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Alguém sabe do João? -Após a leitura do livro

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Estouro Alguém sabe do João? -Após a leitura do livro

Mensagem por Cá claudino em Ter 16 Dez 2008 - 17:13






Após a leitura do livro



3. Contextualização do Autor



3.1. Alguns dados biográficos




Nasceu em Coimbra, em 1958.

Licenciada em línguas e literaturas modernas,

variante de Estudos Franceses e
Ingleses, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa,

foi
professora de Língua Portuguesa de 1982 a 1997, no ensino oficial e particular.








3.2. Outras Obras do(a) Autor(a)



Esta
autora tem vários livros publicados, nomeadamente,

“Gaspar & Mariana”;”A
fonte dos segredos”;”O guarda da praia”;”O incendiário misterioso”;”A lua de
Joana”;

e ainda editado na Alemanha e na Bulgária, “Historias com Jesus” e A
cruz vazia”.



E
ainda, “O clube das chaves” em conjunto com a autora Maria Do Rosário
Pedreira.·











4.
Conteúdo do Livro
4.1. Género Literário



Texto
narrativo






4.2.
Assunto (breve síntese)




João
é um jovem que frequenta um colégio Militar (e também, interno),

o “Armas de
Portugal”, desde o seu 5º ano.

Nesta instituição andaram também o seu avô e o
seu pai, situação que acontecia, também, com a grande maioria dos seus colegas.
Ele fez muitos amigos, mas o maior deles todos foi o Guilherme.

O Guilherme
era, sem dúvida, o seu melhor amigo.

E para o Guilherme, o João também o era
.
Se um deles estivesse triste ou chateado com alguma coisa ou com alguém, não
precisava de dizer nada ao outro,

porque eles conheciam-se tão bem um ao outro,

que já percebiam os seus sentimentos, nas atitudes que eles tinham ou nas
coisas que eles faziam.

Um dia, o João e os seus amigos,


dirigiram-se para a biblioteca, pois tinham de
ir pesquisar informações nos livros para um trabalho de grupo.

Quando chegaram
á biblioteca, encontraram o Guilherme a falar com um miúdo,

a que todos
chamavam de Salada, apesar de o seu verdadeiro nome ser Martim.

Eles achavam
muito estranho a relação do Guilherme, com aquele rapaz, o Salada.

Então o
Mota, o Ferrari (o seu nome verdadeiro era António Ferreira,

mas todos o
tratavam assim porque, quando era mais novo tinha inventado que o seu pai tinha
um carro desta marca),

o Jerónimo Pardal (todos o tratavam por Pardal)
.e o
Cágado (apesar de o seu nome verdadeiro ser Miguel Azeredo,

tratavam-no assim
porque tinha herdado a alcunha dos seus dois irmãos que tinham andado,

também,
naquele mesmo colégio), então, o Mota, meteu-se com o Ataíde (era a alcunha e
também o apelido do João)

dizendo que o seu melhor tinha virado gay e,

como se
não bastasse, era pedófilo.

De seguida o Ferrari continuou a picar, ainda mais,
o Ataíde, dizendo que “os dois pombinhos”,

falando sobre o Martim e sobre o
Pontes (alcunha e também apelido do Guilherme),

estavam tão entretidos que nem
tinham dado pela presença deles.

Foi então, que o João se passou, e em voz alta
perguntou ao Pontes “ Mas, afinal que mer… é esta!?”.

O Ataíde falou tão alto
que até acordou o bibliotecário.

Entretanto os jovens continuaram a mandar
bocas, e foi aí que o João Ataíde se passou por completo.

Deu um murro ao
Pontes, e este estupefacto com a situação, ficou parado no seu lugar sem
acreditar no que se estava a passar.

Mas o Ataíde continuou a dar porrada ao Pontes.

Então, sem ninguém perceber muito bem o porquê,

o Pontes escorregou e bateu com
a cabeça na mesa da biblioteca, e…

morreu (história que só se viria a saber
quase no final do livro).
O João depois, de perceber o que se tinha passado, saiu da biblioteca a correr,
e desapareceu sem que ninguém soubesse onde ele estava.

