot as indisposições que sofria ao viajar pelo mar.

6) Ela adorava cozinhar.
Sobremesa preferida: Creme de Devonshire
Fruta preferida: maçã, característica que transferiu para a sua detetive Miss Ariadne Oliver.

7) Colecionava macaquinhos de pelúcia que comprava na feira anual.

Cool Em 1971 ela recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico.

9) Sempre rejeitou cenas de violência e sanguinárias fortuitas em suas histórias, pois, não gostava disso nem um pouco.

10) ESPÍRITO AVENTUREIRO
10.1. Andava de patins, no inverno, com os amigos.
10.2. Gostava de nadar em mar aberto, principalmente em dias de tempestade.
10.3. Adorava esquiar
10.4. Em menos de cinco anos depois que o avião fora inventado ela fez um passeio que não era para qualquer bolso... O passeio consistia em contornar a Torre Eiffel.
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Re: Cartas na mesa - Agatha Christie

Mensagem por black angel em Ter 2 Dez 2008 - 10:30

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