Uns dias depois de ter
desaparecido, ele foi-se entregar á polícia, dizendo que tinha morto o seu
amigo.

A Polícia comunicou com os pais dele, e eles levaram-no para casa.

Depois do João ter estado em sua casa, sem falar com ninguém,


só querendo estar
sozinho, os pais mandaram-no para uma clínica de recuperação.
Nesta clínica ele permaneceu durante cerca de um mês.

Nesta clínica cruzou-se
com uma rapariga, um tanto ou quanto maluca.

Ela julgava que era uma princesa e
que o seu pai,

o Rei, tinha mandado os guardas irem lá buscá-la, mas era uma
coisa que ela não queria nem por nada.

Ele achava que para além de ela ser um
pouco maluca era, também, muito querida.

Recusou-se muitas vezes a falar com o
seu terapeuta e com todas as pessoas que o visitavam, incluindo a sua namorada.


Mas, houve um dia, em que ele começou a falar mais abertamente com o seu
terapeuta, apesar de não lhe ter contado toda a verdade.
Uns dias depois de ele ter saído da clínica, e já estar bem instalado na sua
casa, ele foi ter com o Martim a sua casa e perguntou-lhe se ele não queria ir
dar uma volta com ele até á praia, pergunta a que o Martim respondeu
afirmativamente.

Então, lá foram os dois até á praia.

A pedido do Ataíde,
sentaram-se na areia a conversar, e foi aí que o João contou ao Salada o que
realmente se tinha passado.

Quando o João acabou de contar a história toda ao
Martim,

ele passou-se e começou a gritar muitas coisas,
que ele devia era ser
preso, que o que ele tinha feito era indecente, entre outras coisas.

Mas, por
muito estranho que pareça, o João não discordou em nada,

aliás muito pelo
contrário, deu-lhe toda a razão do Mundo, e até se sentiu com a questão do
Martim o estar a culpar.
Afinal o Martim não era nada mais do que um vizinho do Guilherme.

Mas quando o
Salada entrou para o “Armas de Portugal”, o Pontes “adoptou-o” prometendo-lhe
que o ia proteger.









4.3. Citações favoritas (se necessário,
explicadas no contexto)








“O
frio que sentia tornou-se insuportável, fazendo-o, impensadamente,

virar-se de
frente para a árvore, que abraçou longamente, como se o tempo não se esgotasse.

Quem lhe dera dar aquele abraço a alguém que o compreendesse, mesmo que não o
perdoasse…”








“Mais
só que nunca, sentiu frio e uma vontade incontornável de voltar a ver o seu
amigo de sempre.

Então, as lágrimas aquecer-lhe o rosto, onde, pouco tempo
antes,

uma rapariga tão perdida e magoada como ele assentara uma bofetada de mão
cheia. Eram lágrimas quentes,

que vinham directamente da alma; por isso eram tão
diferentes de todas as que, então, chorara.”






4.4. Opinião sobre o livro




Sinceramente, o livro não correspondeu
muito as minhas expectativas, apesar de ter gostado bastante de o ler.

Na minha
opinião, a história do João Ataíde ficou um pouco mal finalizada, não se soube também
como ficou a relação com a namorada,

com o pequeno salada, ou com qualquer
outro dos membros dos “heróis do bar”.



E a pobre Virgínia, (Céline, a
filha do chefe da aldeia Gaulesa) que lhe aconteceu? Continuou a estabelecer
contacto com o Ataíde?



Por outro lado, este livro
transmite muito o lado sentimental de uma pessoa que sofre uma grande perda,

neste caso o João, pois a autora desenvolveu bem a personagem em si, dando um
toque cativante a tudo o que rodeia o João.

Cá claudino
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Estouro Após a leitura do livro- Estórias abensonhadas

Mensagem por Convidad em Qui 18 Dez 2008 - 17:01

Após a leitura do livro
3. Contextualização do Autor

[b]3.1. Alguns dados biográficos


António Emílio Leite Couto mais conhecido por Mia Couto (que ganhou este nome (Mia) do irmãozinho que não conseguia dizer "Emílio") nasceu na Cidade da Beira (Moçambique) em 1955, filho de uma família de emigrantes portugueses. Publicou os primeiros poemas no "Notícias da Beira", com 14 anos. Em 1972, deixou a Beira e partiu para Lourenço Marques para estudar Medicina. A partir de 1974, começou a fazer jornalismo, tal como o pai. Com a independência de Moçambique, tornou-se director da Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Iniciou o curso de medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação.

Mia Couto é um autor entendido por muitos como 'escritor da terra'. Precisamente porque, na sua expressão única e original, escreve e descreve as próprias raízes do mundo, explorando a própria natureza humana na sua relação ligada com a terra.

Na sua linguagem estão presentes vários neologismos na qual se verifica um adjectivo de um singular entendimento e interpretação da beleza interna das coisas. Cada palavra inventada como que adivinha a secreta natureza daquilo a que se refere, e entendemo-la como se nenhuma outra pudesse ter sido utilizada em seu lugar. Algumas pessoas dizem que Mia Couto sobressai como excelente contador de histórias. As obras deste autor estendem-se a vários géneros literários (Poesia, crónica, romance, e contos). Mia recebeu 3 prémios. Em 1999 recebeu o Prémio Virgílio Ferreira, pelo conjunto da sua obra. Em 2007 recebeu o Românicas. Em 2007 foi o vencedor do prémio Zaffari & Bourbon de Literatura, na Jornada Nacional de Literatura.



[b]3.2. Outras Obras do Autor



Raiz de Orvalho – 1999 (poesia)



Vozes Anoitecidas – 1987 (contos)



Cronicando – 1991 (colectânea de crónicas)

Cada Homem é uma Raça – 1990 (contos)

Terra Sonâmbula – 1992 (romance)

Estórias Abensonhadas– 1994 (contos)

A Varanda do Frangipani – 1996 (romance)

Contos do Nascer da Terra – 1997 (contos)

Mar me quer – 2000 (romance)



Vinte e Zinco – 1999 (romance)



O Último Voo do Flamingo – 2000 (romance)

Na Berma de Nenhuma Estrada e Outros Contos – 2001 (contos)



O Gato e o Escuro – 2001 (contos)



Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra – 2002 (romance)




4.
Conteúdo do Livro
[b]4.1. Género Literário
Literatura (conto).
[b]4.2.Assunto (breve síntese)
Neste livro reúnem-se vários contos já publicados em jornal, em que se inscreve o mesmo estilo de capacidade de fazer sonhar já reconhecidos em anteriores obras (que são: Vozes anoitecidas, Cronicando, Cada Homem É Uma Raça, Terra sonâmbula). Os contos já publicados foram revistos, para a publicação deste livro. Em todas estas estórias se reconhece o trabalho profundamente pessoal e de recriação da linguagem, o aproveitamento literário de fala popular moçambicana e o pleno exercício da poesia. Algumas das estórias deste livro(as que não foram publicadas no jornal) são inéditas.
4.3. Citações favoritas


3citações favoritas

Este livro é dividido em 26 pequenas éstórias. As minhas preferidas são:

*O cego estrelinho.



*O calcanhar de Vergílio ;



*O braço da serpente;



*A guerra dos palhaços;



4.4. Opinião sobre o livro




Dos livros que eu já li este não foi dos que eu mais gostei, acho que poderia ter escolhido outro melhor, mas apesar de tudo isto gostei de lê-lo. Gostei dos neologismos que este trazia como por exemplo o seu próprio título “Estórias Abensonhadas” (narrativa tradicional, sonhada e abençoada). Acho que o autor desta obra tem uma grande capacidade de imaginação, consegue visualizar bem as coisas interiores, etc…

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Estouro Re: Alguém sabe do João? -Após a leitura do livro

Mensagem por Salomé Raposo em Qua 4 Fev 2009 - 16:05

Bem, não sei porque a Amizaday registou aqui a sua ficha... mas...

a Carina tem 12 ( a ficha está muito desorganizada e o trabalho pouco cuidado).

Salomé Raposo
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Estouro Re: Alguém sabe do João? -Após a leitura do livro

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